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quarta-feira, abril 1, 2026
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ABRASESG

ABRAS’23 lança Guia ESG e pesquisa inédita do setor supermercadista

De Redação SuperHiper 20 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Segundo e último dia do evento também é marcado por debates com executivos nacionais e internacionais sobre geração de valor para consumidores e relação do varejo com indústria

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) lançou nesta terça-feira, 19, em parceria com a KPMG o primeiro Guia ESG para o setor e uma nova pesquisa para mapear mais indicadores ESG, durante o segundo dia do ABRAS’23 food retail future. A iniciativa fez parte do último dia do evento, que proporcionou debates e exposições sobre o cenário do varejo alimentar brasileiro, tendências de mercado para o setor e como aprimorar a relação do varejo com a indústria.

O guia foi anunciado pelo 1º vice-presidente da ABRAS e responsável por coordenar o trabalho de criação do guia por meio do Comitê ABRAS KPMG, Paulo Pompílio. “Seguir todos os indicadores ESG pode parecer extremamente desafiador, mas o importante é começar. Inicie com um indicador, dois e assim ganhe escala”, afirmou. Também presente no painel, o vice-presidente executivo da ABRAS, Rodrigo Segurado, destacou que o guia é inédito e servirá de referência para o setor em todo o mundo.

Da esquerda para direita: Fernando Gamboa, KPMG, Rodrigo Segurado (ABRAS), Paulo Ferezin (KPMG), Marcio Milan (ABRAS) e Paulo Pompílio (ABRAS)

Desenvolvido em parceria com a KPMG, o Guia é fruto de uma extensa pesquisa feita sobre o nível de engajamento do setor com as ações envolvendo a temática ESG e traça dez objetivos para orientar os supermercadistas na melhoria constante de seus indicadores.

Cenário e desafios do setor.

O último dia da ABRAS’23 food retail future foi marcado ainda pelos debates e exposições de alto nível de representantes das maiores consultorias do mundo e alguns dos principais CEOs do setor supermercadista brasileiro que debateram o contexto atual do varejo, os desafios para conquistar o consumidor cada vez mais exigente e disperso em diferentes canais de compras e como aprimorar a relação do varejo com a indústria.

O diretor de varejo da Nielsen no Brasil, Roberto Butragueño apresentou dados inéditos de uma recente pesquisa feita pela empresa com 3,1 mil consumidores de todo o país entre junho e julho deste ano. “Quase metade dos consumidores tem comprado em uma loja nova nos últimos 6 meses, sendo a proximidade o principal driver junto com o boca a boca”, afirmou o executivo. Segundo o estudo, a proximidade da loja é considerada importante para 40% dos entrevistados na hora de escolher seu mercado, seguida pelas menções boa a boca, citada por 25% dos entrevistados.

Outro ponto de destaque citado por Butragueño foi o fato de os varejos regionais ainda resistirem mesmo com o crescimento acelerado dos atacarejos que somente nos últimos seis anos abriram 996 lojas. “O varejo brasileiro é resiliente e o varejo regional brasileiro é muito resiliente, mesmo em um momento que o atacarejo tem uma força e um crescimento muito específico”, afirmou.

O sócio da consultoria Mc Kinsey e referência global na área de varejo, Steven Begley, por sua vez, apresentou um painel com as cinco dimensões-chave para uma empresa definir sua proposta de valor para o cliente : Valor, Sortimento, Experiência, Serviços de Valor Agregado e Conveniência. O executivo também trouxe vários cases internacionais para mostrar aos presentes algumas das tendências que vem sendo adotadas por varejistas em países desenvolvidos para se manterem relevantes para os consumidores e reforçou a importância de as empresas terem bem definida sua proposta de valor independente do canal a ser utilizado para chegar ao consumidor.

“Pelo que você quer ser conhecido? Não existe resposta certa ou errada, mas sim uma escolha sobre como você quer atuar e ao qu quer ser associado”, afirmou.

Nos debates finais, representantes da indústria e de redes varejistas debateram a importância de se manter uma boa relação entre os segmentos e como aprimorar a interface de forma a garantir a satisfação dos consumidores finais. “A indústria está buscando eficiência e inovação para oferecer produtos melhores sem repassar o custo para o consumidor. O relacionamento com o varejo é fundamental para essa transformação”, afirmou o presidente da Kraft Heinz no Brasil, Fernando Rosa.

“O relacionamento entre varejo e indústria precisa ser baseado na confiança e na transparência. O varejo precisa acompanhar a evolução do consumidor e da indústria”, destacou o vice-presidente comercial do Assaí, Wlamir Lemos.

O CEO do Grupo Pão de Açucar, Marcelo Pimentel ressaltou ainda a bem-sucedida estratégia de agir em sintonia com a indústria e o consumidor. “Parte do sucesso que temos conseguido administrar tem sido por essa relação de ganha-ganha, na qual, ao manter um estoque mais saudável, conseguimos dar previsibilidade. A indústria consegue se planejar, consegue reduzir os atritos dessa relação em termos de como o recebimento é feito”, explicou. “Ao final de tudo o cliente ganhando, todo mundo ganha”, concluiu o executivo.

No encerramento do evento foi feita ainda a entrega do Prêmio ABRAS Advantage de Colaboração, resultado da tradicional pesquisa realizada pela Advantage Group sobre colaboração com o objetivo de reconhecer as empresas do varejo e da indústria que mais cooperam. “O objetivo desta pesquisa é fornecer informações para que as empresas tenham uma agenda colaborativa como diferenciador e motor de crescimento. E trabalhar com a ABRAS e a Superhiper é auxiliar neste processo, uma possibilidade para exercitar o tema de forma a melhorar os negócios do varejo alimentar e da indústria”, afirma a diretora da Advantage Group para o Brasil e América Latina, Ana Fioratti.

Confira os premiados neste link: Prêmio Advantage reconhece os melhores em colaboração da indústria e do varejo

20 de setembro de 2023 0 Comentários
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ABRASNegócios

Primeiro dia da ABRAS’23 discute os caminhos do varejo alimentar

De Redação SuperHiper 20 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Reforma tributária, administrativa, inovações, entre outros temas, foram destaques do primeiro dia da ABRAS’23 food retail future

O 18 de setembro foi marcado por painéis que discutiram inovações, singularidade, reforma administrativa, tributária e como tornar o negócio singular, para assim evoluir com o varejo alimentar brasileiro. O dia começou com a abertura do Presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi, que destacou a importância do setor para o Brasil, além de comentar a necessidade de aperfeiçoamento do negócio, com o uso de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, bem como seguir com a proposta da ABRAS da Cesta Básica Nacional isenta de impostos, pauta que já está em discussão no Senado.

