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quarta-feira, abril 29, 2026
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ABRASEventos

Eficiência operacional avança no varejo supermercadista, mas perdas ainda desafiam o setor

De Redação SuperHiper 29 de abril de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

A busca por eficiência operacional segue como uma das principais agendas do varejo supermercadista brasileiro, impulsionada pela pressão sobre margens, mudanças no comportamento do consumidor e necessidade de maior produtividade. Durante painel promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), especialistas do setor discutiram avanços recentes, desafios persistentes e estratégias para transformar processos em geração de valor.

A mediação foi conduzida pela jornalista Luciana Martins, que destacou a relevância do tema no cenário atual. “A eficiência operacional deixa de ser um controle de perdas e passa a representar geração de valor, sustentabilidade e capacidade de execução”, afirmou. Segundo ela, os dados mais recentes mostram que, embora o setor tenha atingido 98,18% de eficiência, ainda há espaço significativo para evolução, especialmente na gestão de perdas.

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  • Balanço RAMA: conformidade chega a 83%, o melhor nível em 20 anos
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  • Profissionais do Ano ABRAS 2026: conheça a lista completa dos vencedores
  • Varejo supermercadista lança painel inédito para padronizar indicadores e elevar eficiência logística

Um dos momentos do encontro foi a homenagem ao diretor do Comitê de Eficiência Operacional, Ederson Fernandes, reconhecido por sua atuação no desenvolvimento de práticas no setor. “As pessoas podem copiar tudo o que a gente faz, mas não o que a gente é”, destacou Fernandes, citando Abílio Diniz ao reforçar a importância da cultura organizacional na busca por resultados consistentes.

Resultados

Na análise dos indicadores, foi apresentado que parte relevante das empresas conseguiu crescer em faturamento ao mesmo tempo em que reduziu perdas, sinalizando ganho real de eficiência. Ainda assim, há um grupo significativo que expandiu receitas, mas viu as perdas acompanharem esse crescimento, o que acende um alerta sobre a qualidade da gestão operacional.

Entre os principais desafios, a perda não identificada ganhou destaque. Para a assessora do conselho do Jaú Serve, Lilia Coelho, esse é um dos pontos mais críticos. “Quando a gente conhece a perda, por mais danosa que ela seja, a gente pode agir sobre ela. Quando a gente desconhece, não sabe qual é a verdadeira causa”, explicou. Segundo ela, falhas no controle de estoque podem gerar impactos em cadeia, como ruptura, excesso de compras e distorções na lucratividade.

A diretora administrativa do J. Pavani Supermercados, Flavia Borges, reforçou que, embora a tecnologia seja fundamental, o fator humano ainda é determinante. “A quebra está muito na mão das pessoas, nos processos e em como isso está sendo gerido pela liderança. Uma ferramenta na mão de pessoas não treinadas não resolve muita coisa”, afirmou.

No campo da prevenção de perdas, o head do Tenda Atacado, Osmar Chamelette, destacou a evolução pós-pandemia, mas alertou para o crescimento da perda desconhecida. “A gente percebe que a perda operacional conhecida está sob controle das lojas, mas a perda desconhecida ainda exige muita atenção”, disse. Ele também ressaltou o uso de tecnologia e centralização de monitoramento como estratégias para reduzir fraudes internas e externas.

Sobre inventários, Lilia destacou que não existe um modelo único, e que cada empresa deve desenvolver sua própria metodologia. “A empresa precisa encontrar o melhor método. O resultado melhora à medida que aprendemos mais sobre nossos processos e produtos”, afirmou, citando o uso de sistemas híbridos e controle detalhado de categorias como carnes, frutas e hortifrúti.

Outro ponto debatido foi a importância da agregação de valor para reduzir desperdícios, especialmente em FLV (frutas, legumes e verduras). A adoção de coprodutos, como itens higienizados e prontos para consumo, tem contribuído não apenas para diminuir perdas, mas também para gerar receita adicional e melhorar margens.

