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Nova York investe US$ 100 milhões para modernizar a distribuição de alimentos

De Administrador SH
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Hunts Point Market, fonte de 60% dos alimentos perecíveis da cidade, passará por uma grande reforma que quer transformar a região sul do Bronx

*Renato Müller

Grandes metrópoles globais têm um desafio logístico extra: como alimentar sua enorme população. Afinal de contas, o espaço físico escasso faz com que seja preciso trazer alimentos de muito longe – e é complicado até mesmo encontrar bons pontos que sirvam como Centros de Distribuição locais. Um bom exemplo é o Ceagesp, em São Paulo: há décadas se fala em mudar a central de alimentos para outro lugar, sem sucesso.

Em Nova York, o sul do Bronx conta com o Hunts Point Market, de onde saem 60% dos alimentos perecíveis vendidos na Big Apple. O local, com quase 425 mil metros quadrados de área, é a maior central de distribuição de alimentos dos Estados Unidos – e a mais congestionada e imunda, segundo quem trabalha por lá. Para melhorar as condições sanitárias e logísticas do Hunts Point Market, a prefeitura local anunciou um plano de investimento de US$ 100 milhões para os próximos anos.

A iniciativa é um dos pontos do plano “Rebuild, Renew, Reinvent: A Blueprint for NYC’s Economic Recovery” (“Reconstrua, renove, reinvente: um mapa para a recuperação econômica de Nova York”), anunciado no mês passado pelo prefeito Eric Adams. A ideia não é nova – em 2012, o então prefeito Michael Bloomberg anunciou um investimento de US$ 25 milhões para melhorar o local e impedir a migração do depósito de alimentos para New Jersey. Três anos depois, seu sucessor, Bill de Blasio, anunciou um plano de US$ 150 milhões para revitalizar o Hunts Point ao longo de 12 anos.

O primeiro passo, então, é fazer o discurso virar realidade. Mas, em um espaço que movimenta US$ 2,3 bilhões ao ano e emprega 3.000 pessoas diretamente, os US$ 100 milhões anunciados podem não bastar. “Todo mundo quer ver a infraestrutura modernizada e esse valor, embora não seja suficiente, é um bom começo”, comenta Joshua Gatcke, gerente geral da Nathel & Nathel, que importa produtos de 23 países e usa o Hunts Point como central de abastecimento.

A renovação não será simples. O Hunts Point não conta até hoje, por exemplo, com galpões refrigerados, fazendo com que os locatários do espaço precisem contratar caminhões frigoríficos para armazenar itens como carnes e peixes. Como consequência, o espaço para manobra de veículos diminui, trazendo dificuldades logísticas e complicando o trânsito nos arredores.

A questão do trânsito vem sendo atacada desde 2019, com um projeto de melhoria viária que envolve a construção de rampas de acesso a partir das vias expressas que passam nos arredores e a reabilitação da infraestrutura local. Isso melhorou o fluxo de veículos, mas tornou o local ainda mais barulhento e poluído, atraindo críticas dos moradores da região.

Assim como em qualquer grande cidade, solucionar a distribuição de alimentos em Nova York não é uma tarefa simples – mas é essencial para manter a vida em uma das maiores metrópoles do mundo.

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