Seguindo, o segundo painel teve a participação do Marcio França, ministro de Estado do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, junto com Galassi, que se reuniram para discutir desafios e propor oportunidades para o supermercadista. A conversa abordou linhas de crédito facilitadas e diversas formas de apoiar o setor.

Em mais um painel político, o ponto principal foi a Reforma Administrativa, e João Galassi; Efraim Filho, Senador (União-PB) e Presidente da Frente Parlamentas do Comércio e Serviços; Izalci Luzas, Senador (PSDB-DF), Joaquim Passarinho, Deputado Federal (PL-PA) e Presidente da Frente Parlamentas do Empreendedorismo; e João Hummel, Action Relações Governamentais, participaram do debate. Finalizando os encontros políticos, Gallasi; Angelo Coronel, Senador (PSD-BA); Aguinaldo Ribeiro, Deputado Federal (PP-PB) e Relator Tributária na Câmara dos Deputados; Domingos Sávio (PL-MG) e Presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços; Pedro Delboni Lupion Melo, Deputado Federal (PP-PR) e Presidente da Frante Parlamentar do Agro, encerrou levando em pauta a Reforma Tributária.

Além disso, a ABRAS’23 está sendo palco para apresentar no que a associação tem trabalhado para a melhoria das redes de supermercados, o ABRAS em Ação. O primeiro tema foi ministrado por Marcio Milan, Vice-presidente de Institucional e Administrativo, com apoio do Vice-presidente executivo, Rodrigo Segurado. Na ocasião, eles comentaram sobre dosimetria das multas, Programa de Alimentação do Trabalhador, regulação do cartão de crédito do Brasil, Relatório de Acompanhamento e Alinhamento Alimentar (RAMA), entre outros temas.

No segundo ABRAS em Ação, Celso Furtado, Vice-presidente de Marketing e Vendas, compartilhou com o público os eventos mais importante e de grande relevância para o varejo alimentício, como: Dia do Supermercado, ABRAS em Nova York, Smart Market, ABRAS em Ação nas estaduais e ABRAS’24 food retail future. Além disso, o executivo mencionou a multicanalidade do canal de comunicação oficial da ABRAS, a SuperHiper.

Outros acontecimentos relevantes foram os painéis com as marcas, que mostraram produtos inovadores para o público, além de terem argumentado sobre a importância do setor se manter atualizado, por meio de uso de novas tecnologias e metodologias. Ambos os aspectos são facilitadores que otimizarão diversos serviços prestados pelos supermercados, além de atender o consumidor de forma mais efetiva.

Ainda, a ABRAS’23 contou com diversos estandes dos patrocinadores, que trouxeram novidades da empresa, que tem o propósito de melhoras e facilitar o mercado do varejo alimentar do país.

 

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ABRASEventosNegócios

Aliança estratégica para desenvolvimento do varejo alimentar é apresentada na ABRAS´23

De Redação SuperHiper 19 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

No painel ABRAS em Ação, a VP de Serviços aos Associados compartilha a parceria entre a NIQ e a ABRAS, além de divulgar o Relatório Smart Market 2023

No primeiro ABRAS em Ação do dia, Thais Anselmo, Vice-presidente de Serviços aos Associados, apresentou a aliança estratégica entre a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e a NIQ. Além disso, ocorreu o lançamento do Relatório Smart Market 2023, com insights de gestão e metodologia estratégica para os supermercadistas.

A palestra iniciou junto com um convidado, Roberto Butrageño, Diretor de Varejo da Nielsen Brasil. A NIQ tem uma cobertura completa, confiável e imparcial de mais de 1 milhão de pontos de vendas do varejo brasileiro e, os palestrantes, o compartilharam com o público a nova parceria entre as instituições.

Essa iniciativa contribuirá com o sucesso do relacionamento entre os supermercados e a indústria, criando uma linguagem comum para os setores e expansão dos negócios. A NIQ tem uma base de dados seguros e controlados, que gera recursos para o desenvolvimento do varejo via ABRAS e associações estaduais.

Hoje, já tem alguns grupos de supermercados que estão participando dessa aliança, dentre eles: Carrefour, Supermercados BH, Koch, Grupo Apoio, Super São Judas Tadeu, entre outros.  “Fazemos o trabalho de cuidar das informações e queremos ter todos os varejos compartilhando os seus dados com a indústria”, afirma Brutageño.

Semana Técnica Internacional ABRAS

Em maio deste ano, a ABRAS proporcionou a Semana Técnica Internacional, que aconteceu na Espanha. O objetivo foi levar conhecimento e atualização sobre o potencial e a importância das marcas próprias no varejo alimentar, em uma semana técnica internacional imersiva.

A semana contou com a participação de grandes players do setor, como o Grupo Muffato, Plurix, Supermercados São Luiz, Tenda Atacado e Supermercados Avenida. A ocasião foi marcada pela visita ao Mercadona, importante empresa espanhola do setor. Estima-se que 9 a cada 10 espanhóis são consumidores da marca, com 1600 lojas na Espanha e 40 em Portugal. Além disso, foi apresentado para os presentes o Centro de Inovação do Mercado.

Lançamento do Relatório e Dashbord Smart Market 2023

Continuando o evento, Thais convidou o Vice-presidente de Ativos Setorias, Rodrigo Segurado, para subir ao palco e fazer o anúncio sobre o lançamento do Relatório e Dashbord do Smart Market 2023. O primeiro, é um relatório completo sobre o Samart Markt,  já o Dashbord traz um layout interativo com os 10 painéis de gestão, apresentando 397 indicadores para todas as áreas: estratégica, tática e institucional. Assim, o material disponibiliza uma série de informações para a liderança do setor.

Além disso, Thais reforçou o convite para os supermercadistas participarem do ABRAS em Nova York, em que será realizado um jantar exclusivo durante a NRF, no Fasanos.  Outro ponto destacado pela Vice-presidente foi para que o público fizesse a inscrição para o Prêmio Profissionais do Ano da ABRAS.