O painel evidenciou que, apesar dos avanços, a eficiência operacional no varejo supermercadista ainda depende de uma combinação equilibrada entre tecnologia, processos bem estruturados e, principalmente, gestão de pessoas. A evolução dos indicadores mostra que o caminho está sendo trilhado, mas o desafio de reduzir perdas e aumentar a produtividade permanece no centro das estratégias do setor.

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Transição e eficiência: o grande desafio do varejo frente à reforma tributária

De Redação SuperHiper 29 de abril de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de siglas ou alíquotas; é uma reestruturação profunda do modelo de negócios do varejo brasileiro. Durante painel “Gestão do Risco Fiscal na Transição Tributária”, realizado no dia 28 de abril no Smart Market ABRAS 2026, em São Paulo, lideranças do setor discutiram como a transição — prevista para ocorrer entre 2027 e 2032 — exigirá um esforço hercúleo das empresas para gerir dois sistemas tributários simultâneos sem perder a margem no caixa.

Alessandro Marceddu, Diretor Jurídico do Grupo Koch, e moderador do debate, enfatizou que a reforma deve ser encarada com pragmatismo e humildade técnica. Para ele, o tema não pode ficar restrito a planilhas isoladas.

“A reforma não vem mudar só o imposto. No Grupo Koch, buscamos esgotar o assunto, trocando informações com muita humildade para tentar crescer. É um caminho que será bem-vindo”, afirmou Marceddu.

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Desafio da convivência de sistemas

Um dos pontos mais sensíveis é o custo de conformidade. Nelcina Tropardi, VP de Legal, ESG & Corporate Affairs do Grupo Carrefour, destacou que o varejo já gasta, em média, quatro meses e meio por ano apenas para cumprir obrigações tributárias vigentes. A chegada da lógica de débitos e créditos do novo sistema altera a precificação e a parametrização de notas fiscais.

“Estamos trocando o pneu com o carro a 150 km/h; essa é a sensação. No Carrefour, montamos um grupo de trabalho com todas as áreas, pois a reforma afetará a todos. Estamos mapeando cerca de 400 sistemas que precisarão de parametrização. Quem estiver mais organizado e conhecer melhor o seu negócio sobreviverá melhor”, alertou Nelcina.

A executiva também reforçou a importância do papel das associações para levar as dúvidas técnicas ao governo, já que, “o diabo mora nos detalhes” da implementação.

Gestão comercial e tecnologia

Para Jorge Domingos, Gerente Comercial e Administrativo do Grupo Bom Sabor, o setor vive um paradoxo: a necessidade de acelerar a adaptação enquanto as ferramentas governamentais ainda não estão prontas. Ele comparou o momento a “pilotar um carro de Fórmula 1 com o motor ainda em desenvolvimento”.

“O desafio é enorme e o tempo é curto. A IA é uma realidade que vai ajudar como viabilizadora, mas não resolverá os problemas sozinha. A integração das equipes é fundamental. A reforma vai mudar o produto, a margem e até a forma como negociamos com os fornecedores”, pontuou Domingos, lembrando ainda que o calendário eleitoral pode influenciar prazos e regulamentações.

Futuro da operação

Ao final, o consenso entre os painelistas foi de que a tecnologia, especialmente a Inteligência Artificial e novos KPIs de monitoramento, será o braço direito para evitar gargalos operacionais. O objetivo final é atravessar o período de transição para alcançar um sistema mais transparente e simples, focado especialmente no consumidor final, garantindo que o varejo continue saudável e competitivo.

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Retail Media e estratégia transformam a relação entre varejo e indústria

De Redação SuperHiper 29 de abril de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Na manhã desta terça-feira, 28 de abril, o Smart Market ABRAS 2026 foi palco de um debate essencial para o futuro do setor: “Retail Media e Seleção Estratégica de Fornecedores”. O painel reuniu diferentes realidades regionais para discutir como o varejo está deixando de apenas vender produtos para se tornar um poderoso canal de mídia e inteligência.

