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sexta-feira, julho 24, 2026
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Varejo

Ruptura cai para 11,5% em junho, aponta pesquisa

De Redação SuperHiper 24 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Índice de Ruptura da Neogrid, indicador que mede a falta de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, registrou 11,5% em junho de 2026 – uma queda de 0,9 ponto percentual (p.p.) em relação a maio, quando o índice foi de 12,4%. Embora o resultado indique menor indisponibilidade nas prateleiras, a melhora ocorre em um contexto de desaceleração do consumo.

Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), junho assinalou o pior desempenho do varejo desde a pandemia, com retração real de 2,8% nas vendas, evidenciando um consumidor mais cauteloso e pressionado pela perda de poder de compra. Nessa conjuntura, a redução da ruptura deve ser interpretada com cautela, já que decorre, em parte, de uma demanda mais fraca, e não necessariamente de uma melhora estrutural da cadeia de consumo.

“Somado à desaceleração do consumo, há um movimento importante de adaptação do varejo. As redes estão revisando o sortimento e recalibrando os estoques para refletir a mudança no perfil de compra do consumidor, que tem priorizado produtos de menor preço e migrado de marcas premium para alternativas mais acessíveis dentro da mesma categoria”, analisa o Chief Relationship Strategist da Neogrid, Robson Munhoz.

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Para Munhoz, as redes varejistas têm revisado seu sortimento para acompanhar a mudança no perfil de consumo, restringindo a exposição de alguns SKUs de maior valor ou diminuindo o volume desses itens, ao mesmo tempo em que reforçam a disponibilidade de produtos mais acessíveis que hoje concentram a demanda. “Esse movimento contribui para a redução da ruptura, mas não significa que os desafios da cadeia de abastecimento tenham sido superados. O cenário continua exigindo decisões cada vez mais precisas para equilibrar disponibilidade, estoque e rentabilidade”, explica.

Ruptura das categorias que mais se destacaram em junho de 2026 no Brasil:

  • Ovos de aves: de 28,4% para 27,8% (-0,6 p.p.);
  • Leite UHT: de 18,2% para 13,8% (-4,4 p.p.);
  • Arroz: de 11,1% para 11% (-0,1 p.p.).
  • Café em pó e em grãos: de 8,6% para 9,4% (+0,8 p.p.);
  • Açúcar: de 10,4% para 9,4% (-1,0 p.p.);
  • Feijão: de 9,3% para 8,3% (-1,0 p.p.);

Café

A categoria voltou a registrar aumento de indisponibilidade, passando de 8,6% em maio para 9,4% em junho e atingindo o maior nível desde o início da série histórica, em outubro de 2025. Em relação aos preços, o café em grãos permaneceu praticamente estável, variando de R$ 127,28 para R$ 127,37 por quilo, enquanto o café em pó recuou de R$ 71,03 para R$ 69,52.

“O café é um bom exemplo de como o consumidor readapta seus hábitos de compra diante da perda de poder aquisitivo. Temos notado uma migração consistente das marcas de maior valor para opções mais acessíveis que cumprem a mesma função e atendem à necessidade de consumo. Esse movimento tem levado o varejo a ajustar seu abastecimento para espelhar a nova dinâmica da demanda, privilegiando a disponibilidade dos itens com maior giro”, afirma Munhoz.

No entanto, de acordo com a análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume atípico de chuvas acumulado em junho nas principais regiões produtoras de café arábica do país comprometeu o ritmo da colheita da safra 2026/27. Além de dificultarem a secagem dos grãos, as precipitações aumentam os riscos de perdas de qualidade e favorecem o surgimento de mofo, intensificando as preocupações sobre a oferta futura. O panorama ganha ainda mais relevância diante dos estoques globais reduzidos e da expectativa do mercado internacional em relação à produção brasileira.

Variação de preço do café:

Leite UHT

Após vários meses de forte pressão no abastecimento, o leite apresentou melhora significativa em junho. A ruptura caiu para 13,8% no período, abaixo do patamar registrado em fevereiro (13,9%). Em março, o índice havia alcançado 19,1%; em abril chegou a 20,7%; e em maio permaneceu elevado, em 18,2%.