 

19 de setembro de 2023 0 Comentários
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ABRASEventosNegócios

A nova transformação do varejo alimentar

De Redação SuperHiper 19 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Depois de anos de crescimento, o formato de atacarejo exibe sinais de desaceleração. Essa pode ser uma oportunidade para supermercadistas regionais se destacarem 

Por Renato Müller 

 

O varejo alimentar brasileiro está em um ponto de virada. O crescimento do atacarejo tem desacelerado, as redes regionais mostram resiliência e a fidelidade do consumidor recuou aos patamares pré-pandemia. Para o futuro, o caminho para o sucesso depende da capacidade que as empresas tiverem de oferecer preços baixos, facilidade para o cliente encontrar o que precisa, conveniência e praticidade. 

Essas foram as principais conclusões trazidas por Roberto Butragueño, diretor de varejo da NielsenIQ Brasil, durante a ABRAS´23, nesta semana em Campinas (SP). “Estamos terminando um ciclo em que o consumidor precisou fazer grandes mudanças em seus padrões de consumo, diante do cenário macroeconômico”, afirma o executivo. Em um ambiente de mercado de inflação alta e juros elevados, nos últimos três anos os consumidores tiveram um aumento de quase 50% no preço de sua cesta de alimentos – e isso levou o consumidor a buscar alternativas. “Os consumidores aproveitaram mais promoções, substituíram produtos, trocaram marcas e buscaram formatos de loja mais focados em valor, tudo para aumentar seu poder de compra”, analisa Butragueño. 

Com a redução da inflação (que, no acumulado de 12 meses, caiu de 12,13% em abril de 2022 para 3,16% em junho de 2023) e o início do ciclo de queda dos juros, o cenário tende a mudar, mas dentro de um ambiente ainda mais competitivo. “O consumidor tem cada vez mais alternativas de consumo, e canais como e-commerce, pet shop e o atacarejo ganharam penetração de mercado, tomando espaço de formatos como hipermercados, sacolões e pequenos supermercados”, explica o especialista. 

O interessante é que o consumidor não tem optado por um ou outro canal – e sim adicionado canais de compra ao seu mix. “Ninguém usa somente o atacarejo ou o hipermercado, e metade dos clientes usa pelo menos três diferentes formatos. Não existe mais consumidor exclusivo”, decreta. Assim, o conceito tradicional de fidelidade, ligado à exclusividade de compra, não faz tanto sentido. “O varejo precisa ser competitivo contra vários formatos e alcançar os clientes em diversas ocasiões de compra”, afirma. 

Um novo ponto de inflexão 

Nos últimos anos, a grande história do varejo alimentar foi o crescimento dos atacarejos, um formato que inaugurou quase 200 lojas no ano passado – mas mostra sinais de estagnação. “O atacarejo chegou a representar 48,4% das vendas do varejo alimentar e ganhou 6 pontos de participação nos últimos dois anos, espremendo os hipermercados, enquanto os grandes supermercados regionais se mostraram resilientes. Mas neste ano, o atacarejo tem sido o canal de menor crescimento em mesmas lojas: apenas 0,5%”, analisa Butragueño. Os grandes supermercados, por sua vez, avançaram 6,7%. “O atacarejo não tem apresentado crescimento incremental, e sim canibalização das lojas”, afirma. 

O fato é que, hoje, não existe uma diferenciação clara entre diversos formatos de varejo alimentar: 17 das 20 maiores redes do Ranking Abras 2023 contam com operações de atacarejo e autosserviço (e somente três não contam com atacarejo). “O varejo de alimentos hoje é híbrido, trazendo uma nova proposta de valor para os consumidores, que têm ampliado a frequência de compras e reduzido o número de itens por compra. O atacarejo tem se aproximado dos hipermercados, tanto em mix de produtos quanto em missões de compra”, explica. 

Por outro lado, o atacarejo tem procurado ganhar força em categorias destino, como açougue e FLV, que impactam o custo operacional. “Esse é o grande desafio para o setor continuar a crescer com rentabilidade”, afirma Butragueño. 

Para atender consumidores que têm uma diversidade de formatos à disposição, as redes supermercadistas precisam se diferenciar da concorrência em atributos que são valorizados pelos clientes. Segundo o estudo NIQ Shopper Trends 2023, apresentado durante a ABRAS´23, os itens mais importantes na definição de onde o cliente compra são a oferta de preços baixos, boa relação custo/benefício, acesso conveniente, promoções atrativas e uma experiência de compra agradável. 

“Permitir que o cliente encontre rapidamente o que deseja, ter tudo em uma única loja e apresentar preços baixos para a maioria dos itens são aspectos fundamentais, que funcionam como diferenciais competitivos”, explica Butragueño. “Os consumidores demonstram saber o preço dos produtos e identificar mudanças em seus gastos. Por isso, é preciso ser muito seletivo ao repassar custos e trabalhar a eficiência operacional sem impactar negativamente a experiência do cliente”, diz. 

Essa pode ser uma grande oportunidade para o varejo regional. “Quem for excelente na apresentação dos diferenciais da loja e conseguir se comunicar bem com os clientes tem um potencial maior de crescimento com rentabilidade. Temos hoje no Brasil uns 20 varejistas com patamares semelhantes de penetração em mercados regionais, mas níveis muito diferentes de fidelidade dos clientes. O desafio é entender onde você está, como a concorrência se posiciona e o que faz sentido para os consumidores”, explica Butragueño. 

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ABRASEventosLegislação

ABRAS’ 23 discute benefícios sociais e sobre reformas tributária e administrativa

De Redação SuperHiper 19 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Primeiro dia do evento que reuniu empresários do setor de todo o país tem debates com políticos sobre temas que estão na ordem do dia do Congresso

A Associação Brasileira de Supermercados, ABRAS, vai levar ao presidente Lula no mês que vem uma proposta para manter o Bolsa-Família e os benefícios dados a pessoas com deficiência aos beneficiários que forem contratados, além da isenção de impostos na contratação de pessoas acima de 60 anos e de primeiro emprego. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 18, pelo presidente da entidade João Galassi durante a abertura do ABRAS’23 food retail future em Campinas (SP).

