A SmartStore registrou crescimento de 6,9% na receita no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O faturamento da rede passou de R$ 90,2 milhões para R$ 96,5 milhões entre janeiro e março, refletindo uma combinação de maior fluxo de clientes, aumento no ticket médio e mudanças no comportamento de consumo.
Segundo a direção da empresa, entre os principais vetores de crescimento está a mudança no perfil de consumo, com avanço consistente de categorias associadas à saudabilidade e conveniência. O segmento de produtos sem açúcar, light e diet foi o destaque do período, com crescimento de 22,9% na receita, que passou de R$ 7,36 milhões para R$ 9,05 milhões. O volume vendido aumentou 15,7%, acompanhado pela expansão do portfólio, que chegou a mais de 1.180 itens, alta de 18% em relação ao ano anterior.
Outro segmento em evidência é o de produtos voltados à nutrição e desempenho físico. A categoria de proteína e fitness registrou o maior crescimento relativo, com alta de 29,9% na receita e de 27,5% no volume, impulsionada por itens como bebidas proteicas, iogurtes e barras funcionais. Para a direção da Smartstore, a estratégia de ampliar a exposição desses produtos nas gôndolas acompanha uma demanda já evidenciada pelo interesse do consumidor, refletido nos indicadores de mercado. Adotada há cerca de 18 meses, a iniciativa já começa a apresentar resultados consistentes.
Os dados também indicam uma mudança clara dentro de categorias tradicionais. No ranking de produtos mais vendidos, a Coca-Cola Zero 2L subiu do terceiro para o segundo lugar, com crescimento de 20,8% em volume, reforçando a migração do consumidor para versões com menor teor de açúcar. A Coca-Cola lata 350 ml também passou a figurar entre os cinco itens mais vendidos da rede.
Bebidas seguem como principal grupo de vendas, com alta de 7,2%. A única retração relevante foi registrada em sorvetes, com queda de 7,5%, movimento associado à sazonalidade do período.
Mais atenção
De acordo com o diretor de expansão da Smartstore, Oberdan Siqueira, o desempenho do trimestre reforça uma tendência mais ampla de transformação no varejo alimentar, com consumidores mais atentos à composição dos produtos e dispostos a migrar para opções com maior valor agregado. “Ao mesmo tempo, o crescimento do ticket médio sugere uma combinação entre esse movimento e fatores inflacionários”, comenta.
Ainda segundo Siqueira, com base nos resultados, a empresa observa um cenário de crescimento sustentado, apoiado tanto na ampliação do fluxo quanto na qualificação do consumo, “com destaque para categorias que combinam conveniência, saudabilidade e inovação”, encerra.