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terça-feira, setembro 22, 2026
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ABRASEventos

“O grande desafio é o que fazer com os dados”

De Redação SuperHiper 22 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Renato Müller

O futuro dos supermercados depende da capacidade de ir além da venda de produtos, criando um ecossistema que resolva a vida dos clientes. Para isso, serviços financeiros, seguros, retail media e foco em aspectos como longevidade, bem-estar, saúde, qualidade e experiência se tornam essenciais. Mas nada disso acontece se o supermercadista não souber o que fazer com os dados que já estão disponíveis em seu negócio.

“As empresas capturam dados dos consumidores de diversas formas, mas é preciso ir além disso, transformando os dados em decisões de negócios e gerando ações que encantem os clientes”, disse Vitor Fagá de Almeida, CEO da Cencosud Brasil, durante o painel de encerramento do ABRAS’26 food retail future. Diante de consumidores que estão mudando rápido, é um desafio acompanhar as mudanças e entregar uma proposta de valor que faça sentido para eles.

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  • ABRAS’26 food retail future: confira os homenageados do Prêmio Advantage
  • ABRAS Mulheres 2026 debate liderança feminina, saúde social e futuro do varejo alimentar
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  • Retail media promete margens de lucro de até 70% e mercado de R$ 22 Bi no Brasil
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  • Farmácia avança sobre saúde, beleza e bem-estar e abre nova frente para o varejo alimentar
  • A IA transforma os supermercados – e isso não é o fim do mundo
  • ABRAS’26: GLP-1 e serviços abrem novas frentes para o varejo alimentar
  • Como vencer no varejo supermercadista?
  • ABRAS’26: 60ª edição traz o conceito Retail as a Service
  • Animação e show de drones marcam o coquetel de abertura da ABRAS’26 food retail future

Para Eduardo Tenório, sócio da Deloitte Brasil, para os setores de varejo e bens de consumo, os dados do negócio precisam ser trabalhados para fazer com que a loja se torne um ecossistema de negócios. “Para que isso aconteça, a integração de sistemas é uma questão crítica. E o varejo tradicionalmente se apoiou em sistemas legados que, hoje, não conseguem entregar a agilidade necessária. É preciso inovar, mas ao mesmo tempo manter a sustentabilidade financeira do negócio. Trata-se de um equilíbrio delicado”, comenta.

“O desenvolvimento do supermercado do futuro precisa começar hoje”, decreta Paulo de Tarso, sócio-líder de indústria de consumo da Deloitte. “A inovação necessariamente passa por erros e acertos, e quanto antes o varejo iniciar essa jornada, mais longe irá”, analisa. Segundo o executivo, o cliente deseja mais experiência e uma proposta de valor que coloque o supermercado em mais momentos do seu dia. “O crescimento das farmácias dentro das lojas é um exemplo importante de como as redes podem participar de mais jornadas dos clientes”, explica.

“O supermercado tem que ir além dos alimentos, pois os clientes hoje buscam saúde, bem-estar, longevidade, indulgência, sociabilidade e muito mais. Esses elementos tangenciam o processo de alimentação e quanto mais entendermos esses outros fatores, mais poderemos ser relevantes para os consumidores”, finaliza Fagá.

Fique por dentro de todos os destaques da ABRAS’26 food retail future acompanhando os canais de comunicação da SuperHiper. A cobertura completa do evento estará na edição de outubro da revista.

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ABRASEventos

ABRAS’26 food retail future: confira os homenageados do Prêmio Advantage

De Redação SuperHiper 22 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Celebrado na tarde desta terça-feira, 22, durante o ABRAS’26 food retail future, o Prêmio Advantage/ABRAS, oferecido pelo Advantage Group, em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e publicado com exclusividade pela Revista SuperHiper simboliza o reconhecimento às empresas que brilharam em colaboração no dinâmico setor do varejo alimentar.

Em um mercado em constante transformação, a colaboração eficaz se destaca como um fator essencial para o sucesso. As empresas vencedoras demonstraram excelência em manter relações harmoniosas e duradouras com seus stakeholders, sustentadas pela transparência e confiança.

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Movidas pela inovação, elas são um exemplo de como decisões corretas e ágeis, sempre com foco na ética e no bem coletivo, são fundamentais para a sustentabilidade dos negócios.

Dentre os homenageados no Prêmio Advantage/ABRAS’26, estão:

Maior Evolução 2026 – Varejo Alimentar Brasil

  • Prezunic Cencosud

Maior Evolução 2026 – Indústria

  • MARS SNACKING

TOP 1 Varejo Alimentar Brasil

  • Pague Menos (Super)

TOP 1 Indústria

  • Colgate-Palmolive

TOP 5 Varejo Alimentar Brasil

  • Pague Menos (Super)
  • Covabra
  • São Vicente
  • Savegnago
  • Giassi

TOP 5 Indústria

  • Colgate-Palmolive
  • Coca-Cola
  • Nestlé
  • Mondelēz International
  • Kenvue

TOP 15 Varejo Alimentar Brasil

  • Pague Menos (Super)
  • Covabra
  • São Vicente
  • Savegnago
  • Giassi
  • Bistek
  • Grupo Koch
  • Muffato
  • Sonda
  • Shibata
  • Super Rissul
  • Tenda
  • GPA
  • Prezunic
  • Assaí

TOP 15 Indústria

  • Colgate-Palmolive
  • Coca-Cola
  • Nestlé
  • Mondelēz International
  • Kenvue
  • 3 corações
  • Unilever
  • S.C. Johnson
  • Pepsico Foods
  • Kimberly-Clark
  • Heineken
  • AB InBev (Ambev)
  • Coty
  • Beiersdorf (Nivea)​
  • Ypê

Em breve, confira a cobertura completa da ABRAS’26 food retail future na edição impressa da revista SuperHiper de outubro.