“A ABRAS terá, no final de outubro, um encontro com o presidente Lula, durante o qual apresentaremos algumas propostas do setor. Entre as soluções, vamos sugerir a manutenção do Bolsa Família para os beneficiários por um período após serem contratados e a manutenção definitiva dos benefícios para as pessoas com deficiência, que consigam emprego”, afirmou Galassi sob aplausos dos empresários supermercadistas presentes no auditório do hotel Royal Palm Plaza, em Campinas. O primeiro dia de evento, que reuniu empresários supermercadistas de todo o país, foi marcado pela presença de políticos, como o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, Márcio França e deputados e senadores que debateram a importância e o desafio das reformas administrativa e tributária.

Galassi abriu o evento abordando o cenário e os desafios do setor e ressaltou que o encontro será uma oportunidade para todos os representantes do segmento se atualizarem sobre os desafios políticos e econômicos e encontrarem a singularidade de seus negócios para conseguirem se diferenciar. “O futuro é agora e vamos construir a visão que ditará o futuro do varejo alimentar”, afirmou o presidente da ABRAS.

Com o tema “Singularidade” o encontro deste ano traz debates e palestras com os principais executivos do setor e consultorias do mundo, como MCKinsey e Bain, para auxiliar os empresários do ramo a identificar oportunidades para trabalhar suas características próprias e adotar estratégias de negócio voltadas às demandas do cliente.

Também presente na fala de abertura, o ministro da Micro e Pequena Empresa, Márcio França, destacou a importância da pacificação do país para permitir o crescimento da economia e falou sobre o seu novo ministério e como será importante para a nova pasta ouvir as demandas do setor.

“É preciso você ter o olhar de quem conhece. Claro que posso dar uma opinião da minha experiencia de vida, mas é totalmente diferente de vocês que conhecem, que vivem o dia a dia as vezes um detalhe muda totalmente o assunto, como a tributação”, afirmou o ministro. “Vou pedir muito a ajuda de vocês porque sei que temos essa relação de confiança de anos para que possamos, então, ajudando a destravar essas coisas necessárias, que é no fundo a tarefa de um ministério novo, para que ele fique de pé e seja montado com as necessidades que as pessoas precisam”, seguiu França.

Reformas. Na parte da tarde, o evento foi marcado pela participação de deputados e senadores nos painéis que discutiram as reformas administrativa e tributária. Participaram presencialmente dos painéis os presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços na Câmara e no Senado, Domingos Sávio (PL-MG) e Efraim Filho (UNIÃO-PB), respectivamente, o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA) e o senador Izalci Lucas (PSDB-DF). O presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio, Pedro Lupion (PP-PR) e o relator da reforma tributária na Câmara. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) participaram por vídeo.

Os políticos defenderam que ambas as iniciativas são importantes e precisam ser aprovadas, mas abordaram a falta de interesse do governo federal na reforma administrativa e os riscos de medidas polêmicas, como a possibilidade de criação de novos impostos, ser aprovada na reforma tributária.

Presente no debate sobre a reforma administrativa, o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA) comentou sobre a falta de posicionamento mais claro do governo sobre o tema. “Esse governo não concorda com a PEC 32, porém também não diz o que quer. Não temos nenhuma proposta sobre o tipo de reforma que ele quer”, afirmou o parlamentar. Ele ainda criticou o fato de o serviço público, atualmente, não ter mecanismos para diferenciar o servidor que entrega mais resultados daquele que não trabalha direito e disse que a reforma administrativa é importante para se pensar nisso.

“Não estamos trabalhando contra o servidor, queremos eficiência do serviço público. Queremos pagar melhor o servidor público desde que ele trabalhe de maneira efetiva. Agora precisamos que o governo diga o que ele pensa sobre isso.”

Também presente no painel, o presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços no Senado, senador Efraim Filho (UNIÃO-PB) destacou que a reforma administrativa tem relação com a agenda econômica e pode também beneficiar os empreendedores. “Reforma administrativa dialoga sim com a agenda econômica. Ela está no dia adia. Fazer ela vinculada com a reforma tributaria é perceber algo que parece que ficou para tras, que o maior desafio hoje é o equilíbrio fiscal (…) Se eu conseguir controlar o lado da despesa vai ter espaço para que eu consiga investir mais sem aumentar imposto”, afirmou o senador.

No painel sobre a reforma tributária, o presidente João Galassi e os parlamentares presentes relembraram da importância do debate sobre a cesta básica nacional, que foi pautado pela ABRAS durante a discussão da proposta na Câmara. O presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços na Câmara, deputado Domingos Sávio (PL-MG), destacou a importância da atuação da ABRAS no debate para conscientizar os parlamentares. “O pensamento incial era uma taxação no nível máximo e isso era inaceitável”, afirmou o parlamentar.

“Todo mundo precisa se alimentar, se alimentar com dignidade, e isso tem que ter de fato um cuidado para a gente não ter uma tributação pesada. Mas aí o segmento tinha que estar presente e eu tenho que fazer aqui o registro, você (João Galassi) não foi só na imprensa, mas lá em Brasília nos corredores para baixo e pra cima, porque, a princípio não havia sequer a cogitação de dar o tratamento diferenciado (para a cesta básica). Como não havia cogitação também para alimentos em geral”, contou o deputado.

Presente no debate, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) destacou que, no Senado, os parlamentares não deixarão passar nenhum retrocesso para o setor. “O que foi apresentado na câmara que gera benefício para o segmento vai contar com nosso apoio no senado”. Já o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), lembrou que o Senado terá que discutir o imposto seletivo para que o texto da PEC não abra a possibilidade de o governo federal ampliar indiscriminadamente a tributação.

“Temos que tirar essa redação (do imposto seletivo) para não ficar um cheque em branco para o governo. Acho que o governo está muito tranquilo com o texto da Câmara, do jeito que está lá ele vai taxar tudo (com o imposto seletivo). Isso não vai evidentemente ser mantido no Senado com essa redação. Temos mais de 33 milhões de pessoas passando fome no Brasil, não tem sentido um país exportador de alimentos, do agro, e as pessoas passando dificuldade. Então consumo de alimento não tem que ser taxado”, afirmou o parlamentar.