Apesar da melhora na disponibilidade, os preços continuaram avançando. O leite sem lactose subiu de R$ 7,55 para R$ 7,62 por litro; o semidesnatado evoluiu de R$ 6,26 para R$ 6,36; o desnatado foi de R$ 6,19 para R$ 6,20; e o integral saltou de R$ 6,07 para R$ 6,10.

Variação de preço do leite:

Ovos de aves

Os ovos seguiram entre as categorias com maior índice de ruptura do varejo brasileiro, embora tenham registrado leve melhora nessa listagem. A indisponibilidade caiu de 28,4% em maio para 27,8% em junho, mantendo-se entre os maiores níveis monitorados pela Neogrid.

Em relação aos preços, todas as principais embalagens ficaram mais baratas. A caixa com 30 unidades baixou de R$ 21,55 para R$ 20,77; a de 20 unidades caiu de R$ 16,23 para R$ 15,59; a de 12 unidades recuou de R$ 11,61 para R$ 11,53; e a de seis unidades passou de R$ 7,15 para R$ 7,03.

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), as exportações brasileiras de ovos voltaram a crescer em junho, impulsionadas principalmente pela demanda do Chile. O Brasil embarcou 2,59 mil toneladas da proteína no período – quantidade 19% superior à contabilizada em maio. Apesar da recuperação mensal, o volume exportado ainda permanece 60% abaixo do computado em junho de 2025.

Variação de preço dos ovos:

Arroz

A ruptura do arroz permaneceu praticamente estável, saindo de 11,1% para 11,0% e mantendo o comportamento verificado desde o início do ano. Em relação aos preços, o valor médio do arroz integral caiu de R$ 6,96 em maio para R$ 6,76 em junho por quilo; o arroz branco oscilou de R$ 4,83 para R$ 4,82; e o parboilizado recuou de R$ 4,63 para R$ 4,62 no período.

Variação de preço do arroz:

Açúcar

Após atingir o maior nível da série em maio, o açúcar voltou a registrar melhora no abastecimento, com a ruptura caindo de 10,4% para 9,4% em junho. Em relação aos preços, o açúcar mascavo cedeu de R$ 19,29 para R$ 18,90, o refinado recuou de R$ 4,22 para R$ 4,13, ao passo que o tipo cristal caiu de R$ 3,71 para R$ 3,66 por quilo.

Variação de preço do açúcar:

Feijão

O feijão também apresentou melhora no abastecimento, recuando de 9,3% em maio para 8,3% em junho e interrompendo a trajetória de alta observada no mês anterior. Na direção oposta, os preços subiram em todas as principais variedades monitoradas: o feijão vermelho passou de R$ 12,52 para R$ 12,61 no período, enquanto o carioca avançou de R$ 8,89 para R$ 9,64 e o feijão preto aumentou de R$ 6,68 para R$ 7,03.

Variação de preço do feijão:

O que é ruptura?

Ruptura é um indicador que mostra a porcentagem de itens em falta em relação ao total de itens de uma loja considerando o catálogo total de produtos. Por exemplo: se um varejo vende 10 marcas de água mineral de 500 ml e uma delas está sem estoque, a ruptura desse produto é de 10%. Calculado com base no mix de cada loja, o índice não considera o histórico de vendas e independe da demanda.

Outro exemplo de ruptura pode ser observado quando o arroz parboilizado deixa de estar disponível no estoque da loja e outros tipos, como o integral, agulhinha ou arbóreo, continuam disponíveis. Em todos os casos, o termo “estoque” considera todo o espaço físico do varejo, incluindo a gôndola e o local de armazenagem para produtos ainda não disponíveis na prateleira.

24 de julho de 2026 0 Comentários
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Varejo

Flex Atacarejo reinaugura botequim em Itatiba (SP) e aposta em experiência de consumo

De Redação SuperHiper 24 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Durante muito tempo, o supermercado esteve associado apenas ao abastecimento da casa. Hoje, no entanto, o setor acompanha uma mudança importante no comportamento do consumidor, que busca conveniência, praticidade e experiências capazes de transformar a ida às lojas em momentos de lazer e encontro.

É nesse cenário que o Flex Atacarejo, bandeira do Grupo Uni-X, reinaugura o Flex Botequim, localizado dentro da unidade de Itatiba. O espaço ganhou um novo conceito, com ambiente mais acolhedor, decoração com varal de luzes, vista privilegiada para a cidade e televisores preparados para a transmissão dos jogos da final da Copa do Mundo.

