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10 tendências que ganharam fôlego em 2022

8 de dezembro de 2022
 - 
21:00
 - 
Redação SuperHiper
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Confira o que foi destaque nos supermercados americanos neste ano que está quase no fim

Por Renato Muller

Mês de dezembro é época de Papai Noel, presentes… e retrospectivas. Inevitavelmente olhamos para trás para tentar conseguir alguma “moral da história” para o ano – ainda mais neste ano tão intenso.
Nos Estados Unidos, a Winsight Grocery Business elencou 10 tendências que bombaram nos últimos 12 meses por lá. Para o mercado brasileiro, essa lista funciona como uma oportunidade de identificar qual pode ser a próxima onda. A lista é a seguinte:

1 – Forte demanda por alimentação no lar

Os consumidores se mostraram mais seguros para voltar às ruas, e os restaurantes se beneficiaram disso. Ainda assim, o trabalho híbrido ou remoto e a alta dos preços fizeram com que o hábito de comer em casa continuasse forte.

2 – Recuperação do foodservice nos supermercados

As áreas de foodservice dos supermercados se recuperaram do baque da pandemia, seja no modelo grab-and-go, seja na alimentação dentro da loja. Segundo a Nielsen, tanto o volume de vendas quanto a frequência de compra aumentaram durante o ano, mostrando que essa categoria passou a fazer parte da cesta de consumo dos clientes.

3 – Destaque para o “perímetro”

As áreas no perímetro da loja, que reúnem padaria, rotisserie, peixaria e outras categorias de preparação de alimentos, sofreram durante a pandemia – tanto pelo comportamento dos clientes quanto pela falta de matérias-primas. Com boa parte dessa dor de cabeça solucionada, os supermercados voltam a dar prioridade para o perímetro das lojas – e suas oportunidades de geração de lucro e fidelização.

4 – De volta às compras presenciais

Os consumidores voltaram a comprar nas lojas físicas – mesmo que continuem a comprar alimentos online. O fluxo nos PDVs vem em alta, o que é sempre uma boa notícia para um segmento tão dinâmico quanto o de supermercados.

5 – O crescimento do e-commerce se estabiliza

Com a volta de grande parte dos consumidores aos antigos hábitos da compra presencial, o crescimento do e-commerce de alimentos nos EUA ficou mais moderado – o que traz vantagens como uma maior facilidade de planejar ações e desenvolver sistemas. Mesmo que as vendas parem de crescer em 2023, elas já estarão de 3 a 4 vezes mais altas do que no pré-pandemia.

6 – O sucesso dos apps de delivery

Empresas como Instacart, DoorDash, Shipt e UberEats continuaram a ganhar market share e a entrar em novos segmentos do varejo. A Amazon também é um player que passou a atuar em supermercados, aumentando a competição pelo mercado de entregas rápidas.

7 – O quick commerce perde fôlego

Por outro lado, as empresas especializadas em entregas ultravelozes, em 10 a 15 minutos – o quick commerce – enfrentaram dificuldades, tanto pela reação dos apps de delivery quanto pela volta dos consumidores às compras físicas. E não se pode esquecer também das iniciativas dos próprios supermercadistas, que se tornaram omnichannel. Tudo isso deixou o ambiente muito mais competitivo – e difícil para startups.

8 – A inflação mostra suas garras

A alta dos preços foi a principal história do varejo supermercadista americano em 2022. Os consumidores precisaram ser mais seletivos em suas compras e aumentaram o foco em preço baixo. Varejistas e fornecedores fizeram o possível para evitar o repasse de custos para os clientes.

9 – As marcas próprias crescem e aparecem

Uma das consequências da alta da inflação é o crescimento do mercado de marcas próprias, uma vez que os consumidores passaram a buscar soluções mais econômicas em muitas categorias de produtos.

10 – Retail media, a nova tendência

Redes de grande e médio porte aceleraram seus esforços em retail media, investindo em tecnologias para criar suas próprias redes digitais e captar novos recursos das marcas da indústria. Com margens entre 1% e 2%, todo supermercado busca novas oportunidades de lucro – especialmente em áreas com margens muito mais elevadas, como é o caso da venda de mídia digital. Esse já é um mercado de US$ 50 bilhões no varejo americano.


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