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terça-feira, setembro 22, 2026
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ABRASEventos

Jantar do Poder reúne lideranças do varejo alimentar na ABRAS’26

De Redação SuperHiper 22 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

A segunda edição do Jantar do Poder, realizada na noite desta segunda-feira, 21, reuniu autoridades, empresários e representantes do varejo alimentar brasileiro durante a programação da ABRAS’26 food retail future. O encontro foi marcado por homenagens, debates e apresentações sobre a atuação do setor em pautas de interesse nacional.

Os painelistas convidados: Augusto Nunes (Jornalista e escritor), Carlos Cauti (Jornalista, professor e empresário) e o Reinaldo Cafeo (Economista) discorreram sobre os cenários macroeconômico global e brasileiro e os impactos disso para o setor supermercadista.

Durante o evento, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi, apresentou um balanço das principais iniciativas conduzidas pela entidade em Brasília. Entre os temas destacados estiveram a reforma tributária, a criação da Cesta Básica Nacional com isenção de impostos, a redução de alíquotas para produtos essenciais e a regulamentação do imposto seletivo.

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Segundo Galassi, a ABRAS passou a concentrar esforços em cerca de 20 temas considerados estratégicos para o varejo. A mudança ocorreu após a identificação de milhares de projetos em tramitação no Congresso Nacional que poderiam afetar as atividades do setor supermercadista.

Reforma tributária em destaque

A reforma tributária foi um dos principais assuntos abordados durante a apresentação. Galassi destacou a atuação da entidade para garantir tratamento diferenciado aos alimentos e ampliar a redução de impostos sobre produtos de higiene, limpeza e itens relacionados à saúde menstrual.

O dirigente também ressaltou estudos técnicos produzidos pelo setor para defender a importância da cesta básica com tributação reduzida ou zerada. Na avaliação apresentada durante o jantar, a medida teria impacto direto sobre o poder de compra das famílias brasileiras, especialmente as de menor renda.

A atuação da ABRAS na discussão da reforma tributária também foi lembrada durante uma sessão solene realizada na Câmara dos Deputados. Na ocasião, a entidade foi homenageada por sua participação nos debates sobre o sistema de impostos e a preservação dos produtos essenciais.

Redução do desperdício

A adoção do conceito de “melhor consumir antes” foi apresentada como uma alternativa para reduzir o desperdício de alimentos. A proposta prevê diferenciar a data-limite de segurança para consumo da indicação de qualidade ideal do produto.

De acordo com os argumentos apresentados no evento, a mudança poderia permitir a comercialização de determinados itens com descontos, além da destinação para doação ou compostagem, quando não houvesse risco à saúde do consumidor.

O tema foi relacionado ao volume de alimentos descartados no País, incluindo produtos que ainda poderiam ser consumidos ou destinados a outras finalidades. Para a ABRAS, a revisão das regras exigiria comunicação clara e critérios sanitários bem definidos.

Críticas às apostas on-line

As apostas on-line também foram alvo de críticas durante o jantar. Galassi classificou o avanço das chamadas bets como um problema social e defendeu maior tributação para o setor.

O presidente da ABRAS comparou a carga tributária incidente sobre alimentos e apostas esportivas e argumentou que produtos básicos não deveriam pagar mais impostos do que atividades associadas ao jogo on-line. A entidade defende a redução da tributação sobre itens essenciais e o aumento da contribuição das casas de apostas.

Homenagem a João Galassi

A programação contou ainda com manifestações de reconhecimento ao trabalho de João Galassi à frente da ABRAS. Autoridades destacaram a importância do setor supermercadista para o abastecimento nacional, a geração de empregos e o funcionamento da economia.

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, ressaltou a trajetória de Galassi e a relevância da atividade supermercadista para a cidade e para o País. Também lembrou a atuação conjunta entre poder público e empresas durante a pandemia de Covid-19 para manter o abastecimento da população.

O presidente da ABRAS agradeceu aos convidados as homenagens prestadas e reforçou a intenção de manter a mobilização do setor em torno da reforma tributária, da valorização do varejo alimentar brasileiro, entre outras pautas.

Painelistas

O jornalista, professor e empresário, Carlos Cauti, comparou o momento econômico atual ao cenário de 2014, quando indicadores ainda positivos, segundo ele, representavam uma espécie de “calmaria antes da tempestade” que antecedeu uma das crises mais severas da história do país. Entre os sinais que exigem atenção, citou a trajetória da dívida pública, a inflação acima da meta e o nível de endividamento das famílias.

Por sua vez, o economista Reinaldo Cafeo destacou o descompasso entre as políticas fiscal e monetária. Na avaliação do economista, sem equilíbrio nas contas públicas, os juros permanecem muito acima do nível neutro e o prêmio de risco acaba pressionando toda a economia. Diante desse cenário, o empresário busca compensar os impactos por meio de fatores que estão sob seu controle, como produtividade, tecnologia, inteligência artificial, treinamento e retenção de talentos. Cafeo também ponderou que o sistema financeiro brasileiro está mais sólido e que eventuais sinais de ajuste fiscal tendem a ser rapidamente incorporados às expectativas do mercado.

O jornalista e escritor, Augusto Nunes, apresentou sua leitura sobre o momento político do país e defendeu a participação da sociedade nas escolhas que definirão os rumos nacionais.

