Por Renato Müller
O Walmart alcançou nesta semana uma marca até então reservada às grandes empresas de tecnologia: um valor de mercado de US$ 1 trilhão. Na terça-feira passada, as ações da varejista subiram 3% em relação ao dia anterior, chegando a US$ 127,71 e levando o valuation da empresa a US$ 1,02 trilhão.
No ano passado, as ações da empresa tiveram uma valorização de 28%, movimento acompanhado por uma alta de 14% em janeiro de 2026. Nesses mesmos períodos, o S&P 500, principal indicador da Bolsa de Nova York, avançou 15% e 1%, respectivamente.
A chegada do Walmart ao “clube do trilhão” foi impulsionada pelo crescimento das operações digitais (especialmente o marketplace e retail media), pela aquisição de novos consumidores em um ambiente econômico restritivo e pelos fortes investimentos da empresa em Inteligência Artificial.
Na NRF Big Show 2026, a varejista, que se define como “liderada por pessoas, impulsionada por tecnologia”, foi um dos destaques no lançamento do Universal Commerce Protocol (UCP), protocolo de comunicação para Agentic Commerce, além de ter mostrado como tem se conectado a influenciadores por meio de sua plataforma Walmart Creator.
O crescimento da avaliação de mercado do Walmart vai muito além dos números apresentados no balanço financeiro. No terceiro trimestre fiscal (divulgado em novembro), o faturamento da empresa cresceu 5,8%, com um salto de 27% nas vendas online e 53% no negócio de publicidade. Para o ano fiscal 2025/2026, a varejista projeta um crescimento entre 4,8% e 5,1%.