Categorias atreladas à saudabilidade estão deixando o status de nicho e começam a se popularizar no Brasil, o que traz oportunidades e desafios para o varejo e a indústria. Segundo pesquisa da Data-Makers, a busca pelo atributo também cresce entre os consumidores das classes D e E: 73% dos brasileiros de menor renda já apresentam esse comportamento de consumo. Isso reflete a busca crescente por uma alimentação mais equilibrada entre consumidores de diferentes perfis.
Para o diretor comercial do Princesa Supermercados, João Marcio, a saudabilidade está cada vez mais presente na rotina dos consumidores. “Essa tendência começou com mais força nas classes A, B e C, mas hoje está entrando em todas. As pessoas querem preservar mais a saúde, ainda que em proporções diferentes. Em muitos casos, é uma necessidade. O consumidor celíaco ou intolerante à lactose precisa desses produtos independentemente da classe social.”
Apesar do crescimento, categorias associadas à saudabilidade ainda exigem maior trabalho do varejo supermercadista para ganhar escala. Diferentemente de produtos básicos, esses itens dependem de exposição adequada, comunicação e planejamento de sortimento. De acordo com o executivo da rede Princesa, o crescimento depende de uma estratégia consistente. “É preciso trabalhar o digital, a operação no ponto de venda e a comunicação. Se não houver divulgação, esses produtos passam despercebidos ou ficam restritos ao consumidor que já compra, principalmente on-line. É necessário criar cultura dentro da empresa e tratar essas categorias como rotina, e não como conveniência.”
Entre os caminhos para ampliar as vendas estão: ampliar o mix de produtos de forma planejada; criar espaços ou sinalização no ponto de venda; trabalhar a comunicação nas redes sociais; negociar com fornecedores para ampliar a oferta; explorar soluções práticas e convenientes; e tratar a categoria como estratégica no dia a dia.
Atentos às demandas dos consumidores, a Seara diz que enxerga isso como oportunidades para atendê-las, inaugurando categorias quando necessário. “Vemos muita oportunidade de atrair novos clientes dentro do hábito crescente de consumo de alimentos preparados, seja para consumo em casa ou para levar a refeição ao trabalho, seja por ser mais saudável ou mais econômico”, afirma o diretor de Marketing de Alimentos Preparados da Seara, Rafael Palmer. “Vemos muita oportunidade de atrair novos clientes dentro do hábito crescente de consumo de alimentos preparados, seja para consumo em casa ou para levar a refeição ao trabalho, por ser mais saudável ou mais econômico”, completa o executivo.
Fonte: Asserj