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A proposta acompanha uma tendência cada vez mais presente no varejo alimentar: ampliar a oferta de serviços e criar ambientes capazes de atender necessidades que vão além das compras do dia a dia. “Percebemos que a relação das pessoas com os supermercados mudou muito nos últimos anos. Antes, a visita era quase sempre voltada apenas para abastecer a casa. Hoje, existe um desejo maior por praticidade, mas também por experiências que façam sentido na rotina. Quando pensamos na reinauguração do espaço, nossa intenção era ir além de um ambiente para consumir produtos. Queríamos criar um local onde as pessoas pudessem desacelerar, conversar e construir memórias afetivas. Hoje, observamos que o varejo também pode ser um espaço de convivência, e acreditamos que proporcionar esses momentos aproxima ainda mais o cliente da marca e transforma a experiência de compra em algo mais prazeroso”, afirma a head de marketing do Grupo Uni-X, Doane Moda.

Além da reformulação do ambiente, o espaço passa a contar com uma parceria com a Cervejaria Campinas, marca campineira que produz cervejas artesanais há dez anos e possui rótulos premiados internacionalmente.

Ao todo, são dez estilos disponíveis nas torneiras de autosserviço para consumo imediato ao longo de todo o dia, incluindo opções tradicionais e versões alinhadas às novas demandas do mercado, como cervejas zero álcool e zero glúten. Entre os estilos oferecidos estão Pilsen, Ultra Lager sem glúten, Hop Lager, Amber Ale, Legionária Weizen, Session IPA, Forasteira IPA, Andarinha Stout, Pilsen Zero sem glúten e sem álcool, além de chopp de vinho. O espaço também disponibiliza uma geladeira com garrafas PET dos estilos Pilsen, Session IPA e Pilsen Zero, ampliando as possibilidades de consumo.

Pensado para fortalecer o conceito de ponto de encontro, o Flex Botequim apresenta ainda um novo cardápio de petiscos, servido a partir das 15h e desenvolvido para harmonizar com as cervejas disponíveis no local. “Também buscamos trazer opções que conversem com diferentes estilos de vida, porque hoje percebemos consumidores mais atentos às escolhas que fazem, inclusive quando falamos de bebidas. Por isso, além dos estilos tradicionais, incluímos alternativas sem álcool e sem glúten, permitindo que mais pessoas possam aproveitar o espaço. A ideia é que o Botequim seja acolhedor e reflita essa diversidade de hábitos que vemos crescer no dia a dia das lojas”, destaca Doane.

A iniciativa reforça um movimento observado em diferentes formatos do setor supermercadista, que têm investido em operações gastronômicas, serviços e experiências capazes de ampliar o tempo de permanência dos consumidores nas lojas e estreitar o relacionamento com o público.

24 de julho de 2026 0 Comentários
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Varejo

Indústria brasileira troca volume por valor agregado

De Redação SuperHiper 24 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Giseli Cabrini

Pé no chão. Esse tem sido o comportamento da indústria brasileira diante de um cenário macroeconômico ainda pautado por juros altos e inflação, bem como um nível elevado de endividamento das famílias. Os fabricantes continuam a inovar, mas sob uma nova lógica: com mais consciência e planejamento, o que reflete um portfólio alinhado à demanda real do consumidor final, que está mais exigente. E voltado a itens indulgentes e de maior valor agregado e proteicos, especialmente em alimentos e bebidas.

Categorias como chocolates, leites, carnes e queijos têm ganhado destaque, assim como vinhos e cervejas. É o que mostra o Índice de Diversificação de Portfólio de Produtos, desenvolvido pela GS1 Brasil.

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Além disso, o índice revela que mais indústrias passaram a diversificar seus produtos. Em contrapartida, o número de novos itens — que costumava ser o motor dos lançamentos tem perdido força.

“O primeiro semestre de 2026 demonstra que a renovação de portfólio continua sendo um importante instrumento de adaptação da indústria brasileira às transformações do mercado. Ao acompanhar simultaneamente empresas, produtos e características dos registros, o Índice GS1 Brasil de Diversificação de Portfólio de Produtos amplia a capacidade de compreender, de forma antecipada, como as estratégias empresariais começam a se materializar na economia real”, afirma a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da GS1 Brasil, Marina Pereira.

