Por Renato Müller
O varejo brasileiro irá em peso para Nova York na próxima semana – e quem passar por uma loja da rede de supermercados Wegmans em Manhattan ou no Brooklyn poderá se deparar com uma novidade: um sistema de reconhecimento facial para coibir roubos e furtos.
Um cartaz na entrada de algumas lojas na região adverte: a rede de supermercados realiza leituras biométricas de quem passar pela entrada. A Wegmans afirma que pode escanear o rosto, os olhos e gravar a voz das pessoas, para “proteger a segurança de colaboradores e clientes”.
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A medida causou uma série de perguntas sobre privacidade e consentimento dos clientes, ecoando o que já havia acontecido no fim de 2024, quando a Wegmans realizou um projeto piloto com a tecnologia de reconhecimento facial (o programa foi interrompido depois de 60 dias), inicialmente coletando dados de colaboradores das lojas e deletando informações de clientes.
A sinalização atualmente nas lojas não promete apagar dados de consumidores e diz que a informação biométrica pode ser “coletada, mantida, convertida, armazenada ou compartilhada” como medida de segurança.
A Wegmans confirmou o uso de câmeras biométricas em localidades consideradas de alto risco de furtos e roubos, com o objetivo de “identificar indivíduos que oferecem risco aos colaboradores, clientes ou à operação”. De acordo com a empresa, o sistema tem como foco a identificação de pessoas anteriormente flagradas em atos criminosos, com base em informações da polícia e de incidentes captados pela segurança das lojas.