22 de setembro de 2026 0 Comentários
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ABRASEventos

Como fazer retail media dar certo no supermercado?

De Redação SuperHiper 22 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Renato Muller

Um negócio que pode apresentar uma margem de 70% (contra os 2% a 4% típicos da venda de alimentos) e, com isso, contribuir de forma desproporcional para o sucesso do varejo. Não é à toa que Retail Media é um dos pilares do sucesso da Amazon no mercado global – uma receita que também pode ser aplicada aos supermercados brasileiros.

“Retail Media permite que o varejo vá muito além em sua proposta de valor, aumentando a recorrência, o tíquete médio e o relacionamento com os clientes”, afirma Ari Kertesz, diretor-geral da consultoria Accenture, em painel no ABRAS’26 food retail future, que acontece em Campinas (SP). “A transformação do varejo em mídia permite gerar recursos para investir mais e oferecer serviços e experiências melhores para os clientes”, acrescenta.

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Para o especialista, o uso de Retail Media deve se basear em duas grandes alavancas: o fortalecimento do relacionamento com os clientes e a monetização desse relacionamento. “Juntas, essas duas alavancas podem triplicar a contribuição de cada cliente no resultado do varejo”, declara.

Sair da teoria para a prática, porém, depende de um posicionamento estratégico claro da rede supermercadista. “Toda empresa precisa identificar uma proposta de valor clara para os anunciantes, definir papeis, processos e métricas e desenvolver inventário online e offline para alcançar clientes em múltiplas ocasiões”, comenta Fátima Leal, diretora de agências e parcerias da Unlimitail.

Além disso, a publicidade trazida via Retail Media precisa criar valor para o consumidor final. “O ponto de venda é, cada vez mais, um ponto de atenção. Como fazer com que esse momento de contato do cliente com a marca seja mais interessante? Ações criativas com telas digitais dentro do ponto de venda capturam a atenção dos clientes, mudam seu mindset e colocam descoberta, consideração e decisão no mesmo ambiente. É uma solução que gera relevância e relacionamento”, analisa Fátima.

“Hoje, quem não tem Retail Media está em desvantagem no mercado, pois essa é uma receita adicional, com margem mais ampla, sem a limitação do estoque físico e possibilidade de diferenciação estratégica”, analisa Mariana Meinberg, gerente corporativa de estratégia e growth do Magalu Ads. “Trata-se, no fim das contas, de ser relevante e transmitir confiança, pois só assim o varejo irá aumentar seu fit e sua conexão com o consumidor”, completa.

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Novas receitas além da loja

De Redação SuperHiper 22 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Rquel Santos

O varejo alimentar brasileiro amplia suas fontes de receita para além da venda de produtos. Estrutura física, escala, logística, dados, relacionamento e conhecimento de mercado vêm sendo utilizados para desenvolver negócios relacionados ao consumidor e à cadeia de abastecimento.

A 2ª edição do estudo Anatomia do Varejo Alimentar Brasileiro – Representatividade das Atividades Adjacentes à Atividade Principal, realizado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS e publicado em agosto de 2026, ouviu 1.058 empresas de diferentes portes, regiões e formatos. A amostra representa 12% do faturamento do setor, equivalente a R$ 726,7 bilhões, segundo a NielsenIQ.

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Entre as 19 atividades analisadas, as iniciativas adjacentes já respondem por 76,5% das receitas e 34,3% dos resultados das empresas pesquisadas. As operações B2B representam 41,4% da receita e 13,9% do resultado, enquanto as B2C respondem por 35,1% e 20,4%, respectivamente.

Os programas de fidelidade estão entre os principais destaques. Presentes em 53% das empresas, lideram também a intenção de expansão, com 62% dos participantes planejando investir ou ampliar a atividade. A frente representa 20,8% da receita e 2,2% do resultado das atividades adjacentes.

O comércio eletrônico aparece em 46% das empresas e tem 52% de intenção de ampliação. Gestão de resíduos e reciclagem está presente em 48%, com 47% de intenção de investimento, enquanto educação e treinamento aparece em 41%, com 46%. A geração de energia elétrica é adotada por 40% das empresas, e 39% pretendem ampliar a atividade.

Receita não significa necessariamente resultado

Os dados também mostram diferenças entre faturamento e contribuição para o resultado. A central de compras lidera em participação no resultado, com 9,1%, seguida pelas marcas próprias, com 4,7%. O fundo ou holding imobiliária responde por 4,5%, enquanto verticalização e fabricação representam 3,1%.