Para Cauti, diante de um ambiente macroeconômico adverso, parte importante da resposta está na própria operação. A estratégia, segundo ele, passa por modernizar o varejo, ampliar a oferta de serviços — como a integração de farmácias aos supermercados —, reduzir custos e elevar a eficiência. O economista lembrou ainda que o Brasil costuma reagir rapidamente quando consegue mudar sua trajetória.

Em um cenário marcado por juros elevados e incertezas, permanece uma questão central para o varejo alimentar: até que ponto a agenda para 2027 dependerá das decisões tomadas em Brasília e quanto poderá ser determinado pelas próprias empresas, a partir de suas operações e estratégias?

Fique por dentro de todos os destaques da ABRAS’26 acompanhando os canais de comunicação da SuperHiper. A cobertura completa do evento estará na edição de outubro da revista.

22 de setembro de 2026 0 Comentários
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ABRASEventos

A IA transforma os supermercados – e isso não é o fim do mundo

De Redação SuperHiper 21 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Renato Müller

Os supermercados enfrentam 8 grandes disrupções que estão mudando a maneira como o consumidor compra e as redes se posicionam no mercado. A partir do desenvolvimento de agentes de IA, a relação do varejo com os clientes muda e gera um ambiente de negócios completamente diferente. Quem não conseguir acompanhar a mudança corre sérios riscos.

Esse foi o alerta feito por Kurt Krichel, sócio e líder da prática de Varejo nas Américas da consultoria Bain & Co, durante o ABRAS’26 food retail future, que acontece nesta semana em Campinas (SP). De acordo com o executivo, o crescimento da Inteligência Artificial já vem impulsionando uma transparência radical de preços, que exige diferenciação em outros fatores, leva a uma automação de diversas atividades do negócio e realinha a estrutura dos negócios.

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“O Brasil vai sentir os efeitos dessa transformação antes de outros mercados, por um motivo muito simples: o consumidor usa IA com muito mais intensidade do que em mercados como EUA e Europa”, afirma Krichel. Dados do Google e Ipsos indicam que 71% dos brasileiros usam IA Generativa no dia a dia, acima da média mundial de 67% e dos 54% dos EUA.

Com o uso mais intenso de IA, aumenta a demanda por personalização, pois os consumidores passam a exigir resultados de busca, promoções e preços de acordo com seu contexto de compras. “Quase 60% dos brasileiros usam IA para encontrar ofertas e comparar preços. Se você não está atento, suas promoções passam a se basear em premissas que já não são válidas. Em um mundo de Inteligência Artificial, a arquitetura de preços dos supermercados precisa estar preparada para atender agentes de IA, que automatizam decisões de compra dos clientes”, explica Krichel.

O resultado é o aumento da importância da personalização de promoções, de acordo com o contexto e com o que é relevante para cada cliente. Ainda assim, a conquista do cliente não passa apenas pelo preço. “Aspectos como a afinidade local, o frescor dos produtos, o atendimento e a experiência oferecida na loja continuarão fazendo diferença. E esses são fatores que geram engajamento emocional com os clientes”, analisa o executivo.

Em um mundo de mais compras automatizadas por IA, o papel do ponto de venda muda. A tradicional medida de mais lojas como sinônimo de sucesso deixa de ser válida – importa mais a relevância dos pontos de venda para a experiência do cliente. “Veremos um processo de enxugamento das bases de loja do varejo, mas com locais mais relevantes tanto para distribuição omnicanal de produtos quanto para experiências e conveniência dentro do PDV”, explica Krichel.

Dentro das novas vocações dos pontos de venda está a publicidade. “Retail media vem se deslocando dos meios digitais para as lojas físicas e o offsite, aproveitando a capacidade que o varejo tem de acionar os dados dos clientes para gerar mais resultados”, analisa. Dessa forma, o varejo ganha novos recursos para construir relacionamentos mais relevantes com o público. “Os dados proprietários são a ferramenta mais relevante de diferenciação que o varejo tem à sua disposição. Capturar esses dados e utilizá-los para entender os clientes e gerar resultados é o que fará a diferença daqui em diante”, finaliza o executivo.

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21 de setembro de 2026 0 Comentários
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ABRASEventos

Farmácia avança sobre saúde, beleza e bem-estar e abre nova frente para o varejo alimentar

De Redação SuperHiper 21 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O varejo farmacêutico brasileiro está deixando de ser um canal associado exclusivamente à compra de medicamentos e se consolidando como um ecossistema de saúde, prevenção, beleza e bem-estar. O movimento, sustentado por crescimento de dois dígitos, digitalização e mudanças no comportamento do consumidor, também coloca o segmento no radar do varejo alimentar.

Dados apresentados por Fábio Alguim, Diretor Sênior de Relacionamento com Parceiros Estratégicos & Serviços da IQVIA Brasil, e Ivan Engel, Diretor de Serviços e Insights ao Varejo e Distribuição da Close-Up, durante o ABRAS’26 food retail future, dimensionam essa transformação e ajudam a explicar por que a farmácia passou a disputar espaço em categorias tradicionalmente próximas do supermercado.