Índice GS1 Brasil: retomada de 3,4% revela lançamentos mais seletivos

Depois de recuar 3,9% em 2025, o Índice de Diversificação de Portfólio de Produtos voltou ao campo positivo no primeiro semestre de 2026, com alta de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O indicador, que acompanha mensalmente o ritmo de renovação de portfólio da indústria de transformação brasileira a partir dos registros no Cadastro Nacional de Produtos, revela um recorte inédito: a indústria não está simplesmente lançando mais itens, está sendo mais seletiva sobre o que lança.

O dado, isoladamente, poderia sugerir uma retomada de fôlego semelhante à observada entre 2021 e 2023, quando o índice chegou a crescer mais de 20% em um único semestre. Mas a composição do resultado deste ano é diferente — e é justamente essa mudança de comportamento que chama atenção de quem acompanha o setor de alimentos e bebidas.

Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da GS1 Brasil, Marina Pereira. Foto: Divulgação/GS1 Brasil

Mais empresas inovando com menor volume de produtos

O índice é formado por dois componentes complementares: Fabricantes, que mede quantas empresas estão ampliando seus portfólios, e Mercadorias, que mede a variedade de itens registrados. Entre 2021 e 2024, o crescimento do indicador foi puxado principalmente pelo componente Mercadorias — ou seja, o motor da diversificação era o volume de novos produtos cadastrados.

Neste primeiro semestre, essa lógica se inverteu. O componente Mercadorias cresceu apenas 0,6%, enquanto o componente Fabricantes avançou 5,7%. Na prática, isso significa que mais empresas passaram a diversificar seus portfólios, mas cada uma delas lançando de forma mais comedida — um sinal de que a inovação está mais disseminada entre os fabricantes, porém mais seletiva na hora de colocar o produto na rua.

Para a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da GS1 Brasil, Marina Pereira, esse é o retrato de uma indústria com “o pé no chão”. Não há, segundo ela, um movimento superotimista de lançamentos em massa, mas sim uma correlação mais direta entre atividade industrial e intenção real de lançamento. É importante lembrar que o índice mede a primeira fase do ciclo de vida do produto — a ideação e a estruturação do portfólio —, o momento em que a intenção começa a se transformar em produto, ganhando identidade e sendo formalmente cadastrado.

Essa cautela também aparece no processo de desenvolvimento. O teste de novos produtos, segundo a leitura da GS1 Brasil, deixou de acontecer predominantemente na ponta — direto no mercado — e passou a ser feito com mais intensidade dentro das áreas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) das próprias indústrias.

Alimentos e bebidas: foco em indulgência e teor proteico

Entre os 24 setores analisados pelo índice, 17 registraram crescimento no semestre. Bebidas avançou 14,7% e alimentos, 8,6% — desempenhos mais moderados que os de setores como fumo (61,6%) e químicos (27,6%), mas relevantes para o varejo alimentar, que é onde esses lançamentos de fato chegam à gôndola.

Mais do que o volume de novos registros, o que chama atenção é a leitura qualitativa feita pelo índice por meio de inteligência semântica aplicada às descrições dos produtos cadastrados. Nos setores de alimentos e bebidas, os termos mais recorrentes nos registros do primeiro semestre foram chocolate, leite, carne, queijo, pão e frango, no caso de alimentos, e vinho, cerveja, água e cachaça, entre as bebidas.

A recorrência desses termos revela uma indústria que está direcionando seus lançamentos para categorias associadas à indulgência e a produtos com maior valor proteico — e, por consequência, maior valor agregado. Ainda não aparecem entre os termos mais frequentes expressões como “zero álcool” ou “low carb”, o que sugere que essas tendências, embora presentes no debate do setor, ainda não se traduziram em volume relevante de registros de produtos. Já os sucos de frutas aparecem como destaque de avanço nos meses mais recentes do semestre, um movimento a ser observado nos próximos resultados.

No segmento de químicos, destaques para categorias de sabonete, xampu, hidratante e máscara, bem como de itens de perfumaria, por exemplo, splash e fragrância de lavanda.