As marcas próprias estão presentes em 38% das empresas e têm 35% de intenção de investimento. A verticalização e fabricação aparecem em 33%, com 34% de intenção de expansão.
O food service, por sua vez, é explorado por 19% das empresas e tem 18% de intenção de investimento. Dentro do segmento, a rotisseria se destaca, presente em 41% das empresas, seguida pelos serviços de café, com 25%, e restaurantes, com 18%.

A comparação com a edição de 2024 mostra mudanças no nível de adoção de algumas atividades, mas também revela interesse em novos investimentos. O estudo classifica as iniciativas em quatro grupos — escala, aceleração, consolidação e exploração — de acordo com o nível de presença e a intenção de expansão.

O movimento indica que o varejo alimentar vem utilizando ativos, dados, relacionamento e escala para construir novas fontes de receita. A diversificação, porém, exige avaliação da capacidade de gestão, dos investimentos necessários e da contribuição efetiva de cada atividade para o resultado.

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Varejo

ABRAS consegue liminar referente à abertura de lojas em feriados

De Redação SuperHiper 22 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) conseguiu liminar que suspende, provisoriamente, a aplicação das Portarias MTE nº 3.665/2023 e nº 1.316/2026 para mercados, supermercados e hipermercados. A decisão também restabelece, até nova deliberação, a autorização permanente para o trabalho em feriados, conforme o regime anteriormente previsto no Anexo IV da Portaria MTP nº 671/2021.

A decisão foi proferida nesta terça-feira (22) pela desembargadora federal Monica Nobre, da 4ª Turma, em agravo de instrumento apresentado pela ABRAS.

Ao analisar o pedido, a magistrada considerou que há elementos que justificam, neste momento, a suspensão das novas regras para o setor. Segundo a decisão, embora a Lei nº 10.101/2000 estabeleça a necessidade de convenção coletiva para o trabalho em feriados nas atividades do comércio em geral, a própria regulamentação administrativa manteve outras atividades comerciais sob regime de autorização permanente.

Nesse contexto, a decisão considera necessário analisar as razões que levaram à exclusão de mercados, supermercados e hipermercados desse regime, uma vez que o setor estava anteriormente abrangido pela autorização permanente prevista na Portaria MTP nº 671/2021.

A decisão também considera que os argumentos apresentados pela ABRAS sobre a ausência de motivação técnica específica para a exclusão do setor e sobre possíveis violações aos princípios da isonomia e da proporcionalidade são, neste momento, plausíveis.

O presidente da ABRAS, João Galassi, celebrou essa vitória destacando que ela promove isonomia ao setor supermercadista frente aos demais que ficaram de fora da restrição. “Isso é muito importante ainda mais às vésperas do feriado de 12 de outubro.”

Impactos para o setor

Outro ponto considerado na decisão foi o risco de prejuízos decorrentes da manutenção da restrição.

Segundo a magistrada, a medida poderia gerar efeitos financeiros para o setor em razão da necessidade de negociações coletivas, da redução ou interrupção das atividades em feriados e do deslocamento de demanda para outros estabelecimentos.

A decisão também considera os reflexos sobre o abastecimento da população, destacando a atuação de mercados, supermercados e hipermercados na comercialização de bens de primeira necessidade.
Com a liminar, fica suspensa provisoriamente a aplicação das Portarias MTE nº 3.665/2023 e nº 1.316/2026 para mercados, supermercados e hipermercados, com o restabelecimento da autorização permanente para o trabalho em feriados nos termos do regime anterior.

A medida é provisória e será mantida até a oitiva da parte agravada e do Ministério Público Federal. Após essas manifestações, a questão poderá ser novamente analisada pela Justiça.

A decisão foi assinada em 22 de setembro de 2026 no Agravo de Instrumento nº 5029274-88.2026.4.03.0000.

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ABRASEventos

ABRAS Mulheres 2026 debate liderança feminina, saúde social e futuro do varejo alimentar

De Redação SuperHiper 22 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Giseli Cabrini

Como construir uma trajetória profissional de sucesso sem abrir mão da saúde, do equilíbrio e da própria essência? Essas questões imprimiram o tom do ABRAS Mulheres, encontro realizado nesta terça-feira (22), durante a ABRAS’26 food retail future, no Royal Palm Plaza Resort, em Campinas (SP).

Conduzido pela primeira-dama da ABRAS, Virgínia Galassi, o evento reuniu mulheres que atuam em diferentes posições do varejo alimentar e especialistas em liderança, saúde social e gestão. A programação combinou palestras, painel, networking e workshop em uma agenda dedicada à liderança feminina, propósito, desenvolvimento profissional e futuro das relações de trabalho.

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Na abertura, Virgínia recordou a trajetória do evento que começou “pequeno” há seis anos a fim de “furar a bolha de predominância masculina no setor supermercadista” e que ao longo do tempo tem crescido de forma contínua. “A proposta de hoje é mostrar como alcançar a plenitude no nosso dia a dia passando por saúde, bem-estar, liderança, propósito e identidade.”

