O Dia Mundial do Queijo, comemorado nesta terça-feira (20), chega com estimativa de manutenção no índice de crescimento da produção em 2026 de 1,5% a 2%, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq). Ou seja, manter o mesmo patamar previsto para 2025 e, assim, atingir um volume de 1,44 milhão de toneladas.
Porém, o ano promete literalmente mexer com a categoria devido ao recente acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), assinado no sábado (17). Isso porque ele prevê uma proteção contra imitações de alguns alimentos que são considerados tradicionais dos países que compõem os dois blocos e propriedade intelectual deles. Essa proteção é a chamada indicação geográfica (IG). O Brasil, por exemplo, tem 37 produtos com indicação geográfica na lista do acordo. Entre eles estão a cachaça e o queijo Canastra.
Já na lista da União Europeia entram queijos como parmesão e gorgonzola. Esses itens constam na versão final do acordo divulgada pelo governo em dezembro de 2024.
O registro é dado por cada país, conforme suas próprias leis, a produtos ou serviços que são característicos de seu local de origem. Para entrar no acordo, a Estado precisa solicitar o acréscimo do item na lista de proteção.
A fiscalização para prevenir fraudes cabe a cada país membro dos blocos. Eles devem combater produtos enganosos, tanto os que não vêm do local de origem, mas usam o mesmo nome, quanto os fabricados na região, mas fora das regras. Também será proibido usar termos como “tipo”, “estilo”, “imitação” ou “semelhante” nas embalagens.
Por outro lado, o acordo prevê exceções. Elas valem para casos específicos em que o nome do produto é amplamente usado, sem relação direta com o local de origem do alimento protegido.
Essas exceções acontecem de duas formas. Veja a seguir.
Para empresas específicas
Nesse caso, o termo pode continuar a ser usado pelas empresas que já têm a marca registrada. Porém, há condições: elas não podem fazer referência à indicação geográfica, seja por meio de imagens, bandeiras, nomes, entre outros. Por exemplo, o queijo italiano “Parmigiano Reggiano” não impedirá que o termo “parmesão” seja usado no Brasil, contanto que o produto não se passe pelo do outro país. A mesma regra vale para os queijos gorgonzola, fontina, grana e gruyère.
O documento lista as empresas autorizadas a continuar usando esses nomes, de acordo com as condições previstas para cada produto. Essas marcas terão um prazo de 12 meses, após a entrada em vigor do acordo, para se adaptar às novas regras.
Com prazo determinado
Nessa exceção, o nome poderá continuar sendo usado por um prazo máximo, contado a partir da validação do acordo. Para isso, a embalagem precisa indicar a localização geográfica da fabricação, por exemplo, dizendo que o produto foi feito no Brasil.
Veja quais queijos entram neste caso e os prazos para a adaptação:
Cinco (5) anos: Pont-l’Évêque; Reblochon ou Rebleusson; Asiago e Taleggio.
Sete (7 ) anos: Feta; Roquefort e Saint-Marcellin.
Ações especiais
Em paralelo, para celebrar a data, a Queijos Scala aposta em ativações nas redes sociais, em pontos de venda, no e-commerce e no relacionamento com o food service para reforçar seu portfólio e ampliar conexão com consumidores e clientes.
“O Dia Mundial do Queijo é uma oportunidade estratégica para reforçarmos a presença da Scala no dia a dia dos brasileiros e mostrarmos como nosso portfólio é versátil e pode estar presente em todas as ocasiões, do consumo em casa à experiência fora do lar. Iniciar 2026 com uma ação integrada como essa reforça nosso compromisso com a marca, com nossos clientes e com o consumidor final”, afirma a diretora administrativa da companhia, Maria Cerchi.
Até 23 de janeiro, a empresa promove ação especial em seu e-commerce, com frete grátis e brinde nas compras acima de R$ 179. Nas redes sociais, a marca realiza “collab” com o influenciador Gui Marques, que irá preparar uma receita prática utilizando os queijos da marca.
No varejo, a campanha envolve degustações em lojas estratégicas e a continuidade da promoção “Na compra de 2 produtos Scala, leve uma tábua”, ampliando a visibilidade da marca no ponto de venda e incentivando a experimentação.
Com informações do G1