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Pelos dados da IQVIA, o varejo farmacêutico brasileiro reúne cerca de 94,7 mil pontos de venda ativos e movimenta aproximadamente R$ 266 bilhões em vendas ao consumidor. Nos últimos cinco anos, o setor adicionou cerca de R$ 97 bilhões em faturamento, com uma parcela relevante desse avanço vindo de produtos comercializados fora da área tradicional de medicamentos.

O dado mais estratégico, nesse contexto, está na composição desse crescimento. Segundo Alguim, 44% do avanço veio do chamado “salão”, que inclui medicamentos isentos de prescrição, shampoos, dermocosméticos, sabonetes, perfumaria, fraldas e suplementos. Outros 41,8% vieram de produtos de prescrição, enquanto 13,8% estiveram relacionados a produtos análogos de GLP-1.

A mudança não é apenas de mix. É uma transformação na missão de compra.

“O consumidor, antigamente, ia para a farmácia porque ia buscar um medicamento. Hoje ele vai para a farmácia em boa parte das vendas não necessariamente porque está buscando um medicamento, mas porque está buscando se cuidar, se prevenir, se embelezar”, afirmou Alguim.

Da doença para a prevenção

A tese apresentada pela IQVIA é que três grandes vetores passaram a movimentar o consumidor: cuidar, prevenir e embelezar. No recorte apresentado por Alguim, o mercado de cuidados cresce 34% ao ano; prevenção, 57%; e beleza, 66%.

Esse movimento aproxima a farmácia do supermercado justamente em categorias nas quais os dois canais podem disputar a mesma cesta. Vitaminas, suplementos, produtos de higiene e beleza, nutrição e itens relacionados à qualidade de vida deixam de ser apenas complementos e passam a assumir papel estratégico na formação do faturamento.

O fenômeno do GLP-1 reforça essa convergência. Segundo os dados apresentados, a categoria já movimentou cerca de R$ 17 bilhões nos últimos 12 meses e cresceu 105% na comparação anual. Mais relevante do que o tamanho isolado desse mercado, porém, é o efeito sobre o restante da cesta: consumidores de GLP-1 também compram suplementos, proteínas, vitaminas, produtos de beleza e itens relacionados a doenças cardiometabólicas.

Para o varejo alimentar, trata-se de uma mudança relevante porque conecta o medicamento a uma jornada de consumo que continua fora da farmácia. O produto pode ser o ponto de entrada, mas a cesta se expande para alimentação, suplementação, cuidados pessoais e bem-estar.

O desafio não é simplesmente colocar uma farmácia dentro do supermercado

A expansão das farmácias no varejo alimentar, entretanto, não significa que replicar uma operação farmacêutica dentro do supermercado seja suficiente para capturar essa demanda.

Esse foi um dos principais alertas de Ivan Engel. A partir da base de dados da Close-Up, o executivo mostrou que uma farmácia madura de alta performance fatura, em média, cerca de R$ 950 mil por mês e trabalha com aproximadamente 11,5 mil SKUs vendidos em 12 meses. A média do mercado é de aproximadamente R$ 250 mil mensais e 4,4 mil SKUs.

A diferença coloca o sortimento no centro da estratégia.

De acordo com os estudos apresentados pela Close-Up, a amplitude de SKUs tem correlação de 73% com a venda média da farmácia. O volume de prescrições registradas apresenta correlação de 62%, enquanto características físicas do imóvel e localização registram índices de 21% e 30%, respectivamente. Somados, aspectos físicos e localização chegam a 31% de correlação. Engel ressalvou que correlação não significa causalidade.

“Não existe venda média alta sem sortimento amplo em farmácia”, disse Engel.

A conclusão traz uma implicação direta para supermercados: uma farmácia instalada dentro da loja não pode ser tratada apenas como extensão do sortimento alimentar ou como uma área de conveniência. A operação exige lógica própria de gestão de categorias, estoque e disponibilidade.

Isso é particularmente importante porque o mix farmacêutico é extenso e formado por muitos produtos de baixo giro. Uma farmácia de alta performance, segundo Engel, vende cerca de 11,8 mil SKUs, sendo aproximadamente 6,8 mil não medicamentos e 5 mil medicamentos.

Conveniência precisa vir acompanhada de disponibilidade

A localização é outro ponto que exige atenção. Embora uma farmácia dentro do supermercado possa aproveitar o fluxo de consumidores, Engel pondera que o modelo enfrenta uma questão estrutural de conveniência: farmácias são estabelecimentos amplamente distribuídos pelas cidades e, em muitos casos, permitem uma compra rápida e objetiva.

Por isso, a simples presença dentro do supermercado não garante desempenho elevado. O posicionamento da operação e a disponibilidade dos produtos procurados precisam compensar uma eventual perda de conveniência. Há, segundo Engel, exemplos de farmácias instaladas dentro de supermercados que alcançam vendas médias elevadas, mas isso depende da capacidade de executar corretamente a operação.

A tecnologia adiciona outra camada a essa equação.

Segundo a Close-Up, 27% das vendas das redes de farmácia já são originadas digitalmente. Mais de 60% dessas vendas vêm de aplicativos próprios das redes, enquanto cerca de 70% das compras digitais são retiradas na loja.

Isso significa que o digital não elimina a importância da loja física. Ao contrário: amplia a necessidade de disponibilidade de produtos no ponto de venda.