Grandes empresas lideram inovação de portfólio no Brasil

O porte da empresa também faz diferença na intensidade da diversificação. As empresas de maior porte (fora as classificadas como pequenas e microempresas) lideraram o avanço, com crescimento de 11,9% no semestre — ante alta de apenas 0,8% nas pequenas empresas e recuo de 2,3% nas microempresas. O padrão sugere que ampliar e renovar portfólio de forma consistente exige capacidade de investimento em planejamento e desenvolvimento que nem todo negócio consegue sustentar.

Na leitura regional, quatro das cinco regiões do País avançaram no semestre. O Norte teve o desempenho mais expressivo (+40,7%, ainda que a partir de uma base industrial menor), seguido por Centro-Oeste (+6,1%), Sudeste (+4,7%) e Sul (+2,1%). O Nordeste foi a única região em queda, com recuo de 5,7% — um resultado que, segundo a GS1 Brasil, tende a refletir a vocação do próprio parque fabril da região, com menos fabricantes registrando novas mercadorias no período.

Perspectivas para o 2º semestre: sazonalidade, economia global e eleições

Historicamente, o índice segue um padrão sazonal: retomada no primeiro trimestre, consolidação no segundo, maior intensidade no terceiro e desaceleração no quarto — período em que a indústria tende a concentrar esforços na execução comercial de datas como Black Friday e Natal, e não no lançamento de novos itens. Com base nesse ciclo, a expectativa é de que o índice ganhe força no terceiro trimestre de 2026.

Esse movimento, porém, deve ser observado à luz de um contexto externo mais instável do que o habitual. O primeiro semestre de 2026 combinou a realização da Copa do Mundo FIFA 2026, a entrada em vigor, em maio, do acordo entre o Brasil e a União Europeia (UE), que abre caminho para exportação mesmo em meio à influência de tarifas. Na direção oposta, um pacote de tarifas que voltou a fechar portas entre blocos econômicos.

Some-se a isso a questão das guerras no cenário internacional pressionando diretamente o preço do petróleo e fomentando mais instabilidade de mercado, fatores que tendem a se refletir diretamente na atividade industrial e, por consequência, no próprio índice de diversificação.

Para a indústria, o resultado é um crescimento mais conservador, de empresários atentos a onde estão as oportunidades e a como se adaptar a elas — inclusive no ano em que o calendário eleitoral de 2026 é apenas mais um entre os fatores que podem, ou não, aquecer o mercado no segundo semestre.

O que é o Índice de Diversificação de Portfólio de Produtos da GS1 Brasil?

O indicador é uma ferramenta mensal desenvolvida pela GS1 Brasil a partir do Cadastro Nacional de Produtos, base com mais de 90 milhões de itens cadastrados por empresas no país. Diferente de pesquisas de intenção, o índice mede execuções reais de registro de produtos, o que permite antecipar tendências de lançamento antes mesmo de o item chegar ao mercado.

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Varejo

Grupo Coutinho aumenta sua participação no Extrafruti

De Redação SuperHiper 24 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Grupo Coutinho, dono de redes como Extrabom, Atacado Vem e Extraplus, vai elevar sua participação de 13,5% para 18,5% no Extrafruti, distribuidora capixaba de FLV, flores e plantas.

O movimento ocorre após a Americanas vender sua participação de 10% do Extrafruti, deixando de integrar o quadro societário da distribuidora. Esse percentual então foi dividido entre as controladoras da empresa: o L2NCM, holding do Grupo Coutinho, e o EFP (Extrafruti Participações) que vai elevar sua fatia de 76,5% para 81,5%.

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A participação da Americanas na Extrafruti teve origem em 2021, quando a varejista adquiriu a Hortigil Hortifruti, proprietária das bandeiras Hortifruti e Natural da Terra, em uma operação de R$ 2,1 bilhões.

Na época, a Hortigil já detinha 10% da distribuidora. Após a incorporação da empresa pela Americanas, em setembro de 2022, essa participação passou a integrar o balanço da varejista.

No balanço financeiro divulgado em dezembro de 2025, a Americanas registrava o investimento na Extrafruti em R$ 12 milhões. No ano passado, a distribuidora encerrou o exercício com patrimônio líquido de R$ 44 milhões e lucro de R$ 21 milhões.

A operação está sujeita a aprovação do Cade, e representa mais um movimento da Americanas para desmontar os investimentos realizados no segmento de alimentos frescos antes do processo de recuperação judicial.