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ABRASEconomiaNegócios

Reformas: qual é a transformação possível?

De Redação SuperHiper 19 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Debates no primeiro dia da ABRAS´23 discutem as mudanças que estão a caminho com as reformas tributária e administrativa 

 Por Renato Muller

Uma das grandes histórias do ano de 2023 é a articulação dos diversos setores da sociedade em torno da discussão das reformas tributária e administrativa. Um debate que teve uma primeira etapa com a aprovação do texto da reforma tributária na Câmara dos Deputados – mas que nem de longe é fato consumado. Afinal de contas, ainda há muito o que melhorar. 

“Na política, o ideal é inimigo do possível. Por isso, trabalhamos com o melhor que podemos fazer em cada momento”, afirma Efraim Filho, senador e presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços. Falando durante a ABRAS´23, nesta semana em Campinas (SP), o parlamentar se mostra otimista. “O essencial é que o país vem aos poucos se modernizando. Nos últimos anos, foram aprovadas as reformas trabalhista, previdenciária e tributária, que trouxeram uma regulamentação que faz mais sentido para a realidade atual do Brasil”, diz. 

Isso não significa que todos os entraves ao crescimento do país tenham sido resolvidos. “Entendemos que a reforma administrativa, diminuindo o tamanho do Estado, deveria ter precedido a reforma tributária, mas não foi o que aconteceu”, afirma Joaquim Passarinho, deputado federal e presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo. “O Poder Executivo ainda não se manifestou sobre o assunto, mesmo diante das declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira. A reforma administrativa é uma discussão que não pode ser ignorada, pois é preciso avançar na modernização do Brasil”, acrescenta. 

Para Marcio França, Ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, nenhuma transformação é possível se não contar com o olhar dos setores produtivos da economia. “É preciso ter o olhar de quem conhece. Posso dar uma opinião sobre um assunto pela minha experiência de vida, mas isso é totalmente diferente de vocês, que vivem o dia a dia do setor de supermercados”. 

O Ministro comentou que o governo federal deve trabalhar ativamente para facilitar o acesso do setor a linhas de crédito e outros mecanismos de suporte. “A reforma tributária é uma prioridade do governo federal. Estamos trabalhando para que ela seja aprovada até o final do ano”, comenta. O que não significa que ela deva ser promulgada com a redação aprovada na Câmara dos Deputados: alguns artigos são polêmicos, como o artigo 19º. “Da forma como está redigido, abre a possibilidade de estados e municípios criarem impostos livremente, o que pode reverter a ideia de eliminar o ICMS e mantém a complexidade tributária atual. A situação pode ficar pior que a atual”, alerta o senador Izalci Lucas. 

Outro exemplo levantado pelo senador é o do Imposto Seletivo, que permite a taxação de produtos e serviços com base em seu impacto sobre o meio ambiente e a saúde. “O problema é que tudo tem impacto sobre meio ambiente e saúde, então é amplo demais para que o governo fique livre para aumentar impostos”, critica. 

Mais receitas ou menos despesas? 

Na base dessa discussão está um ponto relevante levantado pelo deputado Joaquim Passarinho: a reforma administrativa. “É um tema essencial para todo o setor produtivo, pois impacta no tamanho do Estado, que hoje é pesado demais. E o governo não tem se pronunciado a respeito”, afirma João Hummel, diretor executivo da Action, consultoria especializada em assuntos governamentais. 

“O Brasil tem uma Receita Federal excelente, mas precisaria ter um controle das despesas no mesmo nível. Precisamos reduzir os gastos do governo, e isso passa por ter conversas difíceis, como a questão da estabilidade dos servidores públicos e incentivos para o aumento da produtividade”, analisa o senador Izalci Lucas. “Uma reforma não é para este governo ou para o próximo, é para o futuro do país. Por isso, a sociedade precisa dizer o que pensa a respeito, pois é ela quem paga pela estrutura do Estado”, acrescenta Hummel. 

Nessa discussão, dar voz às entidades setoriais é muito importante. “Temos trabalhado em parceria com os presidentes de diversas entidades de varejo para criar pontes junto aos parlamentares e mostrar para eles o que é importante para os setores de comércio e serviços”, afirma João Galassi, presidente da Abras. “Somente dessa forma conseguiremos influenciar o andamento das pautas que influenciam a vida de todos nós, como a isenção de impostos para produtos da cesta básica”, acrescenta. 

Para Domingos Sávio, deputado federal e presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços, cuidar do acesso da população aos alimentos é essencial para o bem-estar de toda a sociedade – e por isso, é preciso ter sensibilidade para que a tributação não seja pesada. “Não bastava a gente fazer acontecer a portas fechadas: foi muito importante que todo o setor participasse, marcando presença em Brasília e por meio da imprensa. É assim que conseguimos sair de uma situação em que nem se cogitava dar tratamento diferenciado para os alimentos para conseguirmos isenção para a cesta básica. E continuaremos a lutar por melhorias”, declara. 

Para o senador Angelo Coronel, a reforma tributária na Câmara trouxe conquistas importantes, mas é preciso trabalhar no Senado para que os ganhos sejam mantidos e o texto seja melhorado. “Apresentei uma emenda para que os créditos de impostos pagos na folha de pagamento sejam usados para reduzir outras cobranças, diminuindo o peso dos impostos sobre os empreendedores”, exemplifica. 

“Para um país dar certo, é preciso cobrar impostos em níveis razoáveis e, principalmente, reduzir os gastos do Estado. Não é possível que as despesas subam e a única solução do governo seja a cobrança de impostos. No Senado, vamos fazer de tudo para não gerar uma carga tributária excessiva para o empresário brasileiro”, diz Coronel. É dessa forma, com muita discussão envolvendo deputados, senadores e toda a sociedade, será possível criar melhores condições para o desenvolvimento dos negócios no Brasil, beneficiando empreendedores e trabalhadores. 

 

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ABRASEventosNegócios

Confira os 5 momentos da ABRAS

De Redação SuperHiper 19 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

O VP de Vendas e Marleting da ABRAS, Celso Furtado, apresenta os principais eventos realizados pela associação na ABRAS’23 food retail future

O segundo painel ABRAS em Ação, com Celso Furtado, Vice-presidente de Vendas e Marketing da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), abordou o planejamento  para 2024 e as iniciativas da ABRAS no próximo ano. Na ocasião, Furtado apresentou para o público os momentos mais importantes da associação, além da multicanalidade da Revista SuperHiper.