CRM e dados ganham protagonismo

É nesse ponto que a estratégia de dados passa a ser uma das principais oportunidades para o varejo alimentar.

Para Alguim, o supermercado que incorporar uma farmácia poderá utilizar o conhecimento acumulado sobre o consumidor para trabalhar categorias correlacionadas. A lógica passa por identificar necessidades e transformar a compra de um produto farmacêutico em uma jornada mais ampla de consumo.

“Ter a farmácia e saber promover os produtos corretos e correlacionados ao que ele está buscando, vai alavancar as suas vendas”, afirmou.

O CRM, portanto, deixa de ser apenas uma ferramenta de relacionamento e passa a ter potencial para conectar diferentes categorias e momentos de consumo. Um cliente que compra um produto relacionado a GLP-1, por exemplo, pode também demandar suplementos, proteínas e outros produtos ligados a uma rotina de saúde e bem-estar.

Uma disputa que vai além do medicamento

A transformação do varejo farmacêutico também ajuda a explicar a crescente aproximação entre os dois canais. O medicamento continua sendo o núcleo da operação, mas o crescimento incremental está cada vez mais relacionado a serviços, prevenção, beleza, autocuidado e conveniência.

Alguim resume essa mudança ao apontar que o futuro da farmácia passa pelo serviço, pelo mix e pela experiência proporcionada ao consumidor. Na avaliação apresentada pelo executivo, o medicamento permanece relevante, mas a diferenciação da operação ocorre cada vez mais no que está fora da área tradicional de medicamentos.

Para o varejo alimentar, o movimento cria uma nova fronteira competitiva. A oportunidade não está apenas em adicionar uma farmácia ao supermercado, mas em integrar categorias, dados, serviços e canais para ampliar a participação na jornada de saúde do consumidor.

Nesse cenário, a principal questão estratégica passa a ser como transformar a proximidade entre alimentação, saúde e bem-estar em uma operação comercial integrada — sem perder de vista as particularidades do negócio farmacêutico, especialmente sortimento, disponibilidade, conveniência e serviços.

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ABRASEventos

ABRAS’26: GLP-1 e serviços abrem novas frentes para o varejo alimentar

De Redação SuperHiper 21 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Giseli Cabrini

Integrar o cuidado com a saúde à rotina de compra, responder à migração para marcas mais baratas (o trade down) e buscar novas fontes de receita estão entre os caminhos para o varejo alimentar. Ou seja, uma forma de reagir a um cenário de famílias endividadas, avanço da concorrência e um consumidor multicanal, em busca de hábitos mais saudáveis e cada vez mais atento à balança.

O tema foi debatido no painel sobre fatores críticos de sucesso para o varejo alimentar, na ABRAS’26 food retail future. Participaram a sócia-líder de Assurance para Varejo e Bens de Consumo da PwC Brasil, Helena Rocha, e o CEO do Assaí Atacadista, Belmiro Gomes.

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Como o endividamento e o “efeito K” afetam o varejo alimentar?

Gomes chamou a atenção para o chamado efeito K, fenômeno de bifurcação e acentuada desigualdade social, intensificado pelos juros altos (Selic elevada). “Temos que entender que o Brasil é um país com alta complexidade e com muita desigualdade, mas o fato é que a maior parte das famílias está endividada e isso se reflete nas gôndolas. O que temos visto é o trade down, ou seja, a migração para marcas mais baratas”, afirmou.

O que é o efeito GLP-1 e como ele muda o consumo?

Uma das chaves para melhorar os resultados do setor pode ser integrar o cuidado com a saúde à rotina de compra do shopper. A ideia dialoga com o tema da ABRAS’26, “Retail as a Service”, e com os novos hábitos de consumo impulsionados pelo efeito GLP-1, as chamadas canetas emagrecedoras.

Segundo Helena, os medicamentos GLP-1 mostram como um primeiro sinal de saúde pode virar uma jornada mais ampla de comportamento, suporte e gasto.

Para o CEO do Assaí, trata-se de uma grande revolução, que traz oportunidades e desafios tanto para o varejo alimentar quanto para a indústria. “Na minha visão, isso só acelera o que já existia antes: em geral todo mundo quer chegar ao fim do ano mais magro e saudável. Mas, no caso do atacarejo, já vemos claramente os reflexos disso na área de food service. A frequência do cliente transformador em nossas lojas se mantém, mas os volumes caíram. E isso vai se acelerar. Se o cliente busca, nós temos que atender. Esse é um período de transição que vai doer, mas necessário.”

Retail as a Service: que novas fontes de receita o varejo pode buscar?

Por isso, Gomes, é importante buscar novas fontes de receita. “Não há uma receita pronta. Enquanto classes com renda mais elevada têm mantido ou até ampliado o consumo, isso não acontece com a baixa renda. Daí a importância de apostar em novos negócios, e o Assaí tem feito isso com as farmácias, os postos de combustíveis e, mais adiante, com os eletropostos.”

O que a pesquisa Voz do Consumidor 2026 revela sobre saúde e serviços?

Os participantes conheceram na íntegra a pesquisa Voz do Consumidor 2026, da PwC. O estudo mostra que cresce a demanda por produtos acompanhados de serviços, o que dialoga com o tema do encontro.

