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Por dentro do “urban farm shop”

Novo formato holandês combina supermercado com operação de cultivo de vegetais frescos em estufa num único espaço. Objetivo é reduzir custos logísticos e desperdício

De Redação SuperHiper
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Na cidade holandesa de Haia, uma empresa local de tecnologia agrícola teve a ideia de combinar uma operação de cultivo em estufa com um supermercado no mesmo espaço. A iniciativa é da LocalDutch, que aposta em um modelo capaz de aproximar produção e consumo de alimentos frescos nas cidades.

Batizadas de “lojas agrícolas urbanas”, essas unidades integram a produção de alimentos no local com a venda direta ao consumidor e a entrega em um único ponto. A expectativa é de que esse sistema contribua para a redução dos custos de transporte e do desperdício de alimentos, dois desafios recorrentes das cadeias alimentares contemporâneas.

Segundo a empresa, o conceito é simples e escalável: produzir vegetais frescos durante todo o ano, vendê-los localmente e criar um ponto de encontro social em torno de alimentos cultivados na própria comunidade. A proposta combina tecnologia de estufas de origem holandesa com a lógica do comércio varejista de alimentos.

O foco local ganha relevância em regiões dos Estados Unidos, do Caribe e da África, nas quais o acesso a produtos frescos ainda pode ser limitado e as cadeias de suprimentos frequentemente dependem de transportes de longa distância. Nesses contextos, a produção próxima ao consumidor surge como alternativa para aumentar a resiliência alimentar.

As lojas de produtos agrícolas urbanos gerariam receita por meio de vendas diretas no varejo, adesões a programas de Agricultura Apoiada pela Comunidade (SCA, na sigla em inglês) e parcerias de entrega de última milha (etapa final da logística, onde o produto sai do centro de distribuição ou hub e é entregue ao consumidor). O modelo permite flexibilidade para se adaptar a cada mercado local, mantendo, ao mesmo tempo, uma base operacional consistente.

“O que estamos trazendo para os Estados Unidos é tecnologia genuinamente holandesa, aplicada de uma forma eficaz e fácil de escalar”, disse o cofundador da LocalDutch, Arne Spliet, em um comunicado à imprensa. “Em um setor onde especialistas qualificados em clima de estufa são escassos, nosso sistema automatiza grande parte desse trabalho. Isso ajuda a garantir uma produção local consistentemente bem-sucedida — e é exatamente disso que muitas comunidades ao redor do mundo precisam urgentemente”.

Para quem se pergunta por que esse modelo não foi adotado antes, a LocalDutch avalia que uma das principais barreiras das estufas de alto desempenho está na especialização. Manter um clima estável e ideal exige conhecimento técnico específico — e esses profissionais são escassos, o que historicamente limitou a expansão desse tipo de solução.

Fonte: Ciclovivo

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