Fonte: Aspb

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Indústria

Risqué lança coleção em parceria com KitKat

De Redação SuperHiper 24 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Risqué acaba de anunciar uma collab inédita com KitKat, marca do grupo Nestlé. A coleção une o universo da beleza ao de KitKat em nove esmaltes inspirados na marca e nas principais tendências de cores para 2026. Cada esmalte combina uma cor exclusiva com um cheirinho de chocolate que é revelado após a secagem, proporcionando uma experiência sensorial única.

Alinhada às principais tendências globais de consumo, a coleção reflete o crescimento da busca por experiências multissensoriais, pelo universo gourmand na beleza e por pequenos momentos de prazer e bem-estar no dia a dia. A parceria traduz esse movimento ao unir o conceito icônico de “break” de KitKat ao ritual de esmaltar as unhas, transformando um momento de autocuidado em uma experiência que vai além da cor.

A novidade celebra o encontro entre Risqué e KitKat com quatro esmaltes metálicos, quatro cremosos e um de efeito especial, desenvolvidos em uma paleta que une o DNA das duas marcas em cores modernas, marcantes e cheias de personalidade.

Os metálicos são: KitKat Mania, um vermelho inspirado na embalagem icônica do chocolate; Choco Cósmico, um marrom escuro com brilho dourado; Meu Wafervorito, um amarelo manteiga luminoso que remete ao wafer de KitKat; e O Break Perfeito Existe, um lilás sofisticado. Entre os cremosos, estão: Vem Kit Kero, um marrom inspirado no tom do chocolate ao leite; Amor à Primeira Mordida, um rosa vibrante; Crocante na Medida, um verde contemporâneo; e Só Mais um Pedacinho, um tom de caramelo. A coleção ainda conta com Eu Mereço Esse Glow, um esmalte de efeito azul perfeito para criar misturinhas e adicionar um toque de brilho e modernidade às unhas.

Cheirinho de chocolate

O diferencial da coleção está na tecnologia incorporada à fórmula, que revela um cheirinho de chocolate após a secagem das unhas. O desenvolvimento contou com a parceria de uma casa de fragrâncias e foi baseado em estudos olfativos de chocolate, de modo que não interfira na experiência de uso do esmalte.

Desenvolvida ao longo de cerca de 18 meses, a coleção envolveu um processo de cocriação entre Risqué e KitKat, com pesquisas de tendências, desenvolvimento de fórmulas e testes técnicos e sensoriais para garantir alta performance e uma experiência diferenciada aos consumidores.

Mais do que uma colaboração entre duas grandes marcas, o lançamento representa um avanço na forma como produtos de beleza podem despertar emoções. Para validar cientificamente a parceria, a Coty realizou uma pesquisa neurocientífica realizada com consumidores para investigar o impacto emocional e sensorial da coleção.

O objetivo foi comprovar como a combinação entre estímulos visuais, táteis e olfativos influencia a experiência dos consumidores, estabelecendo uma conexão entre o uso do esmalte e sensações de prazer e satisfação normalmente associadas ao consumo de chocolate.

Os resultados demonstraram que a experiência de aplicar os esmaltes da coleção e sentir o cheirinho de chocolate nas unhas ativa centros de recompensa do cérebro de maneira semelhante à degustação. Além disso, o estudo revelou que 76,5% dos participantes concordaram que, após a esmaltação, as unhas “dão água na boca”, reforçando o potencial da coleção de transformar esse momento em uma experiência sensorial que vai além da cor. Ainda assim, é importante destacar que os esmaltes são cosméticos e não são comestíveis.

“No desenvolvimento desta coleção, nosso objetivo foi ir além para criar um produto que proporcionasse uma experiência sensorial diferenciada para os consumidores. Cada etapa foi cuidadosamente conduzida para traduzir a essência de KitKat em uma coleção que despertasse emoções por meio do cheirinho de chocolate, sem abrir mão da qualidade e da inovação que fazem parte de Risqué. Desde a construção da paleta de cores até a tecnologia responsável pelo cheirinho após a secagem, buscamos refletir a identidade das duas marcas e transformar o ritual de esmaltação em um momento ainda mais prazeroso”, afirma a vice-presidente de marketing Coty Brasil, Regiane Bueno.

