<< Voltar pra Home

Negócios



Em 5 anos, cresce volume de brasileiros comprando perto de casa

20 de julho de 2022
 - 
19:39
 - 
Redação SuperHiper
Featured image for “Em 5 anos, cresce volume de brasileiros comprando perto de casa”

Pesquisa da CNDL e SPC mostra os hábitos de consumo da população em meio a pandemia

Mesmo com o crescimento do comércio online no Brasil, o comércio perto de casa segue na preferência dos consumidores como principal local de compra do dia a dia. É o que aponta a pesquisa “Impactos da Mobilidade Urbana no Varejo“, conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae. Os números da pesquisa mostram que o comércio perto de casa é preferência de 77% dos entrevistados.


O número é expressivo, mas caiu na comparação com 2017, quando a pesquisa apurou um percentual de 84% para as lojas físicas mais próximas. Outros locais aparecem com diferença expressiva: 8% afirmaram que fazem a maior parte das compras perto do trabalho; 6% citaram os sites de lojas virtuais – em 2017 o percentual era de 2% – e 5% citaram os aplicativos, ante 0,6% em 2017. Entre aqueles que disseram preferir fazer compras perto de casa, 20% afirmam que a escolha se deve ao conforto e à comodidade. Outros 20% apontam a agilidade e a facilidade como principal motivo de escolha.


Acessibilidade e localização foram apontadas por 17%. Em seguida, aparecem o costume e o conhecimento do local (15%); o preço (9%); e a possibilidade de evitar trânsito (8%), entre outros motivos. As razões mais citadas para as compras perto do trabalho foram basicamente os mesmos: a agilidade e facilidade (21%), a localização e acessibilidade (16%), o conforto e comodidade (15%), a possibilidade de evitar o trânsito (13%) e os preços (10%).


Considerando os motivos de quem compra mais pela internet, o ranking muda: os preços aparecem em primeiro lugar (52%). Em seguida, são citados a agilidade / facilidade (16%); o conforto / comodidade (14%); a variedade de produtos e serviços (6%); e a possibilidade de evitar o trânsito e o engarrafamento (6%). “Existe uma tendência de crescimento no consumo online, mas o brasileiro ainda está muito habituado a fazer suas compras perto de casa ou do trabalho. Mas questões como segurança e mobilidade urbana são pontos importantes neste contexto. Por isso é fundamental a construção de políticas públicas que ofereçam estrutura aos comércios de bairro, o que estimula o desenvolvimento de micro e pequenos negócios, essenciais para o crescimento económico do país”, destaca José César da Costa, presidente da CNDL.


José César também menciona os hábitos de consumo gerados durante a pandemia. “Sem dúvida percebemos uma mudança de comportamento após a pandemia, uma vez que as pessoas passaram a priorizar compras perto de casa, evitando os grandes centros e transporte públicos”, aponta Costa.


A pesquisa investigou ainda os principais produtos comprados perto de casa pelos brasileiros. O estudo aponta a predominância de itens adquiridos em supermercado, mencionados por 81% dos entrevistados (um crescimento em comparação aos 77% apontados em 2017); comidas e lanches (70%, sendo que em 2017 esse percentual era de 42%); remédios e itens de saúde (58%); cosméticos e perfumaria (28%); serviços de salão de beleza (26%); roupas, sapatos e acessórios (26%), e papelaria (25%). Os percentuais de todos os esses itens cresceram na comparação com 2017.


TIPOS DE LOJAS

Além do local, os entrevistados responderam sobre o tipo de estabelecimento onde mais realizam compras. As lojas de rua foram o tipo mais citado (57%), sobretudo entre as classes C, D e E (59%). Os shopping centers aparecem em seguida, mencionados por 15% – nesse caso, com um percentual mais destacado entre as classes A e B (30%). A internet foi lembrada por 10%, ante 3% da pesquisa anterior. Mercados e Supermercados foram mencionados por 7% dos entrevistados.


A pesquisa também analisou os empecilhos para as compras em lojas de ma. O principal foi a insegurança, traduzida pelo risco de assaltos. Esse problema foi citado 34% dos entrevistados. Em seguida, apareceram os preços (20%); as dificuldades para estacionar (17%); o horário de funcionamento (17%); o trânsito (17%); e a dificuldade de circulação (16%).