A moderadora Janaina Morais Bortone, Gerente Executiva de Marketing do Grupo Nordestão, abriu o debate citando dados da ABRAS que revelam um cenário de transição: apenas 52% dos varejistas presentes possuem uma área de Retail Media estruturada. “Estamos trazendo nossas realidades do Sudeste e do Nordeste para mostrar que, embora o nome seja moderno, o foco sempre foi rentabilidade para fornecedor e varejista”, afirma Bortone. Na sequência, a executiva cita um outro dado interessante: “o varejista consegue alcançar de 2% a 5% de rentabilidade em relação a arrecadação incremental dentro do Trade”.

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Diferenciação estratégica

Para Bruno Rodrigues, Gerente Geral de Inteligência Comercial e Trade Marketing do Grupo Supernosso, a maturidade é a chave. Com 14 anos de experiência em Trade, a rede criou uma Unidade de Negócios (BU) específica para o Retail Media. “Entendemos que há um grande potencial de investimento da indústria, mas o Retail Media não é só venda de espaço. Temos que entregar valor. A indústria só investirá se houver dados, caso contrário, será apenas mídia pela mídia”, afirmou Bruno.

Marcel Amati, Diretor Comercial da COOP, reforçou que o Retail Media permite superar o modelo transacional. “Na Coop, buscamos sair do tradicional ‘acréscimo de volume’ e troca de verba comercial. Queremos parcerias onde o investimento seja bom para a indústria, para o varejo e, principalmente, para o cliente”, explicou.

O “novo bolso” e o ROI

Um dos pontos altos foi o entendimento de que o Retail Media acessa verbas de marketing da indústria que antes iam para mídias externas (Out of Home). “Criamos um circuito de mídia em loja para que a indústria fale com o cliente no PDV, onde a chance de conversão é muito maior. É um ‘bolso novo’ focado nos resultados que a indústria quer ter”, destacou Bruno Rodrigues.

Marcel Amati complementou que o foco deve ser o crescimento da categoria: “O varejo quer o ROI e a experiência do cliente. O investimento precisa ser recorrente e resultar em venda incremental, desenvolvendo a categoria como um todo”.

O poder do CRM e da IA

A personalização via CRM foi apontada como o motor do Retail Media. Na COOP, 90% das vendas são identificadas. “Buscamos clientes inativos há mais de 60 dias com precificação dinâmica. A conversão é de 2% a 3%, e esses clientes não só voltam, como aumentam o ticket médio”, revelou Marcel.

Sobre o futuro e o uso de Inteligência Artificial — adotada por 60% dos profissionais de marketing segundo a ABRAS — os painelistas foram enfáticos. “A IA é uma realidade necessária para entender dados e conectar áreas. No Supernosso, já a usamos no abastecimento, analisando sazonalidade e clima de três anos para tomar novas decisões”, disse Bruno.

Janaina encerrou o painel com uma reflexão sobre a IA generativa e a personalização de preços em gôndola. “A pessoa que opera a IA precisa entender o core do negócio. Não é apenas apertar um botão, mas ter orientação estratégica para personalizar cada vez mais a jornada do cliente”, finalizou.

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Cesta básica com proteína e marketing digital ganham protagonismo no varejo supermercadista

De Redação SuperHiper 28 de abril de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O setor supermercadista brasileiro vive um momento de transformação que vai da ampliação do acesso à alimentação básica até a modernização das estratégias de comunicação. Durante encontro com empresários do varejo, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi, destacou a conquista histórica da inclusão de uma cesta básica nacional isenta de impostos, enquanto o empresário, influenciador digital e fisiculturista, Renato Cariani, defendeu o uso estratégico do marketing digital como alavanca de crescimento.

Segundo Galassi, a aprovação da cesta básica com isenção tributária representa um avanço estrutural para o país, especialmente pela inclusão de proteínas. “Hoje está na Constituição a cesta básica nacional de alimentos isenta de impostos. E conseguimos avançar para uma cesta ampla, que atenda toda a população, principalmente com proteína”, afirmou.

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A medida, que começa a ser implementada a partir de 2027, prevê a inclusão de itens como carne, peixe e frango sem carga tributária. Para o presidente da ABRAS, trata-se de uma conquista social relevante. “Era uma luta necessária. Não fazia sentido falar em cesta básica sem o principal macronutriente, que é a proteína”, disse.