Dia do Supermercado

Em 2022, a ABRAS transformou o segundo sábado de novembro em uma data comercial, o Dia do Supermercado.  Essa é uma ocasião para o varejo alimentar brasileiro se aproximar do consumidor, oferecendo um trabalho promocional, com ofertas exclusivas e ações especiais para o cliente. Sendo sua primeira edição no ano passado, é esperado que, em 2023, a adesão seja maior.

Além disso, há um jantar exclusivo para os supermercadistas, em celebração à data. Neste ano, o encontro será no Parque Mirante, no topo do Allianz Parque. Para participar, é necessário fazer inscrição.

ABRAS em Nova York

Com o objetivo de fomentar o relacionamento, a troca de visão e o fortalecimento do relacionamento entre executivos do setor supermercadista brasileiro, é realizado o evento do ABRAS em Nova York, em meio ao Retail’s Big Show 2023, da NRF (National Retail Federation). É um evento exclusivo, e é necessário inscrição prévia.

Mas, para 2024, terá uma novidade, “Além do jantar em Nova York, nós realizaremos o pós-NRF, em São Paulo.  Voltado ao setor supermercadista,  ele apresentará tendências e promete gerar oportunidades aos participantes”, explicou o Vice-presidente.

Smart Market

Evento tradicional da ABRAS apresenta performance, métricas e melhores práticas do varejo alimentar nacional. O Smart Market  reúne empresários, executivos e gestores do setor. Neles, são debatidos os principais desafios das empresas, indicadores de gestão e boas práticas para aprimorar a performance das empresas e dos profissionais.

Fórum da Cadeia Nacional ESG

Com a primeira edição realizada em 2021, o Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento – ABRAS, é um programa anual que aborda os principais desafios estratégicos, econômicos, mercadológicos, institucionais e regulatórios da cadeia nacional de abastecimento seguindo a agenda ligada ao conceito ESG. O evento acontece em conjunto com as 15 principais entidades da classe.

ABRAS em Ação nas estaduais

Iniciativa, que já aconteceu em 2023, reuniu mais de 300 supermercadistas, em Natal (RN). Na ocasião, foram apresentados conteúdos e, também, foram geradas oportunidades de relacionamento com o público. A segunda iniciativa deste ano acontecerá no Ceará (CE). Para 2024, Furtado revelou que a ABRAS realizará cinco edições.

Abras’24 food retail future

Evento já está em sua 57º edição e reúne as principais personalidades do varejo alimentar brasileiro para discutir as tendências do mercado, bem como verificar as inovações para o setor. A nova edição já tem data marcada. Esperamos por vocês ano que vem!

A multicanalidade de SuperHiper

A Revista SuperHiper, que surgiu há 48 anos, modernizou-se e ganhou diversos formatos, como: TV, site, canal do Youtube, podcast etc. Hoje, existem 500 mil usuários acessando os veículos da publicação por mês, sendo que a TV e a revista têm maior impacto com os usuários.  “A SuperHiper divulga tudo que acontece de mais importante para o setor”, finalizou o executivo.

19 de setembro de 2023 0 Comentários
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Nesta terça, ABRAS’23 food retail future debaterá sobre a transformação do varejo alimentar

De Redação SuperHiper 18 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Evento será espaço de discussão para tornar o negócio singular, com a compreensão da transformação do varejo alimentar brasileiro

Após o sucesso do primeiro dia da ABRAS’23 food retail future, o evento continua. Com o tema “Singularidade”, o dia 19 de setembro será marcado com discussões de assuntos relacionados a transformação do varejo alimentar brasileiro, com uso de novos produtos, tecnologias e metodologias.

O primeiro dia foi marcado com painéis políticos e mercadológicos, com temas para tornar cada negócio único. O objetivo do encontro é trazer insights para esse setor que é tão importante para o Brasil, o supermercadista. O evento propõe que as empresas explorem seus diferenciais competitivos para além dos formatos tradicionais, com objetivo de elevar a proposta de valor aos consumidores, bem como melhorar o relacionamento com fornecedores e ecossistemas. Confira abaixo os painéis que serão apresentados hoje:

  • Domínio dos Hábitos e Atitudes dos Consumidores, com Roberto Brutageño, Diretor de Varejo da Nielsen Brasil.
  • Competência Mercadológica e Proposta de Valor, com Steven Baglay, um líder global da prática de varejo e sócio da McKinsey do escritório de Nova York.
  • Nova relação com a Insdústria e Ecossistema,com Wlamir dos Anjos, Vice-presidente Comercial & Logística do Assaí; José Koch, Presidente do Grupo Koch; Rodrigo Cambiaghi, Sócio Diretor de Consultoria EY LATAM e Fernando Rosa, Presidente da Kraft Heinz Company do Brasil.
  • Evolução de JBP para JVC, com Marcos Samaha, CEO da Tenda Atacado; Marcelo Pimentel, CEO do GPA; Alfredo Costa, Diretor Geral NIQ Brasil; Cristiane Amaral, Sócia da EY e líder do segmento do Consumo, Produtos e Varejo para América Latina; Liel Miranda, Presidente da Mondelez e Rosana Carvalho, Diretora Comercial do Advantage Group.

Vale ressaltar que o encontro, realizado pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), reúne as maiores personalidades do varejo alimentar do país. Além disso, conta com mais de 80 patrocinadores, que estão apresentando suas novidades de produtos para o público.

A Superhiper estará presente no evento e trará todas as informações sobre estes debates e discussões. Acompanhe pelas mídias sociais e pelo nosso site.

Serviço

ABRAS 23’ food retail future
Data: 18 e 19 de setembro de 2023
Local: Royal Palm Plaza Resort – Av. Royal Palm Plaza, 277 G – Jardim Nova California, Campinas – SP, 13051-092
Site: https://foodretailfuture.abras.com.br/

 

Confira abaixo a programação completa da ABRAS’23 food retail future:

18 de setembro de 2023 0 Comentários
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Como ter sucesso na transformação do seu negócio?