Ficha da pesquisa

  • Consumidores ouvidos: 21.808, em 27 países, incluindo o Brasil
  • Período: fevereiro e março de 2026
  • Executivos entrevistados: de varejo, bens de consumo, saúde e farmacêutico, em abril e maio

Como a saúde reconfigura os momentos de consumo?

Há algum tempo, empresas de alimentos, bebidas e varejo constroem seus portfólios em torno dos “momentos” do consumidor, como o café da manhã, o lanche na escola e o jantar em família. Com a cultura da saúde, da nutrição e do fitness cada vez mais presente no cotidiano, essas ocasiões passam a ser reconfiguradas em torno de objetivos específicos de saúde. A proteína é o exemplo citado: o café da manhã vira uma decisão sobre energia e desempenho.

A demanda por saúde vai além da prateleira?

Sim. Se antes o interesse por saúde se traduzia em produtos como tapetes de ioga, athleisure e vitaminas, hoje ele aparece em serviços criados em torno deles. Os exemplos são um anel que monitora o sono, um app que orienta exercícios e um relógio que acompanha a frequência cardíaca.

O que muda na prática para supermercados e atacarejos?

A PwC vê no varejo a oportunidade de se posicionar como porta de entrada para o consumidor explorar opções de cuidados de saúde, já que o setor o encontra em múltiplos pontos de contato: supermercados, farmácias, canais digitais e programas de fidelidade. Na prática, isso pode significar:

  • gôndolas estruturadas por objetivo de saúde
  • orientação farmacêutica e diagnósticos na loja
  • programas de fidelidade vinculados a metas de saúde
  • corredores dedicados ao sono e ao estresse
  • cestas complementares para usuários de GLP-1
  • recomendações que conectam alimentos, suplementos, dispositivos e serviços.

Quais alimentos e bebidas ganham espaço com a saúde?

Nos últimos 12 meses, vitaminas, minerais e suplementos foram a principal categoria de compra em saúde e bem-estar. Para os próximos meses, os consumidores planejam aumentar as compras de alimentos frescos e suplementos. Em contrapartida, a aquisição de processados e itens com alto teor de açúcar, bem como de bebidas alcoólicas tende a se retrair.

Entre a Geração Z, a tendência de aumentar o consumo de vitaminas, suplementos, laticínios e alternativas à carne é ainda mais marcada.

As promessas migram do genérico “mais saudável” para benefícios específicos: energia, saciedade, sono, humor, pele, longevidade, metabolismo e desempenho. Mas só isso não basta: o produto precisa ter um gosto bom.

Serviço
Evento: ABRAS’26 food retail future
Data: 21 e 22 de setembro
Local: Royal Palm Plaza, em Campinas (SP)

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21 de setembro de 2026 0 Comentários
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ABRASEventos

Como vencer no varejo supermercadista?

De Redação SuperHiper 21 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Renato Müller

O varejo alimentar passa por um período de mudanças profundas. A mudança dos padrões de consumo, o avanço da omnicanalidade, o uso intensivo de IA, a chegada de concorrentes nativos digitais e a convergência de modelos de negócios criam desafios, mas também abrem oportunidades para quem entender bem o que o cliente deseja e conseguir atender essas demandas.

O painel de abertura do ABRAS’26 food retail future, que acontece nesta semana em Campinas (SP), mostrou que os vencedores no novo varejo alimentar que se desenha para o futuro serão aqueles que souberem adaptar a oferta de produtos e serviços a cada cliente, oferecer uma jornada de compras integrada e transformar operações e processos com o uso de tecnologia – especialmente Inteligência Artificial.

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“Essas mudanças estão sendo impulsionadas pelos clientes, que mudaram muito nos últimos 10 a 15 anos”, argumenta José Rafael Vasquez, CEO do Tenda Atacado. “Quem oferecer a melhor solução para o cliente conquistará sua preferência e, para isso, é preciso utilizar os dados disponíveis para entregar a melhor personalização possível”, acrescenta.

Para Roberto Tamaso, líder de varejo da McKinsey na América Latina, esse é um caminho inevitável. “O cliente tem fragmentado suas compras e missões em vários canais. Por isso, é necessário segmentar e granularizar os dados, entendendo cada consumidor como indivíduo”, analisa. “Dessa forma, é possível sair de um modelo de baixa margem e alto giro para um modelo mais resiliente, rentável e sustentável”, explica.

Para isso, o uso de tecnologia tem um papel importante. “A Inteligência Artificial oferece uma oportunidade única para a transformação em escala do varejo”, diz Juliana Paolucci, líder de varejo da McKinsey no Brasil. Para isso, segundo a executiva, é necessário desenvolver uma cultura digital nos negócios, com governança dos projetos e foco em resultados. “A IA só pelo hype não se sustenta, é preciso ter efeito prático no dia a dia, modificando processos, práticas, indicadores e o modelo de negócios”, finaliza.

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Varejo

Assaí Farma inaugura 7ª unidade e amplia benefícios aos clientes

De Redação SuperHiper 21 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

A Assaí Farma avança em seu plano de expansão com a inauguração de sua sétima unidade, nesta sexta-feira, 18 de setembro, localizada na loja Assaí Jaguaré Corifeu, na zona oeste de São Paulo.