A importância desse avanço também foi ressaltada por Renato Cariani, que relacionou o tema à saúde da população. “Infelizmente, a maioria dos brasileiros não tem acesso à alimentação saudável. É mais barato consumir produtos de alta densidade calórica do que comida de qualidade”, afirmou. Ele completou: “Uma pessoa sem acesso à proteína pode desenvolver desnutrição e perda de massa muscular. Então, essa conquista é fundamental”.

Além do impacto social, o encontro também abordou mudanças no comportamento do consumidor e nas estratégias de comunicação do varejo. Galassi chamou atenção para a necessidade de redirecionar investimentos em mídia. “Hoje, uma parcela relevante do faturamento do setor ainda vai para a mídia tradicional, mas precisamos avançar no ambiente digital”, afirmou.

Nesse contexto, Cariani destacou que o marketing digital oferece vantagens competitivas importantes, principalmente pela capacidade de mensuração de resultados. “Diferente da mídia tradicional, no digital você sabe exatamente quanto investiu e quanto retornou. É possível medir cliques, vendas e engajamento com precisão”, explicou.

O influenciador também defendeu o uso de microinfluenciadores como estratégia eficiente para o varejo local. Segundo ele, esses perfis têm maior proximidade com o público e podem gerar mais conversão. “Às vezes, o influenciador do bairro tem mais impacto do que uma grande celebridade, porque ele fala diretamente com o público que você quer atingir”, disse.

Cariani ainda ressaltou a importância de construir comunidades em torno das marcas. “Quando o cliente se sente parte de uma comunidade e tem uma experiência positiva, o preço deixa de ser o principal fator de decisão”, afirmou.

Para os supermercadistas, a combinação entre políticas públicas que ampliam o acesso à alimentação e estratégias digitais mais eficientes tende a redefinir o futuro do setor. A avaliação geral é de que tanto a agenda institucional quanto a inovação em marketing serão determinantes para o crescimento sustentável do varejo alimentar no Brasil.

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Hackathon Jovens Supermercadistas ABRAS 2026: confira os vencedores

De Redação SuperHiper 28 de abril de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Hackathon Jovens Supermercadistas ABRAS 2026 consolidou-se como um dos grandes destaques do Smart Market ABRAS 2026. O evento, que promove a troca de conhecimento e o estímulo à inovação, reforça o compromisso da ABRAS com a formação de novas lideranças e a modernização do setor.

A iniciativa foi coordenada pelo vice-presidente-executivo comercial da ABRAS, Rodrigo Segurado, e pela assessora de Relações Governamentais e Comunicação, Marcela Barros, com patrocínio da MegaMídia Group e da Nextop.

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Quem ganhou?

Os projetos vencedores foram anunciados no dia 28 de abril, após uma intensa maratona de criação e pitches. Confira as equipes premiadas por categoria:

1. Desafio Escala 5×2

  • Vencedores: Adenilton Tranquilo Correia, Caio Pinho Mainhol, João Otávio Lima e Victor Hugo Gomes Leal.

2. Desafio Retail Media

  • Vencedores: Gabriele Vieceli Salvetti, Juliana Cardoso Sepulveda, Lorena Filho Calvi e Rodolfo Monte de Oliveira.

3. Desafio Furtos de Mercadorias

  • Vencedores: Leonardo Dall Accua, Luiz Gustavo Nunes e Rafael de Melo Assis.

O formato da maratona de inovação

A iniciativa reuniu 28 jovens profissionais, com idades entre 18 e 42 anos, todos atuantes em empresas do setor supermercadista. Divididos em sete grupos, os participantes enfrentaram uma verdadeira maratona de inovação, com foco na criação de projetos que contribuam para a evolução do autosserviço, envolvendo tecnologia, modelos operacionais ou melhorias na experiência do cliente.

Mentoria especializada

Durante o período de 8 a 26 de abril, os grupos tiveram com a mentoria especializada de grandes nomes do setor a fim de encontrar soluções para dores latentes do mercado varejista atual. Confira os temas centrais e respectivos mentores:

  • Desafio escala 5X2: proposta de equações eficientes para a alocação de profissionais, equilibrando o nível de serviço e os custos operacionais dentro de uma jornada de 44 horas semanais.