A primeira-dama da ABRAS também chamou a atenção para a importância de outra frente da entidade voltada a reforçar o papel feminino no varejo alimentar. Trata-se do Prêmio ABRAS | Dove “Mulheres que Inspiram no Varejo”, que está com inscrições abertas. A iniciativa reconhece trajetórias femininas que geram impacto no setor supermercadista e reforça a importância da liderança e da equidade.

Podem participar mulheres com mais de 18 anos que atuem em empresas do varejo associadas à ABRAS. As inscrições e indicações são feitas pelo formulário disponível site oficial do prêmio, no qual é necessário apresentar a trajetória da candidata, destacando os desafios enfrentados, os resultados alcançados e o impacto de sua atuação no negócio.

O que é o ABRAS Mulheres?

O ABRAS Mulheres integra a programação da ABRAS’26 voltada à conexão, ao aprendizado e à troca de experiências entre mulheres que atuam no varejo alimentar e em áreas relacionadas ao setor.

Nesta edição, a programação teve como eixo central a ideia de “plenitude”, propondo uma reflexão sobre como viver e liderar de maneira alinhada a valores pessoais, propósito e impacto gerado na sociedade.

A agenda teve apresentações da especialista em saúde social, Suzana Cunha e da CEO da GoldKo, Chantal Goldfinger.

Saúde social e futuro das relações

Em sua apresentação, intitulada “O que sustenta o futuro das relações?”, Suzana trouxe uma abordagem baseada em ciência e experiência prática para discutir temas como pertencimento, liderança, relações de trabalho, propósito e bem-estar.

A especialista propôs uma reflexão sobre os fatores que sustentam relações profissionais saudáveis e sobre a possibilidade de conciliar alta performance e bem-estar.

“Para sermos líderes, temos que ser fortes, mas todos estamos esgotados. Ninguém transforma o que não sabe nomear. Estamos na pandemia da solidão. Estamos ultraconectados digitalmente, mas desconectados humanamente. Outro ponto fundamental é a confiança. Sem ela, os clientes não são recorrentes porque não acreditam na marca”, destacou Suzana. Para ela, sem confiança, não há pertencimento, e sem pertencimento não há performance sustentável.

Durante sua palestra, ela apresentou os quatro pilares da saúde social no trabalho: autoconsciência (identidade e propósito), curiosidade (liderança), reconexão (saúde e bem-estar) e inteireza (plenitude). De acordo com Suzana, investir nessas frentes traz aumento de performance, inovação e lucratividade, além de reduzir turnover, estresse e absenteísmo por doença.

Ela destacou que todos os empregos sofrerão o impacto da inteligência artificial (IA). “O grande diferencial competitivo em um mundo dominado por robôs é o resgate da nossa capacidade humana. Que marca vocês querem deixar no mundo?” Foi com essa provocação que Suzana encerrou sua apresentação.

A discussão ganha relevância em um setor como o varejo alimentar, que depende diretamente da gestão de pessoas, da construção de equipes e da qualidade das relações dentro das organizações.

Legado familiar, presença digital e prazer sem culpa

Chantal Goldfinger compartilhou a trajetória da GoldKo — marca brasileira de chocolates sem adição de açúcares — e aprendizados sobre negócios. Bisneta dos fundadores da tradicional Kopenhagen, ela apresentou aspectos de sua trajetória pessoal e empresarial. Sucesso nas redes sociais, ela também compartilhou insights relacionados a branding, gestão e escala.

Logo no início de sua fala, ela destacou a importância de encontrar sua própria voz, romper com rótulos e buscar espaços novos. Ou seja, poder ser quem você é.

No encontro, sua história foi utilizada como ponto de partida para uma conversa sobre os desafios da trajetória feminina, especialmente em contextos de empresas familiares, empreendedorismo e construção de identidade profissional.

De acordo com ela, a GoldKo nasceu com a missão de transformar a indulgência em um momento mais consciente, sem abrir mão de sabor, textura ou experiência, unindo lojas e cafeterias que combinam inovação, prazer e bem-estar. “Ninguém quer comer chocolate com gosto de remédio.”

A palestrante partiu do problema enfrentado pela marca: o preconceito com chocolate sem açúcar e um mercado fitness sem prazer. A resposta encontrada foi posicionar o produto como “prazer sem culpa”, transformando a loja no principal ponto de experiência da marca, um movimento de rebranding. Para Chantal, wellness não é abrir mão do prazer, e sim tirar a culpa dele. “Wellness é assumir escolhas boas para nós, mas que nos trazem satisfação.”

Ela também defendeu que produto bom não basta: a marca precisa ganhar um rosto ou, nas palavras dela, uma “bestie”. Ela descreveu a mudança no relacionamento com o público: a audiência que antes só assistia passou a construir com a marca, transformando comentários em pesquisa e lançamentos em cocriação, num modelo de social selling em que a comunidade vira a própria marca. E, para isso, usa como pilares muito storytelling pessoal e branding. “A audiência te assiste. A comunidade constrói com você.”

Ela deixou uma reflexão sobre liderança feminina: não se trata de imitar o modelo antigo, “de salto”, mas de criar o próprio caminho. Segundo ela, quando a líder assume esse lugar, todo o time ganha permissão para fazer o mesmo.