Entre as novidades da expansão está a adesão da Assaí Farma aos programas de benefícios de laboratórios, permitindo que clientes elegíveis tenham acesso aos descontos oferecidos pelos fabricantes em medicamentos participantes, de acordo com as condições estabelecidas por cada programa, também já disponível nas demais unidades da rede e aplicativo Assaí Farma.

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A operação também oferece diferentes condições de pagamento. Nas lojas físicas da Assaí Farma, as compras realizadas com o Cartão Passaí podem ser parceladas em até seis vezes. Já pelo App Assaí Farma, integrado ao aplicativo Meu Assaí, o parcelamento pode ser feito em até quatro vezes, com parcela mínima de R$ 50. No ambiente digital, as compras são disponibilizadas exclusivamente na modalidade Clique e Retire, com os produtos separados na farmácia selecionada pelo cliente.

“Cada nova abertura nos traz aprendizados que ajudam a evoluir a Assaí Farma e a fortalecer aquilo que queremos oferecer aos nossos clientes. A chegada dos programas de benefícios dos laboratórios é parte desse processo e amplia as possibilidades de acesso a medicamentos com condições diferenciadas. Ao mesmo tempo, continuamos expandindo nossa presença com uma operação baseada em entregar mais saúde e bem-estar ao público alinhados a preços competitivos, atendimento diferenciado e agilidade para o dia a dia”, comenta o diretor de farmácias do Assaí, Vagner Moraes.

Estrutura da farmácia

Com 134 m², a Assaí Farma Jaguaré Corifeu reúne aproximadamente 10 mil produtos, entre medicamentos, dermocosméticos, vitaminas, suplementos e itens de higiene e perfumaria. A unidade contará com 12 colaboradores, incluindo a presença de farmacêuticos durante todo o horário de funcionamento.

Em breve, a farmácia também oferecerá serviços como aplicação de medicamentos injetáveis, aferição de pressão e glicemia e colocação de brincos.

Serviço
Assaí Farma Jaguaré Corifeu
Endereço: avenida Corifeu de Azevedo Marques, 4160, Vila Lageado, São Paulo, SP.
Horário de funcionamento: segunda a sábado, das 7h às 22h | domingos, das 8h às 20h | feriados, das 7h às 22h.

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Varejo

ABRAS’26: 60ª edição traz o conceito Retail as a Service

De Redação SuperHiper 21 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Giseli Cabrini

O maior e mais exclusivo encontro da liderança empresarial do varejo alimentar brasileiro chega aos 60 anos em 2026, sempre de forma inovadora. Para isso, apresenta o tema “Retail as a Service”.

Abertura traz retrospectiva dos temas do encontro

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A abertura do evento foi conduzida pelo vice-presidente executivo comercial da ABRAS, Rodrigo Segurado. Ele fez uma retrospectiva da evolução do papel do varejo alimentar ao longo dos anos e do próprio encontro anual do setor supermercadista, rebatizado como ABRAS food retail future.

Veja os temas das edições recentes:

  • 2021 – Coopetição: incentivar a colaboração entre as empresas do setor, para unidas, construírem os ativos setoriais estratégicos para a modernização e perenização do setor.
  • 2022 – A Nova Economia Supermercadista: explorar novos fluxos de receita e lucros a partir das atividades adjacentes ao negócio principal
  • 2023 – Singularidade: construir propostas de valor únicas aos consumidores, independentemente dos tradicionais estereótipos dos formatos de canal.
  • 2024 – The Consumer Life Challenge: valorizar a função empresarial marketing no varejo alimentar, como ciência inexata responsável por decifrar os desejos insatisfeitos dos consumidores, e oferecer produtos e serviços que de fato melhorem suas vidas.
  • 2025 – Share of Life: ampliar a participação do varejo alimentar na vida dos consumidores, através da compreensão das jornadas e elevação da satisfação com a experiência (customer experience, CX).

O que é o conceito Retail as a Service?

De forma resumida, o conceito propõe uma reviravolta nas relações entre o varejo alimentar, a indústria e os consumidores.  O setor supermercadista assume novos papéis, frentes de atuação e relacionamento com o shopper, com foco em serviços.

De acordo com a proposta, o varejo alimentar diversifica suas atividades e amplia as categorias de produtos e serviços oferecidos a fornecedores e consumidores. Assim, transforma-se em uma plataforma de abastecimento, consumo, serviços, dados, relacionamento e conveniência.

Para Segurado, o Retail as a Service é uma proposta de evolução capaz de ampliar a margem tanto do varejo quanto da indústria. “Sabemos do nível de complexidade da operação varejista então essa proposta é capaz de agregar mais margem para o setor supermercadista”, enfatizou o executivo da ABRAS.