Mentores: a diretora de Gestão e de Pessoas do Jaú Serve, Valdinéia Tesser; e a diretora de Recursos Humanos do Savegnago Supermercados, Jaciani Rizziolli.

  • Desafio retail media: criação de novos fluxos de receita e incremento de lucro por meio do uso estratégico de mídia no varejo.

Mentores: o head de Trade Marketing, Retail Media e Visual Merchandising do Assaí Atacadista, Jonatas Calábria; o coordenador de Retail Media do Hortifruti e Natural da Terra, Bruno da Silva Ferreira; o gerente de Retail Media do Pão de Açúcar, Danilo Cordeiro; e o vice-presidente comercial e operações da MegaMidia, Gilmario Cavalcante.

Desafio furtos de mercadorias: desenvolvimento de estratégias para coibir a atuação de gangues especializadas e reduzir perdas por criminalidade nas lojas.

Mentores: a gerente regional de Operações do Spani Atacadista/ Grupo Zaragoza, Ana Paula Vale; a diretora administrativa do JPavani, Flavia Pavani; a subgerente de Prevenção de Perdas do Sonda Supermercados, Monica Reimberg; e o CEO da Nextop, Juliano Camargo.

Imersão no setor

Além da maratona de criação, o cronograma incluiu visitas técnicas na segunda-feira (27), onde os participantes puderam conhecer as operações das redes Assaí e Barbosa Supermercados.
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Empresários defendem segurança, equilíbrio regulatório e diálogo para impulsionar o varejo

De Redação SuperHiper 28 de abril de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi, reuniu importantes lideranças empresariais para discutir os principais desafios e oportunidades do varejo brasileiro, em um cenário marcado por insegurança, pressão regulatória e transformações digitais. O encontro realizado no Smart Market 2026 destacou a necessidade de medidas estruturais que equilibrem o ambiente de negócios e garantam competitividade ao setor.

Durante o debate, o sócio e CEO do iFood, Diego Barreto, ressaltou o papel das plataformas digitais na geração de renda e flexibilidade para trabalhadores, defendendo avanços na regulamentação que assegurem condições dignas sem comprometer o modelo de negócios. “Não faz nenhum sentido uma empresa crescer e a gente não prover dignidade para quem está no centro do trabalho. Temos que garantir pagamento justo, seguro, previdência e até alimentação, mas com uma lógica proporcional à realidade do trabalho”, afirmou.

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Barreto também enfatizou que o diálogo é essencial para evitar conflitos entre plataformas e parceiros comerciais. “É impossível propor algo muito diferente sem gerar atrito. O progresso traz ruído, mas a beleza está em evoluir por meio do diálogo”, disse, ao comentar a integração crescente entre supermercados e aplicativos de entrega.

Já o dono da Havan, Luciano Hang, fez duras críticas ao ambiente de negócios no Brasil, com foco na segurança pública e no excesso de burocracia. Segundo ele, a criminalidade impacta diretamente a operação das empresas. “Todos os dias nossas lojas são alvo de furtos ou arrombamentos. A única forma de combater isso hoje tem sido a exposição, porque infelizmente o criminoso não teme mais a punição”, declarou.

Hang também alertou para o impacto de propostas legislativas que podem elevar custos ao varejo, como mudanças nas regras de segurança privada. “É inaceitável impor mais custos a um setor que já trabalha com margens apertadas. Precisamos de leis que ajudem quem produz, e não que dificultem ainda mais”, criticou.

Ao longo da discussão, João Galassi destacou a importância de construir soluções conjuntas entre setor privado e poder público, especialmente em temas como regulamentação do trabalho em plataformas e combate a perdas no varejo. Ele defendeu iniciativas que tragam mais equilíbrio às relações trabalhistas e maior proteção às empresas e consumidores.

O debate também abordou a necessidade de aprimorar políticas públicas para reduzir a informalidade e garantir concorrência justa, além de incentivar inovação no setor supermercadista. Para os participantes, o Brasil tem potencial para avançar, desde que haja um ambiente mais favorável ao empreendedorismo.