Participações especiais

As apresentações de Suzana e Chantal tiveram surpresas especiais. A primeira delas foi a presença do presidente da ABRAS, João Galassi. Durante a sua fala, ele abordou a importância da liderança feminina exercida por sua mãe, Angelina Galassi, que foi “pai e mãe”. Ele identifica esse mesmo papel na esposa e primeira-dama da ABRAS, Virgínia. Galassi também destacou a ampliação da presença das mulheres na diretoria da ABRAS.

Em seguida, a supermercadista e influencer, Karol Babadeira, também subiu ao palco para dar interagir com o público. “Faço parte da terceira geração do setor supermercadista. Eu praticamente nasci embaixo do caixa. Comecei aos 13 anos no negócio da família e já são duas décadas trabalhando no setor. Hoje não estou mais na operação porque a internet me abriu muitas portas: tenho quase 3 milhões de seguidores nas redes. Sabemos que grande parte do varejo é familiar, um ambiente com forte tradição masculina. Se eu não tivesse coragem, eu não estaria onde estou hoje.”

Liderança feminina no varejo: resultados, propósito e equilíbrio

Na sequência, aconteceu o Painel Plenitude – “Viver em alinhamento com quem você é, e com o impacto que você gera no mundo” com mediação de Virgínia Galassi; da diretora-geral do Super Carlão Supermercados, supervisora e conselheira da Apas; Lívia Azevedo; da diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Apas, Débora Ortega; e da diretora de Marketing do Hiper Ideal, Amanda Vasconcelos.

A conversa conectou diferentes experiências profissionais para discutir liderança feminina, desenvolvimento, propósito, responsabilidade social e equilíbrio.

A proposta foi refletir sobre a jornada das mulheres que constroem seu espaço nas empresas e, ao mesmo tempo, contribuem para transformar o varejo alimentar.

Ao reunir especialistas e executivas do setor, o ABRAS Mulheres colocou em discussão uma questão que ultrapassa o ambiente corporativo: como construir modelos de liderança capazes de gerar resultados e, simultaneamente, preservar saúde, relações e propósito?

A participação das executivas do varejo ampliou o debate para situações concretas do dia a dia empresarial. Liderança e desenvolvimento profissional foram abordados em conjunto com temas como responsabilidade social, sustentabilidade e impacto na sociedade.

À frente também da Associação Baiana de Supermercados (Abase), Amanda destacou que liderança é algo que se constrói e que mulheres têm características distintas em relação a isso.
Lívia compartilhou a trajetória pessoal e o apoio fundamental que recebeu do pai quando passou a atuar na rede da família ao dissociar a marca da figura do fundador, abrindo espaço para a gestão da filha de forma independente.

Débora ressaltou que plenitude é enxergar o outro, se conectar a ele e principalmente identificar pontos de melhoria.

Durante a condução dos trabalhos, Virgínia também compartilhou questões da própria trajetória pessoal e profissional relacionadas à liderança e à importância de alcançar a plenitude em ambas as frentes de atuação.

As diferentes perspectivas apresentadas durante o painel reforçaram a importância de reconhecer que as trajetórias profissionais são construídas por meio de escolhas, experiências,
desafios e relações.

Programação do ABRAS Mulheres 2026

A agenda do encontro começou com um café da manhã especial no Hotel Royal Palm Plaza Resort para as participantes. Após as palestras e o Painel Plenitude, foi realizado o almoço seguido pelo Workshop Ateliê Vila das Ideias, com Sandra Cavalheiro. O encerramento foi marcado pela entrega de um brinde especial a cada uma das convidadas.

Mulheres e o futuro do varejo alimentar

Ao longo do encontro, o ABRAS Mulheres mostrou que debater o futuro do varejo alimentar também significa discutir as pessoas, as relações e os modelos de liderança que estarão à frente desse futuro.

Ao aproximar especialistas e mulheres que atuam diretamente no setor, a iniciativa criou espaço para compartilhar experiências sobre carreira, gestão, propósito, saúde social e impacto.
A programação fez parte da ABRAS’26 food retail future e reforçou a presença das mulheres nas discussões sobre os caminhos do varejo alimentar brasileiro.

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Na Era da IA, o mais importante são as pessoas

De Redação SuperHiper 22 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Renato Müller

Quanto mais tecnologia se faz presente no dia a dia dos supermercados, mais importante é o relacionamento com o cliente e o “olho no olho”. Em um negócio de gente que atende gente, o papel do ser humano é potencializado pelo uso de tecnologia.

Um dos painéis do segundo dia do ABRAS’26 food retail future se propôs a discutir o ambiente concorrencial no varejo alimentar, mas rapidamente deixou claro que, independente de quem esteja competindo pelo consumidor, o mais importante é estar concentrado em entregar aquilo que o cliente deseja. “O consumidor navega em 9 canais para resolver sua vida. Nossa missão é ter a melhor experiência possível para que o cliente resolva toda a sua vida com a gente”, conta Chalim Savegnago, presidente executivo do Grupo Savegnago.

