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Confira três estratégias inteligentes de vendas para o PDV em 2026

Dados qualificados não apenas embasam decisões, eles definem o ritmo de inovação e competitividade do setor varejista

De Redação SuperHiper
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O varejo entra em 2026 em um cenário em que a intuição já não sustenta decisões estratégicas. Em um mercado mais dinâmico, competitivo e pressionado por consumidores altamente conectados, a capacidade de transformar dados em direcionamentos concretos tornou-se indispensável para o crescimento sustentável das marcas. Segundo o relatório From Data Overload to Data Driven Decisions in Retail, da KPMG, 54% dos varejistas que adotaram práticas estruturadas de análise de dados registraram aumento de pelo menos 10% no lucro operacional, um sinal claro de que, neste ano, eficiência e rentabilidade serão impulsionadas por operações guiadas por dados, IA generativa e análises preditivas cada vez mais precisas. Em 2026, dados qualificados não apenas embasam decisões, eles definem o ritmo de inovação e competitividade do setor.

Para Tiago Cabral, CEO da Núcleo, agência de marketing de incentivo e promocional, essa transformação passa por uma mudança cultural. “Os dados só têm valor quando se transformam em decisões práticas. O segredo está em traduzir métricas em ações que gerem impacto direto no PDV e, consequentemente, em vendas”.

A partir dessa visão o especialista aponta três pilares fundamentais para converter dados em resultados reais: o planejamento com data-driven insights, a automação da execução no PDV e o monitoramento em tempo real.

1. Planejamento com data-driven insights

O primeiro passo para transformar dados em vendas é planejar com base em informações concretas e não em percepções subjetivas. A análise de dados históricos, comportamento de compra, jornada do consumidor e tendências sazonais permite definir metas mais precisas e eliminar desperdícios.

“O planejamento orientado por dados dá clareza sobre onde investir, como se comunicar e o que priorizar em cada ponto de venda. Quando você entende o comportamento do shopper a partir de dados reais, passa a atuar de forma estratégica, antecipando oportunidades e evitando decisões baseadas apenas em feeling”, explica Tiago Cabral.

Segundo Cabral, um planejamento data-driven também permite segmentar PDVs de acordo com performance e perfil de público, tornando as campanhas mais direcionadas e assertivas. “Quando os dados mostram, por exemplo, que determinadas regiões têm maior conversão de um tipo específico de produto ou ativação, é possível otimizar investimentos e personalizar ações com muito mais precisão. Isso muda completamente a eficiência das campanhas”, complementa.

De acordo com relatório da KPMG, empresas que estruturam seus dados e integram analytics ao planejamento reduzem até 20% dos custos com ativações ineficientes. Para Cabral, esse é o ponto em que marketing e tecnologia se unem de forma mais estratégica. “Planejar com base em dados transforma o marketing em uma área de inteligência. É o que garante que cada ação tenha propósito, retorno mensurável e gere impacto real na ponta. Dados não são apenas números, são a base da performance moderna”.

2. Automação da execução no PDV

Após o planejamento, o desafio é garantir que as estratégias sejam aplicadas de forma eficiente e padronizada em todas as lojas. É aqui que entra a automação. Processos manuais e descentralizados geram ruídos, atrasos e inconsistências, comprometendo a entrega final. Ao automatizar a execução, as campanhas se tornam mais ágeis, escaláveis e precisas.

Segundo dados da Mordor Intelligence, consultoria global de pesquisa de mercado especializada em análises setoriais, o mercado global de automação para varejo deve crescer de US$ 17,46 bilhões em 2024 para US$ 37,38 bilhões em 2029, com crescimento anual de 14,66%. Isso mostra que a automação deixou de ser tendência e se tornou um caminho obrigatório para quem busca eficiência e competitividade.

“A automação é hoje um divisor de águas para marcas que querem escalar resultados sem perder o controle de execução. Automatizar não é apenas digitalizar tarefas mas é transformar a forma como o PDV opera. Quando os processos são integrados por sistemas inteligentes, cada loja passa a agir como uma extensão da estratégia, e não como um ponto isolado. Isso garante padronização, velocidade e consistência na entrega”, explica o executivo.

Ele reforça que o uso de plataformas automatizadas permite ativar campanhas de forma inteligente, a partir de dados em tempo real, considerando variáveis como estoque, comportamento local de compra e horários de maior conversão. “Um dos maiores ganhos da automação é a capacidade de responder ao comportamento do shopper de maneira quase imediata. Se um produto tem alta saída em uma região específica, é possível ajustar comunicações e ofertas instantaneamente, otimizando o investimento e ampliando o retorno”, detalha Cabral.

3. Monitoramento em tempo real

O monitoramento em tempo real é o terceiro pilar para transformar dados em resultados concretos no PDV. Em um ambiente de consumo dinâmico, acompanhar de perto o desempenho das campanhas permite ajustes imediatos e evita que oportunidades sejam perdidas.

De acordo com a TOTVS, maior empresa brasileira de tecnologia para gestão empresarial, o uso de análise de dados em tempo real está acelerando a digitalização dos pontos de venda, permitindo decisões rápidas e baseadas em evidências. Relatórios da Retail Media News reforçam que plataformas modernas de retail media exigem dashboards em tempo real, essenciais para acompanhar vendas, impressões e engajamento minuto a minuto.

“A capacidade de monitoramento muda radicalmente a gestão de campanhas. Analisar em tempo real significa transformar dados em ação imediata. Não se trata apenas de ter indicadores disponíveis, mas de conseguir reagir à performance de cada loja e de cada campanha quase que instantaneamente”.

Cabral destaca que, com dashboards integrados e automação, é possível identificar tendências, ajustar ofertas e otimizar investimentos em tempo real. Isso permite corrigir rapidamente ações que não performam como esperado, medir com precisão o retorno sobre investimento e gerar insights estratégicos para futuras campanhas. “Com dados imediatos, o marketing deixa de ser apenas analítico e se torna operacional e preditivo, transformando a performance em resultados concretos no ponto de venda”, finaliza o CEO.

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