Apesar dos desafios, os líderes demonstraram otimismo com o futuro, reforçando que o país conta com uma base empresarial resiliente e disposta a investir. A convergência entre tecnologia, eficiência operacional e políticas adequadas foi apontada como caminho para o crescimento sustentável do varejo.

Ao final, ficou evidente que o fortalecimento do setor passa por uma agenda comum: mais segurança, menos burocracia e regulação equilibrada — pilares considerados essenciais para impulsionar o desenvolvimento econômico e melhorar a experiência de consumo no país.

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RAMA 20 anos: conheça os vencedores do prêmio do programa da ABRAS em 2026

De Redação SuperHiper 28 de abril de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Smart Market ABRAS 2026 foi marcado pela entrega do nono Prêmio RAMA – Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos – da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).
Tradicionalmente, a premiação reconhece varejistas e produtores que são destaques em atuar em conformidade às normas e aos protocolos envolvendo resíduos de agrotóxicos, a fim de garantir a segurança dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Porém, no ano em que o RAMA completa duas décadas, a premiação ganhou novidades: a inclusão das categorias “Reconhecimento 20 anos” e “Engajamento RAMA”.

“É um momento de muita alegria para nós reconhecer esse trabalho fundamental voltado a levar alimentos seguros para a mesa dos consumidores brasileiros”, comemorou o vice-presidente de Relações Institucionais e Administrativo da ABRAS, Marcio Milan, durante a entrega do prêmio RAMA 2026.

Confira, a seguir, a lista de categorias e os premiados:

Categoria: Prêmio Varejo

  • Atakarejo
  • Favorito Supermercados
  • Grupo Amigão
  • Grupo Carrefour
  • Grupo Vanguarda

Categoria: Prêmio Fornecedores

  • Agrícola Famosa
  • Bananas Corrêa
  • La Vita
  • Mallmann
  • Raiar Orgânicos

Categoria: Reconhecimento 20 anos

  • Angeloni
  • Assurn
  • Alessandra Namur Ferreira, coordenadora de Amostragem do Programa PARA/ Anvisa
  • Eduarda Souza, coordenadora de Monitoramento e Alimento Seguro da Paripassu

Categoria: Engajamento RAMA

  • Aldemir Noal, executivo do Hippo
  • Daiane Futema, coordenadora de Qualidade Alimentar do Carrefour
  • Gledciani Teodoro, coordenadora de Nutrição e Rastreabilidade de Produtos Vegetais in natura no Grupo Giassi

O Prêmio RAMA 2026 fez parte da programação do Smart Market 2026, realizado em São Paulo, nos dias 27 e 28 de abril, no Pro Magno Centro de Eventos.

Fique por dentro de todos os destaques do Smart Market ABRAS 2026 acompanhando os canais de comunicação de SuperHiper. E a cobertura completa do evento na edição de maio da revista.

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Balanço RAMA: conformidade chega a 83%, o melhor nível em 20 anos

De Redação SuperHiper 28 de abril de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Conformidade em alta é igual a alimento mais seguro. O nível de conformidade do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos – da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) – atingiu 83% em 2025. Trata-se do melhor nível em 20 anos, desde que a iniciativa surgiu em 2006.

O balanço do RAMA, que chega a sua 11ª edição, integrou a programação do Smart Market ABRAS 2026. O programa completa duas décadas de avanços e conquistas. O projeto 100% voluntário envolve toda a cadeia de abastecimento e tem a parceria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das redes de varejo.
Seus pilares são cinco: rastreamento colaborativo, cobertura coletiva, monitoramento de defensivos agrícolas e política de correção, bem como treinamento e capacitação.

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Destaques do Balanço RAMA em 2026:

  • Segurança alimentar: o índice de conformidade atingiu 83%, e a segurança da saúde do consumidor registrou o patamar de 99,53% (Potencial Risco Agudo)
  • Rastreabilidade: em 2025, o número de amostras coletadas pelo RAMA foi de 2.565. O volume total rastreado alcançou 3,03 milhões de toneladas.