“Nosso objetivo com essa collab é ir além do óbvio e criar um ponto de contato emocional e sensorial com nossos consumidores em todos os momentos. KitKat é sobre o break, e a beleza também é esse momento de pausa, cuidado e expressão pessoal. Unimos a força de duas marcas icônicas em uma campanha 360° que integra o digital, um time de influenciadores que dita tendências e experiências reais na cidade e em festivais, garantindo que o público viva o conceito da marca em várias dimensões”, afirma a head de marketing de KitKat na Nestlé Brasil, Nathaly Glashan.

Como todo o portfólio de Risqué, a coleção oferece longa duração, secagem rápida e alto brilho, além de ser cruelty-free e hipoalergênica. A coleção é uma edição limitada e estará disponível a partir de 3 de agosto nas principais redes de farmácias, perfumarias e supermercados de todo o Brasil, além da Loja Coty.

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Varejo

“Queremos antecipar as expectativas do consumidor”, afirma CEO da Rede Plus sobre plano de modernização

De Redação SuperHiper 24 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Edevaldo Figueiredo

A Rede Plus está acelerando um amplo processo de remodelação de suas lojas com foco em oferecer uma experiência de compra mais moderna, eficiente e alinhada ao novo perfil do consumidor. Segundo a CEO da empresa, Jocy Astolphi, o projeto envolve desde a renovação da estrutura física das unidades até investimentos em tecnologia, automação e qualificação das equipes, preparando a operação para um crescimento sustentável.

As mudanças incluem a modernização das fachadas, reformulação do layout interno, ampliação das áreas de perecíveis, renovação da comunicação visual e adoção de soluções tecnológicas voltadas à eficiência operacional e à melhoria da jornada de compra. A estratégia também contempla o fortalecimento da integração entre as lojas físicas e os canais digitais, com avanços no e-commerce, no uso de CRM e no relacionamento com os clientes.

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A iniciativa faz parte de um planejamento de longo prazo da companhia. Até o momento, cinco lojas já foram reformadas e outras duas passam por obras. Paralelamente, a Rede Plus prepara sua entrada no segmento farmacêutico, com a inauguração da primeira farmácia integrada a um supermercado prevista para agosto, modelo que poderá ser expandido conforme os resultados obtidos nas primeiras operações.

Confira abaixo a entrevista completa e exclusiva da CEO da Rede Plus, Jocy Astolphi, à SuperHiper:

Quais foram os principais fatores que motivaram a decisão de remodelar e modernizar as lojas da rede, e quais objetivos a empresa pretende alcançar com esse investimento?
Entendemos que não é mais possível pensar no crescimento do varejo sem investir em conforto, inovação e modernização. O consumidor de hoje busca uma experiência de compra cada vez mais prática, agradável e eficiente, e nosso compromisso é acompanhar essa evolução.

Em relação aos colaboradores, as áreas internas de lojas mais antigas são os maiores desafios para modernizar.

Além disso, todas as nossas operações passaram a funcionar 24 horas por dia, o que exigiu uma revisão completa da estrutura física das lojas, dos fluxos operacionais e da experiência oferecida aos clientes. Nosso objetivo é proporcionar ambientes mais modernos, confortáveis e acolhedores, com melhor organização, tecnologia, iluminação, comunicação visual e serviços que tornem a jornada de compra mais agradável.

Esse investimento também visa aumentar a eficiência operacional, melhorar as condições de trabalho das equipes, fortalecer a competitividade da Rede Plus e preparar a empresa para um novo ciclo de crescimento sustentável, sempre colocando o cliente no centro das nossas decisões.

Quais são as principais mudanças implementadas nas unidades, tanto em relação ao layout e à experiência de compra quanto à incorporação de novas tecnologias e serviços?
As mudanças contemplam uma transformação completa das lojas, começando pela modernização das fachadas, que passam a refletir a nova identidade da Rede Plus. Internamente, renovamos toda a comunicação visual, tornando a navegação mais intuitiva e facilitando a localização dos produtos pelos clientes.

Também ampliamos significativamente as áreas de perecíveis, com destaque para hortifrúti, açougue, padaria, frios e gastronomia. Nossa proposta é oferecer produtos mais frescos, maior variedade e uma experiência de compra diferenciada, reforçando categorias que geram conveniência e valor para o consumidor.