As cinco dimensões do Retail as a Service

Conheça a seguir as cinco dimensões do Retail as a Service: a evolução do modelo de negócio do varejo alimentar

1. Consumo e Serviços (Commerce as a Service): o varejista substitui a compra de mercadorias pela monetização dos serviços comerciais de execução, exposição, acesso dos consumidores às mercadorias através do tráfego nas lojas, audiência, canais digitais, relacionamento, atendimento, meios de pagamento, lojas físicas, e-commerce, marketplace e omnicanalidade.
2. Logística e Supply Chain (Logistics as a Service): o varejo monetiza pelos serviços e armazenagem, movimentação de mercadorias, gestão de depósitos, controle de estoque, transporte e distribuição.
3. Mídia Comercial (Media as a Service): o varejo monetiza dados primários (first-party data) da audiência através de retail media, CRM, mensuração inteligente do perfil dos consumidores para os anunciantes.
4. Dados e Inteligência de Consumo (Data & Intelligence as a Service): monetização de dados, análises e inteligência de mercado.
5. Produtos e Serviços para o Dia a Dia do Consumidor (Life as a Service): produtos e serviços financeiros de saúde e bem-estar, da farmácia completa à alimentação saudável até academias de ginástica, serviços de alimentação, produtos exclusivos de marcas próprias, e todas as comodidades para o cotidiano das famílias e dos pets.

Curadoria reúne as principais consultorias e empresas de inteligência de mercado

A programação do evento tem uma curadoria especial, que reúne as mais importantes empresas de consultoria em estratégia e gestão, bem como de inteligência de mercado do Brasil e do mundo:
Accenture, Advantage, Bain & Company, Close-Up, Deloitte, EY, IQVIA, KPMG, McKinsey & Company, NielsenIQ e PwC.

Programação apresenta cinco perspectivas

Nos dias 21 e 22 de setembro, a programação completa do evento apresenta o tema “Retail as a Service” sob cinco perspectivas: Empresarial, dos Parceiros, Relacionamento e Negócios, Experiência e Celebração e Institucional.

Serviço
Evento: ABRAS’26 food retail future
Data: 21 a 22 de setembro
Local: Royal Palm Plaza, em Campinas, São Paulo.

Fique por dentro de todos os destaques da ABRAS’26 acompanhando os canais de comunicação de SuperHiper. E a cobertura completa do evento na edição de outubro da revista.

21 de setembro de 2026 0 Comentários
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ABRASEventos

Animação e show de drones marcam o coquetel de abertura da ABRAS’26 food retail future

De Redação SuperHiper 21 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Um show de drones foi um dos destaques do coquetel de abertura da ABRAS’26 food retail future, realizado no Royal Palm Plaza Resort, em Campinas (SP). Promovida pela GIC Brasil, empresa especializada em soluções de tecnologia e automação para o varejo, a apresentação foi criada especialmente para a convenção e homenageou a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e os profissionais que atuam no setor.

Além do espetáculo no céu, o evento contou com lounge com DJ, música, iluminação em LED, cores e uma ambientação que incluiu cubos gigantes com as logomarcas das associações estaduais. A proposta foi criar uma experiência diferenciada para recepcionar os participantes da 60ª edição da convenção.

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Segundo Ivan Fernandes, CEO e fundador da GIC Brasil, a escolha dos drones esteve relacionada ao conceito de conexão e transformação que orienta a atuação da companhia. “Escolhemos os drones porque eles materializam uma ideia que está no centro do nosso trabalho: transformar potência em resultado. Milhares de pontos, quando conectados, ganham força e constroem algo maior”, afirma.

A apresentação também buscou representar, por meio de imagens formadas no céu, o impacto do varejo e sua relevância para a economia brasileira. Para Fernandes, a participação no evento reforça o compromisso da empresa com a evolução do setor.

Atuação no varejo e expansão

A participação da GIC Brasil na ABRAS’26 ocorre em um momento de expansão da empresa entre grandes companhias do varejo alimentar. De acordo com levantamento da própria GIC, seus clientes que integram o Ranking ABRAS somam R$ 293 bilhões em faturamento, equivalente a 40% do total registrado pelo ranking.

Entre as soluções oferecidas pela companhia está o conceito de antirruptura, que busca transformar dados em inteligência e, posteriormente, em ações para a operação. A proposta é identificar situações capazes de comprometer o funcionamento das lojas antes que elas tenham impacto sobre os resultados financeiros.

A GIC também avança no varejo farmacêutico. A partir de um projeto desenvolvido com uma grande rede de atacarejo, a plataforma RUB passou a incorporar processos específicos do segmento, incluindo recursos adicionais de rastreabilidade, controle operacional e conformidade sanitária.

A solução permite gerenciar o recebimento de medicamentos por lote, data de fabricação, número de registro sanitário e certificados. Também contempla inventário e contagem de produtos rastreáveis, procedimentos relacionados a medicamentos controlados, etiquetagem e movimentações próprias da operação farmacêutica.

Com o tema “Retail as a Service”, a ABRAS’26 food retail future chega à sua 60ª edição reunindo mais de 1.200 participantes entre supermercadistas, palestrantes, patrocinadores e convidados. A programação ocorre de 20 a 23 de setembro e tem como foco o compartilhamento de boas práticas e perspectivas sobre as transformações do varejo e as necessidades dos consumidores brasileiros.

Fique por dentro de todos os destaques da ABRAS’26 acompanhando os canais de comunicação de SuperHiper. E a cobertura completa do evento na edição de outubro da revista.

21 de setembro de 2026 0 Comentários
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Varejo

Grupo Vanguarda inaugura Vantagem Supermercado em Teresina (PI)

De Redação SuperHiper 18 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Grupo Vanguarda inaugurou nesta sexta-feira, 18, em Teresina, o Vantagem Supermercado, sua nova bandeira no varejo. A unidade chega à capital com uma proposta voltada à economia, oferecendo preços abaixo dos valores normalmente praticados no mercado local e condições especiais para os clientes.