Os cinco itens de maior volume rastreados:

  • Batata: 373 mil toneladas
  • Cebola: 311 mil toneladas
  • Banana: 286 mil toneladas
  • Tomate: 236 mil toneladas
  • Laranja: 220 mil toneladas

Conformidade nas análises de monitoramento por estado

  • Piauí = 100%
  • Goiás = 92,4%
  • Paraná = 87,6%
  • Sergipe= 86,8%
  • Espírito Santo = 86,4%
  • Paraíba = 85,7%
  • São Paulo = 84%
  • Rio Grande do Norte = 83,8%
  • Bahia = 83,2%
  • Rio Grande do Sul = 83%
  • Rio de Janeiro = 81,5%
  • Santa Catarina = 81,3%
  • Ceará = 80,4%

Gestão de riscos no varejo

O RAMA é essencial para a proteção dos supermercados contra três grandes tipos de riscos:

  • Reputacional: 73% dos consumidores abandonam uma marca após uma crise alimentar; a recuperação de market share após um escândalo leva, em média, 18 meses.
  • Financeiro: um recall de grande porte no Brasil pode custar entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões.
  • Jurídico: como o supermercado é o último elo antes do consumidor, a marca do varejista é a mais exposta em casos de ocorrências na cadeia produtiva.

O futuro da rastreabilidade

Durante o painel, o vice-presidente de Relações Institucionais e Administrativo da ABRAS, Marcio Milan (ABRAS) celebrou os 20 anos do programa. “Isso consolida um trabalho contínuo em prol da qualidade, da segurança e da transparência no varejo alimentar”.

O diretor de Relacionamento e Sucesso do Cliente da Paripassu, Fernando Merlin, chamou a atenção para o fortalecimento do varejo alimentar como canal de abastecimento para itens de FLVO: frutas, legumes, verduras e ovos. “E nesse movimento, a segurança alimentar ganha ainda mais destaque.”

A coordenadora de Monitoramento e Alimento Seguro da Paripassu, Eduarda Souza, chamou a atenção para a participação de vários elos da cadeia de abastecimento e para o “efeito cascata” que o monitoramento e a rastreabilidade dos alimentos feitos pelo RAMA. “Como frutos temos os avanços em conformidade, as boas práticas e as políticas de correção.”

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28 de abril de 2026 0 Comentários
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ABRASEventos

Profissionais do Ano ABRAS 2026: conheça a lista completa dos vencedores

De Redação SuperHiper 28 de abril de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Smart Market ABRAS, que chega à quinta edição em 2026, também tem um momento dedicado a reconhecer os profissionais do varejo alimentar que se destacam pelo seu trabalho e dedicação ao setor. Esses executivos são os responsáveis por fazer todas as engrenagens das empresas supermercadistas funcionarem diariamente para receber os consumidores de todo País, que passam pelas inúmeras lojas espalhadas por todo o Brasil.

Nesta edição, foram mais de 13 mil votos para os concorrentes, um recorde de participações. Em cada comunidade foram premiados um (a) diretor (a) e um (a) gerente e os presidentes (CEOs) de pequena, média e grande empresa. Conheça os ganhadores das dez categorias.

CEO

CEO empresa listada de 1ª até a 50ª posição do Ranking ABRAS 2025: Sérgio Bezerra – Uniforça Distribuidora de Alimentos Ltda
CEO empresa entre 51ª e 101ª posição do Ranking ABRAS 2025: Silvio Alves – X Supermercados
CEO empresa a partir da 101ª posição do Ranking ABRAS 2025: Clemente Bahniuk – Grupo Bahniuk

COMERCIAL

DIRETOR: Gilvan Mikelyson – Rede Mais Supermercados
GERENTE: Jorge Domingos – CRS Mercado Ltda

EFICIÊNCIA OPERACIONAL

DIRETOR: Karina Bandeira – St Marche
GERENTE: Douglas Andrade – Reimberg Supermercados

EXPANSÃO, OBRAS E ENGENHARIA

DIRETOR: Silvio Lucas – X Supermercados
GERENTE: Bruno Matos – COOP Cooperativa de Consumo