De Redação SuperHiper 18 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Na ABRAS’23, especialista mostra os fatores que fazem a diferença – e como obter resultados excepcionais

 

Por Renato Müller

No mundo dos negócios, quem fica parado vai ficando para trás. Como a velocidade das mudanças é cada vez maior, quem não inova constantemente corre riscos ainda maiores. Entretanto, mudar por mudar não é suficiente: para ter sucesso nos seus esforços de transformação, as empresas precisam adotar um conjunto de práticas e mudar seu mindset em relação à inovação.

“O mundo vive um momento de grande instabilidade, com aumento da inflação, subida de juros, empresas entrantes que dominam uma parte cada vez maior do mercado e aumento da mortalidade dos negócios. Tudo isso pode ser uma ameaça às empresas – ou uma grande oportunidade”, afirma Mauricio Rebelo, sócio da prática de Transformação da McKinsey & Company no Brasil. Na primeira manhã do ABRAS’23, em Campinas (SP), Rebelo mostrou os fatores que fazem a diferença entre quem navega com sucesso pelas transformações e quem fica pelo caminho.

Segundo o executivo, as empresas mais resilientes têm um desempenho melhor nos momentos de recuperação e crescimento da economia – e ao longo do tempo, esse bom desempenho vai se ampliando. “Em média, as empresas não resilientes cresceram 5,2% ao ano na última década, enquanto as resilientes avançaram 12,5% ao ano”, comenta Rebelo. “Isso acontece porque os momentos de crise podem ser oportunidades de aceleração para quem consegue se colocar em uma posição de vantagem”, acrescenta.

Essas oportunidades aparecem porque empresas resilientes aproveitam os momentos de crise para se transformar, em vez de resistir às mudanças. Focando em eficiência operacional, crescimento acelerado a partir da segmentação de mercado, realização de investimentos inteligentes, movimentos estratégicos de M&A e reinvenção de seus negócios, essas companhias se colocam em uma posição melhor no mercado. “A inovação traz a necessidade de mudanças e cria oportunidades para quem se posiciona bem”, afirma Rebelo.

8 passos para sucessos excepcionais

Entretanto, não basta promover a transformação do negócio: segundo a McKinsey, 70% das transformações realizadas pelas empresas não geram resultado. “Isso acontece devido a vários fatores, como as barreiras culturais que criam resistência às mudanças, à falta de ‘mentalidade de dono’ nas empresas, aos desafios pouco ambiciosos oferecidos ao time, às falhas na execução dos planos e aos incentivos não alinhados à criação de valor do negócio”, analisa Rebelo.

Se 70% das transformações fracassam, 30% dão certo e 5% obtêm resultados excepcionais, cerca de 4,5 vezes superiores à média. Para o especialista da McKinsey, 8 fatores explicam sucessos fora da curva:

1. Pensar grande

Nas empresas de sucesso, a transformação costuma gerar resultados acima das expectativas dos líderes. “Colocar o sarrafo lá em cima muda comportamentos e gera um processo de mudança ainda mais forte, que se prolonga por mais tempo”, afirma Rebelo.

2. Atuar em diversas alavancas

Não basta focar a transformação no aumento da eficiência operacional. “Mais de 50% do valor obtido com iniciativas transformadoras vem de iniciativas de crescimento ou de aumento de receitas. Não foque somente na redução de custos”, recomenda o executivo.

3. Mova-se rapidamente

A transformação que gera resultado não é implementada aos poucos. “Verificamos que três quartos do valor gerado pelas iniciativas de transformação acontecem no primeiro ano e que até 30% das iniciativas são renovadas durante o programa”, comenta Rebelo. Para ele, promover transformações lentas faz com que o negócio como um todo seja transformado devagar – o que diminui os resultados. “É preciso criar senso de urgência desde o início. Quando isso acontece, a transformação acontece rápido e os bons resultados ditam o ritmo das próximas mudanças. O negócio acaba se transformando muito mais rapidamente”, explica.

4. Capacite toda a organização

Segundo a McKinsey, 56% do valor da transformação é obtido em pequenas ações, executadas pelos times na ponta. “A transformação efetivamente acontece quando os colaboradores no chão de loja começam a atuar na direção da transformação. Por isso, é preciso envolver todo o time, mesmo que em iniciativas pequenas”, comenta Rebelo.

5. Cuide da cultura

Organizações com uma cultura sólida e um ambiente organizacional saudável geram um retorno médio 3 vezes maior. Por isso, é preciso cuidar do fator humano, trabalhando a cultura para que a transformação aconteça.

6. Reinvente o core business

Para obter resultados excepcionais, a transformação precisa abrir oportunidades para que a empresa se reinvente – o que, com frequência, envolve impulsionar as ações digitais e de analytics. “Empresas de petróleo se reposicionaram como empresas de energia e várias têm liderado o crescente mercado de energia eólica. Esse é um exemplo de como a reinvenção pode gerar novas receitas”, afirma Rebelo.

7. Desenvolva novos negócios

Gerar novas fontes de receitas a partir de negócios adjacentes é uma oportunidade de criar crescimento exponencial. “Um bom exemplo é a Amazon, que avançou para o varejo físico a partir do seu conhecimento dos clientes e usa os novos dados gerados nas lojas para obter ainda mais informações sobre os consumidores – beneficiando todo o seu ecossistema”, exemplifica o especialista.

8. Reformular o modelo operacional

Por fim, as empresas com resultados excepcionais em seus esforços de transformação focam em velocidade e inovação. Para que isso aconteça, porém, é preciso reorganizar internamente o negócio para viabilizar a transformação. “As empresas com geração de valor excepcional reinventam seu negócio ao mesmo tempo em que entregam impacto na cultura interna, no relacionamento com a sociedade e para o meio ambiente. Isso passa pela reinvenção do modelo de negócios e envolve tomar decisões difíceis”, explica Rebelo.

Um exemplo citado por ele é o da rede de lojas de departamentos Target, que, para se diferenciar, ampliou seus investimentos em marcas próprias. “A partir do conhecimento dos clientes, a empresa criou um sortimento diferenciado e uma experiência de compras diferente, investindo em qualidade e inovação para alavancar o tráfego nas lojas e fidelizar os clientes”, diz o especialista. Como resultado, hoje um terço das vendas da empresa (ou mais de US$ 30 bilhões) vem de itens de marca própria.