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“O que faz e vai continuar fazendo uma marca ser relevante é sua conexão com os clientes. Enquanto estivermos conectados aos consumidores, trazendo soluções, continuaremos sendo opções relevantes para eles”, analisa Guilherme Façanha, diretor comercial e de trade marketing do canal Varejo Moderno da Coca-Cola FEMSA. Para o executivo, a proximidade com o consumidor é o que gera relacionamentos de longo prazo. “Para ser uma empresa com a longevidade da Coca-Cola, que faz 140 anos de vida em 2027, precisamos acompanhar a evolução da sociedade, agindo rápido e com uma mentalidade de adaptação constante. O que nunca pode mudar é o foco no cliente”, completa.

No caso da indústria, esse foco leva a um melhor entendimento de como atuar em cada canal e como customizar a estratégia de execução para ser uma opção possível para os clientes no varejo. Já para os supermercados, ter o consumidor como prioridade passa pela valorização das equipes. “São nossos colaboradores que fazem com que tudo aconteça no dia a dia. A tecnologia pode indicar o que fazer, mas se não tivermos nosso time atendendo bem o cliente, ele vai preferir a concorrência. Tudo passa pelas pessoas”, decreta Chalim Savegnago.

E isso não muda com o avanço da Inteligência Artificial e dos agentes de IA. “As empresas estão usando mais dados, integrando pagamentos, acrescentando serviços e apoiando a tomada de decisões na IA. Isso muda a competição”, alerta Giovanna Araujo, sócia da KPMG Brasil.

“A tecnologia ajuda a indústria e o varejo a entender melhor o consumidor e seu comportamento de compra. Seu papel é, acima de tudo, conectar o mundo da indústria com o do varejo para tornar as empresas mais eficientes e atender melhor os clientes. É a partir do entendimento do consumidor que o varejo e a indústria devem organizar todo o negócio”, completa Frank Meylan, sócio-diretor e líder de tecnologia e inovação da KPMG na América do Sul.

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ABRASEventos

Retail media promete margens de lucro e mercado representa R$ 22 bilhões no Brasil

De Redação SuperHiper 22 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O varejo alimentar brasileiro está diante de uma de suas maiores oportunidades de rentabilização das últimas décadas. Impulsionado pela transformação digital e pelo uso estratégico de dados primários (first-party data), o Retail Media consolida-se como uma “fronteira indispensável de lucratividade” para o setor.

Segundo estudos proprietários da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), o mercado endereçável de Retail Media no varejo alimentar do país é estimado entre R$ 5,7 bilhões e R$ 22 bilhões. O montante baseia-se no potencial de conversão de 0,5% a 2% do volume total de negócios do setor em receitas de mídia. Apenas em 2025, o segmento movimentou R$ 4,8 bilhões no varejo alimentar nacional.

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A Matemática da Margem: Por que o modelo atrai o varejo?

A grande virada do Retail Media em relação ao comércio tradicional de alimentos reside na eficiência operacional e nas margens de lucro líquido. Enquanto a operação convencional do varejo alimentar opera com margens reduzidas — geralmente entre 2% e 4% —, uma operação madura de Retail Media alcança margens líquidas situadas entre 50% e 70%.

Para exemplificar o impacto financeiro do modelo:

  • Para gerar R$ 70 milhões em lucro líquido, o varejo alimentar tradicional precisa faturar entre R$ 1,7 bilhão e R$ 3,5 bilhões.
  • Com o Retail Media, a mesma cifra de R$ 70 milhões em lucro requer uma receita publicitária de apenas R$ 100 milhões.

Projeções indicam que, ao capturar 1% da receita potencial de um mercado de R$ 1,1 trilhão (gerando R$ 11,1 bilhões em faturamento adicional), a margem de lucro global do setor pode saltar de 2% para 2,7%. Isso representa um incremento relativo de 35% na margem líquida total dos varejistas. Na prática, cada R$ 1,00 investido em Retail Media tem capacidade de gerar até R$ 0,70 em lucro líquido incremental.

Panorama Global e o Cenário Brasileiro

No mercado global, os investimentos em mídia somam R$ 5,5 trilhões, dos quais 73% concentram-se na mídia digital e 22% correspondem diretamente ao Retail Media (movimentando R$ 1,2 trilhão). China e Estados Unidos lideram este ecossistema, dominando 80% do investimento mundial na modalidade.

No Brasil, o mercado total de mídia atinge R$ 67 bilhões (com 57% no ambiente digital). O Retail Media já representa 13% do mercado publicitário nacional (R$ 8 bilhões), puxado principalmente por marketplaces nativos digitais como Mercado Livre (Mercado Ads) e Amazon Ads, além do avanço no varejo físico com redes como Pão de Açúcar, Grupo Mateus e Assaí. Atualmente, 45% dos investimentos da modalidade no país direcionam-se ao varejo físico (alimentar e pharma) e 55% às plataformas digitais e apps de entrega.

Da Gôndola Física à Arquitetura Omnichannel

Uma pesquisa realizada pela ABRAS revela que 48% das empresas do varejo alimentar brasileiro já praticam algum formato de Retail Media. A presença em loja física é o formato mais utilizado (98%), seguido por mídia digital em canais próprios, venda de data insights para a indústria, ativações no e-commerce e campanhas omnicanais.