FINANCEIRO

DIRETOR: Tatiana Ohara – Comercial Tateno Delihouse Ltda
GERENTE: Kalina Bezerra Umbelino – Rede Mais Supermercados

JURÍDICO

DIRETOR: Bruna Federsoni – Supermercado Federzoni Ltda
GERENTE: Erika Cidral – D’avó Supermercados

MARKETING

DIRETOR: Gabriele Salvetti – Vieceli Salvetti e Cia. Ltda
GERENTE: Bárbara Fonseca – Queiroz Atacadão

OPERAÇÕES

DIRETOR: Diego Yamasaki – Supermercado Estrela de Regente Feijó Ltda
GERENTE: Kilton Silva – Supermercado Nordestão Ltda

PESSOAS

DIRETOR: Ana Paula Falcão – Distribuidora de Alimentos Fartura AS
GERENTE: Jady Targino de Lima – RedeMais Supermercados

SUPPLY CHAIN

DIRETOR: Celso Oliveira – Savegnago Supermercados Ltda
GERENTE: Carlos Eduardo – D’avó Supermercados

TECNOLOGIA

DIRETOR: Willian Rocha – D’avó Supermercados
GERENTE: Fabio Kruppel – Rede Mais Supermercados

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Negócios

Assaí: mais geração de caixa e market share no 1º tri

De Redação SuperHiper 28 de abril de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Assaí iniciou 2026 com resultados que confirmam a resiliência do seu modelo de negócio. Mesmo em um cenário de consumo desafiador — marcado por elevados níveis da taxa de juros e do endividamento das famílias brasileiras —, a rede de atacarejo conseguiu manter a consistência a consistência na execução.

Principais indicadores do 1º trimestre de 2026

No primeiro trimestre do ano, os números consolidados da companhia foram:

  • Faturamento: R$ 20,6 bilhões, um avanço de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025.
  • Lucro líquido recorrente (Pré-IFRS16): R$ 174 milhões, crescimento de 7% na comparação anual.
  • Margem EBITDA: estável em 5,5%.
  • Alavancagem: redução da relação dívida líquida/EBITDA para 2,52x, o menor nível desde o quarto trimestre de 2021.

O bom desempenho da rentabilidade reflete a maturação das lojas e processos de precificação mais eficientes. Segundo a empresa, esses fatores compensaram a menor diluição das despesas em um momento de crescimento mais moderado do setor. Além disso, a companhia reportou uma forte geração de caixa livre, somando R$ 2,2 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses.

Destaques estratégicos

O Assaí avançou em pilares estratégicos que visam a sustentabilidade do crescimento a longo prazo:

  • Assaí Digital: mantém trajetória de expansão, com as vendas no formato “last mile” mais que dobrando no período.
  • Marca própria: a rede oficializou a estreia no segmento de “private label” com o lançamento dos primeiros produtos.
  • Expansão: inauguração da primeira unidade do ano, localizada em São José dos Campos (SP).
  • Farma: anúncio estratégico da entrada no setor de farmácias, com início das operações previsto para julho.

A visão da liderança sobre o mercado

“Vivemos uma deflação simultânea em commodities essenciais da nossa cesta, como arroz, feijão e farinha de trigo. Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias brasileiras atingiu recordes históricos. Diante de tudo isso, manter a margem EBITDA estável é consequência de disciplina. Significa gestão eficiente de preços, maturação das lojas abertas nos últimos anos, expansão dos serviços em loja, controle rigoroso de despesas abaixo da inflação e ganho de market share”, destacou o CEO do Assaí, Belmiro Gomes.

Compromisso com ESG

O relatório do primeiro trimestre também reforçou as metas ambientais, sociais e de governança (ESG):

  • Eficiência ambiental: aumento de 48% em lojas com sistemas de compostagem.
  • Diversidade: a liderança da companhia tem agora 26,6% de mulheres.
  • Responsabilidade Social: o Instituto Assaí viabilizou a doação de mais de 1,2 milhão de refeições.
  • Reconhecimento: pelo quarto ano consecutivo, a companhia integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, sendo a única do varejo alimentar a figurar na lista.
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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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