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Empresários defendem segurança, equilíbrio regulatório e diálogo para impulsionar o varejo

Em debate sobre desafios estruturais do setor, durante o Smart Market 2026, líderes da ABRAS, Havan e iFood apontam entraves como insegurança, custos operacionais e regulação

De Redação SuperHiper
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O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi, reuniu importantes lideranças empresariais para discutir os principais desafios e oportunidades do varejo brasileiro, em um cenário marcado por insegurança, pressão regulatória e transformações digitais. O encontro realizado no Smart Market 2026 destacou a necessidade de medidas estruturais que equilibrem o ambiente de negócios e garantam competitividade ao setor.

Durante o debate, o sócio e CEO do iFood, Diego Barreto, ressaltou o papel das plataformas digitais na geração de renda e flexibilidade para trabalhadores, defendendo avanços na regulamentação que assegurem condições dignas sem comprometer o modelo de negócios. “Não faz nenhum sentido uma empresa crescer e a gente não prover dignidade para quem está no centro do trabalho. Temos que garantir pagamento justo, seguro, previdência e até alimentação, mas com uma lógica proporcional à realidade do trabalho”, afirmou.

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Barreto também enfatizou que o diálogo é essencial para evitar conflitos entre plataformas e parceiros comerciais. “É impossível propor algo muito diferente sem gerar atrito. O progresso traz ruído, mas a beleza está em evoluir por meio do diálogo”, disse, ao comentar a integração crescente entre supermercados e aplicativos de entrega.

Já o dono da Havan, Luciano Hang, fez duras críticas ao ambiente de negócios no Brasil, com foco na segurança pública e no excesso de burocracia. Segundo ele, a criminalidade impacta diretamente a operação das empresas. “Todos os dias nossas lojas são alvo de furtos ou arrombamentos. A única forma de combater isso hoje tem sido a exposição, porque infelizmente o criminoso não teme mais a punição”, declarou.

Hang também alertou para o impacto de propostas legislativas que podem elevar custos ao varejo, como mudanças nas regras de segurança privada. “É inaceitável impor mais custos a um setor que já trabalha com margens apertadas. Precisamos de leis que ajudem quem produz, e não que dificultem ainda mais”, criticou.

Ao longo da discussão, João Galassi destacou a importância de construir soluções conjuntas entre setor privado e poder público, especialmente em temas como regulamentação do trabalho em plataformas e combate a perdas no varejo. Ele defendeu iniciativas que tragam mais equilíbrio às relações trabalhistas e maior proteção às empresas e consumidores.

O debate também abordou a necessidade de aprimorar políticas públicas para reduzir a informalidade e garantir concorrência justa, além de incentivar inovação no setor supermercadista. Para os participantes, o Brasil tem potencial para avançar, desde que haja um ambiente mais favorável ao empreendedorismo.

Apesar dos desafios, os líderes demonstraram otimismo com o futuro, reforçando que o país conta com uma base empresarial resiliente e disposta a investir. A convergência entre tecnologia, eficiência operacional e políticas adequadas foi apontada como caminho para o crescimento sustentável do varejo.

Ao final, ficou evidente que o fortalecimento do setor passa por uma agenda comum: mais segurança, menos burocracia e regulação equilibrada — pilares considerados essenciais para impulsionar o desenvolvimento econômico e melhorar a experiência de consumo no país.

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