A consolidação do setor demanda uma governança dedicada e uma arquitetura de inventário que integre canais *onsite* (busca patrocinada e vitrines digitais no e-commerce), *offsite* (mídia programática, Google e Meta) e in-store (TV corporativa, rádios internas, telas de checkout e gôndolas digitais).

O principal trunfo técnico é o conceito de close-loop: a capacidade de rastrear a jornada do consumidor do clique até a conversão final no caixa, permitindo medir o retorno exato sobre o investimento em publicidade (ROAS).

Trade Marketing vs. Retail Media: Relação de Complementaridade

Embora utilizem verbas do mesmo fabricante, Retail Media e Trade Marketing possuem propostas de valor e resultados distintos.

A evolução do setor demonstra que o Retail Media não substitui o Trade Marketing, mas representa a sua terceira fase evolutiva — unindo dados primários, inteligência preditiva e contexto para transformar o varejista em uma autêntica empresa de mídia de alta rentabilidade.

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ABRASEventos

Jantar do Poder reúne lideranças do varejo alimentar na ABRAS’26

De Redação SuperHiper 22 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Edevaldo Figueiredo

A segunda edição do Jantar do Poder, realizada na noite desta segunda-feira, 21, reuniu autoridades, empresários e representantes do varejo alimentar brasileiro durante a programação da ABRAS’26 food retail future. O encontro foi marcado por homenagens, debates e apresentações sobre a atuação do setor em pautas de interesse nacional.

Os painelistas convidados: Augusto Nunes (Jornalista e escritor), Carlos Cauti (Jornalista, professor e empresário) e o Reinaldo Cafeo (Economista) discorreram sobre os cenários macroeconômico global e brasileiro e os impactos disso para o setor supermercadista.

Durante o evento, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi, apresentou um balanço das principais iniciativas conduzidas pela entidade em Brasília. Entre os temas destacados estiveram a reforma tributária, a criação da Cesta Básica Nacional com isenção de impostos, a redução de alíquotas para produtos essenciais e a regulamentação do imposto seletivo.

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Segundo Galassi, a ABRAS passou a concentrar esforços em cerca de 20 temas considerados estratégicos para o varejo. A mudança ocorreu após a identificação de milhares de projetos em tramitação no Congresso Nacional que poderiam afetar as atividades do setor supermercadista.

Reforma tributária em destaque

A reforma tributária foi um dos principais assuntos abordados durante a apresentação. Galassi destacou a atuação da entidade para garantir tratamento diferenciado aos alimentos e ampliar a redução de impostos sobre produtos de higiene, limpeza e itens relacionados à saúde menstrual.

O dirigente também ressaltou estudos técnicos produzidos pelo setor para defender a importância da cesta básica com tributação reduzida ou zerada. Na avaliação apresentada durante o jantar, a medida teria impacto direto sobre o poder de compra das famílias brasileiras, especialmente as de menor renda.

A atuação da ABRAS na discussão da reforma tributária também foi lembrada durante uma sessão solene realizada na Câmara dos Deputados. Na ocasião, a entidade foi homenageada por sua participação nos debates sobre o sistema de impostos e a preservação dos produtos essenciais.

Redução do desperdício

A adoção do conceito de “melhor consumir antes” foi apresentada como uma alternativa para reduzir o desperdício de alimentos. A proposta prevê diferenciar a data-limite de segurança para consumo da indicação de qualidade ideal do produto.

De acordo com os argumentos apresentados no evento, a mudança poderia permitir a comercialização de determinados itens com descontos, além da destinação para doação ou compostagem, quando não houvesse risco à saúde do consumidor.

O tema foi relacionado ao volume de alimentos descartados no País, incluindo produtos que ainda poderiam ser consumidos ou destinados a outras finalidades. Para a ABRAS, a revisão das regras exigiria comunicação clara e critérios sanitários bem definidos.

Críticas às apostas on-line

As apostas on-line também foram alvo de críticas durante o jantar. Galassi classificou o avanço das chamadas bets como um problema social e defendeu maior tributação para o setor.

O presidente da ABRAS comparou a carga tributária incidente sobre alimentos e apostas esportivas e argumentou que produtos básicos não deveriam pagar mais impostos do que atividades associadas ao jogo on-line. A entidade defende a redução da tributação sobre itens essenciais e o aumento da contribuição das casas de apostas.

Homenagem a João Galassi

A programação contou ainda com manifestações de reconhecimento ao trabalho de João Galassi à frente da ABRAS. Autoridades destacaram a importância do setor supermercadista para o abastecimento nacional, a geração de empregos e o funcionamento da economia.

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, ressaltou a trajetória de Galassi e a relevância da atividade supermercadista para a cidade e para o País. Também lembrou a atuação conjunta entre poder público e empresas durante a pandemia de Covid-19 para manter o abastecimento da população.

O presidente da ABRAS agradeceu aos convidados as homenagens prestadas e reforçou a intenção de manter a mobilização do setor em torno da reforma tributária, da valorização do varejo alimentar brasileiro, entre outras pautas.