Abraçar a inovação e obter desempenho superior depende de um conjunto de fatores. É mais complexo, mas os resultados compensam. “As empresas nesse grupo de crescimento excepcional têm mais performance, são mais saudáveis, têm uma cultura sólida, atraem melhores talentos, oferecem uma melhor experiência para o cliente, abraçam a análise de dados, investem em tecnologia e se reinventam constantemente. Por isso, se tornam mais duráveis”, complementa Rebelo.

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NPS é só a ponta do iceberg

De Redação SuperHiper 18 de setembro de 2023
Escrito por Redação SuperHiper

Para Pedro Ross, sócio da Bain & Company, empresas precisam ter um sistema de encantamento dos clientes – e isso exige uma transformação do negócio

 

Por Renato Muller

Muito se fala sobre customer centricity – ou, em bom português, estar centrado no cliente. Embora seja essencial priorizar o cliente e entendê-lo a fundo para oferecer melhores produtos, serviços e experiências, não é raro que essa discussão acabe sendo simplificada para uma única sigla: NPS. E essa simplificação faz o varejo perder negócios.

“Centralidade no cliente é ter como propósito enriquecer as vidas que são tocadas pelo negócio. Envolver consumidores, fornecedores, colaboradores e a comunidade em geral abre grandes oportunidades para as empresas”, analisa Pedro Ross, sócio da Bain & Company, durante a ABRAS´23, que acontece nesta semana em Campinas (SP).

Para o especialista, embora 80% digam que oferecem uma proposta de valor superior para seus clientes, somente 20% dos clientes se sentem atendidos. “Isso acontece porque é comum que as empresas tomem decisões que não têm o cliente como foco. Um bom exemplo é cortar custos diminuindo o número de checkouts no supermercado: é uma decisão que, no longo prazo, gera filas, piora o atendimento e traz experiências ruins para o cliente. No fim das contas, o negócio sai perdendo, pois o consumidor procura uma opção melhor”, comenta.

Segundo ele, o caminho para entregar melhores experiências e ter resultados mais sólidos no longo prazo passa pelo NPS – mas não pelo Net Promoter Score, e sim pelo Net Promoter System. “O NPS como indicador é só a ponta do iceberg. É preciso criar um sistema de encantamento do cliente que gere um real entendimento do que o cliente precisa e deseja”, afirma. E há um motivo claro para isso: os melhores clientes geram muito mais resultado para os negócios. “Entre 2011 e 2020, as empresas com melhor NPS tiveram um valuation 2,2 vezes mais alto”, afirma.

Uma estratégia para o varejo

Quando considerado como um sistema de encantamento do cliente, o NPS depende de um tripé formado pela estratégia, operação e recursos habilitadores (como tecnologia, liderança inspiradora e colaboradores engajados). É na estratégia que os diferenciais aparecem mais claramente. “Quando a métrica do NPS está linkada às prioridades e experiências dos clientes, segmentada por perfil de cliente, produto, categoria e missão de compra, é possível usar os dados de forma estratégica. Sem isso, o indicador do NPS é só um número”, diz Ross.

O especialista exemplifica com dados de uma pesquisa realizada pela consultoria neste ano a partir do detalhamento das informações de NPS por segmento de varejo, perfil de público e missão de compra. O estudo mostra uma satisfação muito maior do consumidor com as compras em formatos digitais do que em super/hipermercados: 54 a 29 pontos, em uma escala de 0 a 100. “Quando segmentamos por missão de compra, vemos que os marketplaces se destacam em missões como a compra do mês, compras de oportunidade e reposição, o que é preocupante para o varejo físico. Já em compras de conveniência e produtos frescos, o formato delivery aparece em destaque, seguido pelos hortifrutis”, comenta.

Como no varejo alimentar os clientes promotores das marcas compram com mais frequência, são mais leais e têm um tíquete médio 65% maior que os detratores das marcas, os dados do NPS impactam diretamente os resultados dos negócios.

Mas os dados, sozinhos, só contam uma parte da história. “O indicador mostra que é possível melhorar. Quando segmentamos os dados do indicador, vemos que perfis de consumo têm mais fit com cada formato de varejo. E quando segmentamos ainda mais, dentro de cada missão de compra e público, conseguimos entender os aspectos da experiência que têm impactado negativamente o negócio”, diz Ross. E é a partir da análise desses dados que cada varejista pode implementar melhorias e reverter a perda de clientes.

“Todo varejista precisa ter um olhar muito atento sobre a jornada do cliente, para entender onde é possível melhorar. Justamente por conhecer o cliente a fundo, é possível priorizar as mudanças que irão gerar uma mudança mais rápida na percepção que o cliente tem – e isso varia de cliente para cliente”, afirma o especialista. É por isso que pensar o NPS como indicador é bom, mas pensar como um sistema de mudanças é bem melhor.

Ouça o cliente

Para transformar o NPS em um sistema de gestão da experiência do cliente, é preciso ouvir o consumidor. A recomendação do especialista da Bain & Company é fazer a linha de frente da loja interagir com os clientes e obter seu feedback. “Conecte os times da ponta com a realidade do cliente, para que a empresa possa entender o que o consumidor deseja”, afirma Ross.

Mas nem tudo pode ser resolvido pela linha de frente, pois muitos problemas dependem de processos na retaguarda. “A empresa precisa criar um Fórum Central, que leva para dentro da empresa aquilo que a linha de frente não conseguiu responder para o cliente e gera mudanças e melhorias. Dessa forma, a empresa consegue evoluir sempre e disseminar as melhores práticas pela cultura do negócio”, explica.

Para que isso aconteça, a liderança tem um papel essencial. “Os líderes precisam buscar ativamente a mudança, influenciando todo o time a pensar primeiro no cliente e a melhorar constantemente. É um trabalho de longo prazo, já que as mudanças não acontecem de uma hora para outra. Mas sem mudança de comportamento, não há transformação no negócio”, alerta Ross.

Transformar o NPS em um sistema de gestão na empresa é uma mudança de cultura – e ela não acontece rapidamente. “Invista cedo nessa mudança, pois ela demora alguns anos para alcançar todo o seu potencial. Quanto antes você começar, melhor”, completa.

 

18 de setembro de 2023 0 Comentários
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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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