Diante desses problemas, as soluções para aumentar a frequência das compras em lojas de rua seria o preço dos produtos, mencionado por 52% (percentual que cai para 42% nas classes A e B). A segurança aparece em seguida, citada por 47%. Esse percentual chegou a 63% nas classes A e B e a 35% na população com 55 anos ou mais. Para 39% dos entrevistados, lojas maiores, com grande variedade de produtos, também seria um estímulo para as compras em comércio de ma. Além desses motivadores, os entrevistados mencionaram a ampliação do horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais (25%); criação de mais estacionamentos (22%, sendo que nas classes A e B o percentual foi de 37%), entre outros.


Se a segurança é o principal problema identificado para compras nas lojas de rua, nos shoppings centers o preço dos produtos é o fator limitador do consumo (74%). O custo do estacionamento pago foi mencionado por 42%. Em seguida, aparecem o trânsito (23%); a dificuldade de locomoção (20%); e acessibilidade para deficientes ou pessoas com mobilidade reduzida (5%). Mesmo para as compras realizadas perto de casa, a mobilidade é importante, até para que o pedestre transite em segurança. Na avaliação de 23% dos entrevistados, a construção de faixas de ônibus, ciclofaixas e espaços exclusivos para pedestres prejudica o comércio local. Já para a maioria (70%) essas iniciativas de aperfeiçoamento da mobilidade não prejudicam o consumo.


“De maneira geral, políticas públicas desse tipo são bem avaliadas, mas é preciso que sejam analisadas do ponto de vista técnico, considerando o impacto sobre toda a comunidade e sobre o crescimento e desenvolvimento do comércio”, diz José César.


CRITÉRIOS PARA ESCOLHA


Avaliando o aspecto da acessibilidade, constatou-se que 77% acreditam que é primordial que as lojas se preocupem com o acesso de clientes com necessidades especiais; 51% sempre ou quase sempre costumam fazer compras em locais em que há acessibilidade para pedestres, ciclistas e passageiros de coletivos/metrô. Além disso, 45% não costumam frequentai’ lojas e centros comerciais cujo trajeto tem condições de trânsito ruins, e 37% não fazem compras em lojas que não possuem fácil acesso de transporte público.


Na dimensão da segurança, sete em cada dez afirmaram que sempre ou quase sempre a segurança do estabelecimento é um fator levado em consideração na hora das compras (70%). E a segurança não diz respeito somente à violência, mas também a integridade física do cliente. De acordo com o levantamento, 44% evitam circular em locais onde não há espaço para a travessia de pedestres.


No quesito deslocamento, considerando os entrevistados que possuem carros e motos, 72% afirmaram que um estacionamento próximo de uma loja contribui para a decisão de frequentá-la. O estacionamento próprio influencia a decisão de 66% dos consultados. Além disso, 48% evitam fazer compras em locais com estacionamento pago ou rotativo e 38% já deixaram de comprar algo por não conseguir estacionar perto do comércio. Considerando todos os entrevistados, 49% já deixaram de comprar algo por não ter ânimo de enfrentai’ o transporte público, e 41% levam em consideração o preço da passagem para decidir o local das compras.

Fonte: Agora RN


Compartilhar:
Image

Últimas Notícias



Image

Rede americana cria centros de inovação em cada loja

Com estratégia de expansão com lojas menores, Sprouts Farmers Market acelera inovação para responder às demandas dos clientes Encontrar respostas…
Image

Grupo Vanguarda realiza o Super Líder 2023 e apresenta metas para 2024

Cinco lojas foram premiadas e consideradas as melhores do ano, alcançando níveis de desempenho extraordinários, superando metas e rompendo barreiras…
Image

Ypê anuncia novo diretor digital e canais especiais

“Após atuar em multinacionais, hoje tenho orgulho de fazer parte de uma empresa 100% nacional”, declarou Alexandre Gyurkovits A Ypê,…
Image

Skyone recebe aporte de R$ 60 milhões

Investimento foi realizado pelo fundo de Venture Capital Bewater e será utilizado para expansão da scale-up A Skyone, líder no…