Painelistas

O jornalista, professor e empresário, Carlos Cauti, comparou o momento econômico atual ao cenário de 2014, quando indicadores ainda positivos, segundo ele, representavam uma espécie de “calmaria antes da tempestade” que antecedeu uma das crises mais severas da história do país. Entre os sinais que exigem atenção, citou a trajetória da dívida pública, a inflação acima da meta e o nível de endividamento das famílias.

Por sua vez, o economista Reinaldo Cafeo destacou o descompasso entre as políticas fiscal e monetária. Na avaliação do economista, sem equilíbrio nas contas públicas, os juros permanecem muito acima do nível neutro e o prêmio de risco acaba pressionando toda a economia. Diante desse cenário, o empresário busca compensar os impactos por meio de fatores que estão sob seu controle, como produtividade, tecnologia, inteligência artificial, treinamento e retenção de talentos. Cafeo também ponderou que o sistema financeiro brasileiro está mais sólido e que eventuais sinais de ajuste fiscal tendem a ser rapidamente incorporados às expectativas do mercado.

O jornalista e escritor, Augusto Nunes, apresentou sua leitura sobre o momento político do país e defendeu a participação da sociedade nas escolhas que definirão os rumos nacionais.

Para Cauti, diante de um ambiente macroeconômico adverso, parte importante da resposta está na própria operação. A estratégia, segundo ele, passa por modernizar o varejo, ampliar a oferta de serviços — como a integração de farmácias aos supermercados —, reduzir custos e elevar a eficiência. O economista lembrou ainda que o Brasil costuma reagir rapidamente quando consegue mudar sua trajetória.

Em um cenário marcado por juros elevados e incertezas, permanece uma questão central para o varejo alimentar: até que ponto a agenda para 2027 dependerá das decisões tomadas em Brasília e quanto poderá ser determinado pelas próprias empresas, a partir de suas operações e estratégias?

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ABRASEventos

A IA transforma os supermercados – e isso não é o fim do mundo

De Redação SuperHiper 21 de setembro de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Renato Müller

Os supermercados enfrentam 8 grandes disrupções que estão mudando a maneira como o consumidor compra e as redes se posicionam no mercado. A partir do desenvolvimento de agentes de IA, a relação do varejo com os clientes muda e gera um ambiente de negócios completamente diferente. Quem não conseguir acompanhar a mudança corre sérios riscos.

Esse foi o alerta feito por Kurt Krichel, sócio e líder da prática de Varejo nas Américas da consultoria Bain & Co, durante o ABRAS’26 food retail future, que acontece nesta semana em Campinas (SP). De acordo com o executivo, o crescimento da Inteligência Artificial já vem impulsionando uma transparência radical de preços, que exige diferenciação em outros fatores, leva a uma automação de diversas atividades do negócio e realinha a estrutura dos negócios.

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“O Brasil vai sentir os efeitos dessa transformação antes de outros mercados, por um motivo muito simples: o consumidor usa IA com muito mais intensidade do que em mercados como EUA e Europa”, afirma Krichel. Dados do Google e Ipsos indicam que 71% dos brasileiros usam IA Generativa no dia a dia, acima da média mundial de 67% e dos 54% dos EUA.

Com o uso mais intenso de IA, aumenta a demanda por personalização, pois os consumidores passam a exigir resultados de busca, promoções e preços de acordo com seu contexto de compras. “Quase 60% dos brasileiros usam IA para encontrar ofertas e comparar preços. Se você não está atento, suas promoções passam a se basear em premissas que já não são válidas. Em um mundo de Inteligência Artificial, a arquitetura de preços dos supermercados precisa estar preparada para atender agentes de IA, que automatizam decisões de compra dos clientes”, explica Krichel.

O resultado é o aumento da importância da personalização de promoções, de acordo com o contexto e com o que é relevante para cada cliente. Ainda assim, a conquista do cliente não passa apenas pelo preço. “Aspectos como a afinidade local, o frescor dos produtos, o atendimento e a experiência oferecida na loja continuarão fazendo diferença. E esses são fatores que geram engajamento emocional com os clientes”, analisa o executivo.

Em um mundo de mais compras automatizadas por IA, o papel do ponto de venda muda. A tradicional medida de mais lojas como sinônimo de sucesso deixa de ser válida – importa mais a relevância dos pontos de venda para a experiência do cliente. “Veremos um processo de enxugamento das bases de loja do varejo, mas com locais mais relevantes tanto para distribuição omnicanal de produtos quanto para experiências e conveniência dentro do PDV”, explica Krichel.

Dentro das novas vocações dos pontos de venda está a publicidade. “Retail media vem se deslocando dos meios digitais para as lojas físicas e o offsite, aproveitando a capacidade que o varejo tem de acionar os dados dos clientes para gerar mais resultados”, analisa. Dessa forma, o varejo ganha novos recursos para construir relacionamentos mais relevantes com o público. “Os dados proprietários são a ferramenta mais relevante de diferenciação que o varejo tem à sua disposição. Capturar esses dados e utilizá-los para entender os clientes e gerar resultados é o que fará a diferença daqui em diante”, finaliza o executivo.

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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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