A inauguração marcou uma nova etapa na trajetória do Grupo Vanguarda, que celebra 40 anos de atuação. A programação teve início com a bênção das instalações e contou com falas da CEO do grupo, Van Fernandes, e do diretor comercial e de marketing, Reginaldo Júnior. Também foi realizado um café da manhã para os colaboradores, antes da abertura das portas ao público.

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Com a chegada do Vantagem, o Grupo Vanguarda amplia seu portfólio de operações e aposta em um formato que tem o preço como um dos principais diferenciais. A proposta é oferecer produtos com valores mais baixos do que os praticados normalmente em Teresina, sem deixar de lado qualidade, serviço e benefícios para os consumidores.

Durante a inauguração, Van Fernandes destacou que o crescimento do grupo é conduzido com planejamento e responsabilidade, além de reforçar a importância de manter as operações em constante evolução.

“A gente tem muito cuidado. Tudo que a gente faz é com muito pé no chão, com muita responsabilidade. Cada unidade é importante para a gente e, quando fazemos uma mudança, mesmo que seja pequena, a gente percebe o impacto no fluxo, nas vendas e na nossa credibilidade”, afirmou.

A CEO também ressaltou o cuidado do Grupo Vanguarda com seus investimentos e com a estrutura de cada unidade, evitando uma expansão acelerada que comprometa a qualidade das operações.

Reginaldo Júnior destacou que a inauguração do Vantagem representa uma virada de chave para o Grupo Vanguarda, construída com o apoio dos colaboradores e fornecedores. Para o diretor, a nova operação também resgata uma característica que acompanha a trajetória do grupo há quatro décadas: a proximidade com o consumidor e a busca por oferecer uma experiência competitiva.

“A gente quer reconquistar esse espaço que nós criamos há 40 anos. Não perdemos a essência do que é qualidade, serviço e benefícios, mas agora conseguimos agregar também uma proposta de preço que chama a atenção. Acho que isso vai fazer com que o Vantagem seja uma opção não só para as pessoas da região, mas também para consumidores de outros lugares”, afirmou.

Após a cerimônia, as portas foram abertas ao público, que pôde conhecer a nova unidade e aproveitar os preços especiais de inauguração. A chegada do Vantagem reforça o movimento do Grupo Vanguarda de renovar suas operações e apresentar novas alternativas ao consumidor, mantendo os 40 anos de experiência do grupo no varejo.

18 de setembro de 2026 0 Comentários
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Varejo

Prezunic acelera expansão e inaugura duas lojas em Goiânia (GO)

De Redação SuperHiper 18 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O setor supermercadista de Goiânia ganha dois novos endereços da rede Prezunic ainda neste mês. Nos dias 29 e 30 de setembro, respectivamente, a empresa inaugura as unidades Armazém, no Setor Bueno, e Veiga Jardim, ampliando sua presença na capital goiana. As novas unidades fazem parte do plano de expansão da marca em Goiás, que prevê chegar a oito lojas no Estado até o fim de outubro.

As inaugurações acontecem apenas dois meses após a chegada do Prezunic à capital. Em julho, a rede iniciou suas operações com as unidades do Goiânia Shopping e da Avenida Anhanguera. Desde então, a marca ampliou sua presença em diferentes regiões da cidade e, durante o mês de outubro, outras quatro lojas devem entrar em funcionamento, além das duas que serão inauguradas neste mês.

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O avanço ocorre em meio a uma recepção positiva dos consumidores da região. Nas primeiras unidades, os atributos de atendimento, qualidade dos produtos, setores especializados e experiência de compra estão entre os aspectos mais destacados pelo público. A avaliação acompanha o início da operação e a expansão da rede na capital.

Variedade e praticidade

As unidades Armazém e Veiga Jardim seguirão o conceito adotado pelo Prezunic em Goiás, com variedade de produtos, setores especializados e opções de autoatendimento. O consumidor encontrará um mix diversificado, com hortifruti, padaria, açougue, frios, peixaria, rotisseria, linhas de produtos saudáveis e adega. As lojas também terão refeições prontas e outras soluções voltadas à praticidade, acompanhando a mudança nos hábitos de consumo de quem busca resolver diferentes necessidades em uma única parada.

Empregos

A expansão do Prezunic em Goiânia chega acompanhada de novas oportunidades no mercado de trabalho. As duas inaugurações devem gerar mais de 300 vagas de emprego, distribuídas entre diferentes áreas da operação. As contratações ampliam o número de postos de trabalho já criados pela rede com a abertura das primeiras lojas na capital e acompanham o ritmo de crescimento da operação em Goiás.

Além de contribuir para o desenvolvimento econômico local por meio da geração de empregos, as novas unidades foram estruturadas com recursos voltados à eficiência operacional e ao uso racional de energia. Entre as soluções adotadas está a iluminação 100% LED.

A movimentação consolida a entrada da rede no mercado goiano e amplia a presença do Prezunic em diferentes regiões de Goiânia, com uma proposta que combina variedade, setores especializados, alimentação e praticidade para os consumidores.

18 de setembro de 2026 0 Comentários
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  • ABRAS’26: 60ª edição traz o conceito Retail as a Service

Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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