Além disso, modernizamos o layout das lojas, substituímos gondolas e equipamentos por modelos mais atuais e funcionais, melhorando a circulação, a exposição dos produtos e o conforto durante a compra.

Na frente tecnológica, estamos incorporando soluções que tornam a operação mais eficiente e a experiência do cliente mais prática, apoiando uma gestão cada vez mais orientada por dados, produtividade e excelência operacional. O objetivo é unir um ambiente moderno, processos mais eficientes e um atendimento de alta qualidade, consolidando a Rede Plus como uma referência em conveniência, inovação e experiência de compra.

Como esse processo de reestruturação contribui para atender às novas demandas e ao comportamento do consumidor, que está cada vez mais exigente e omnicanal?
A reestruturação integra a experiência das lojas físicas aos canais digitais. Estamos aprimorando o e-commerce, ampliando o uso do CRM e fortalecendo o relacionamento com os clientes. Esse trabalho também se reflete no atendimento, com a Rede Plus ocupando a segunda colocação nacional do segmento no Reclame Aqui.

Mais do que acompanhar tendências, queremos antecipar as expectativas do consumidor. Nosso objetivo é oferecer uma experiência completa, integrada e consistente em todos os pontos de contato com a marca, unindo lojas modernas, atendimento de excelência, tecnologia, relacionamento e conveniência para fortalecer a fidelização dos nossos clientes e sustentar o crescimento
da Rede Plus.

Sabemos o quão difícil é melhorar em um ambiente de margens pressionadas e baixo lucro, então estamos construindo esse caminho com calma.

Primeira unidade da Rede Plus Drogaria que será inaugurada em agosto de 2026. Foto: Divulgação

Além da modernização do ambiente físico, quais investimentos estão sendo realizados em áreas como eficiência operacional, sustentabilidade, automação e qualificação das equipes?
Também estamos investindo em tecnologia e segurança para tornar a operação mais eficiente. Contratamos desenvolvedores para aprimorar nossos sistemas, ampliar o uso de inteligência artificial e automatizar processos. Além disso, estamos reforçando a infraestrutura com antenas, câmeras inteligentes e sistemas de CFTV com monitoramento, contribuindo para a prevenção de fraudes, melhoria dos processos e maior segurança nas lojas. Paralelamente, seguimos investindo na capacitação das equipes para que acompanhem essa evolução tecnológica. Iniciamos o projeto de doação de alimentos para evitar desperdício.

A remodelação faz parte de um plano mais amplo de crescimento da rede? Há previsão de expandir esse modelo para outras unidades ou de acelerar a abertura de novas lojas nos próximos anos?
Sim. A modernização faz parte do nosso planejamento de longo prazo e será levada gradualmente para as demais unidades. Já reformamos cinco lojas, duas estão em processo de reforma. Temos a intenção de continuar crescendo, tanto no canal super e agora também no Farma, mas com responsabilidade e cautela. O varejo supermercadista exige decisões bem planejadas e uma execução consistente. Por isso, nosso foco é consolidar cada etapa, fortalecer a operação e expandir de forma sustentável, sempre priorizando a qualidade da experiência oferecida aos nossos clientes.

O que levou a empresa a entrar no segmento farmacêutico?
Identificamos uma oportunidade de ampliar nossa atuação com um investimento otimizado, aproveitando os espaços já existentes em nossas lojas. Além de diversificar o negócio, buscamos oferecer mais conveniência aos clientes, permitindo que encontrem produtos de supermercado e farmácia em um único local.

As farmácias serão instaladas dentro dos atuais supermercados da rede Plus? Como está sendo desenvolvido isso e quantas unidades vocês pretendem abrir?
Sim. As farmácias serão implantadas dentro das lojas da Rede Plus. A primeira unidade será inaugurada em agosto e servirá como modelo para avaliarmos os resultados. A intenção é expandir o projeto para as lojas de maior porte, mas ainda não há um número definido de unidades, pois esse crescimento dependerá do desempenho das primeiras operações.

24 de julho de 2026 0 Comentários
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Indústria

Icekiss inspira moda de alto padrão na estreia da Maldito no Brasil

De Redação SuperHiper 24 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Com uma história marcada por sabor, relacionamento e conexões que atravessam gerações, a Icekiss leva sua identidade ao universo da moda autoral e de alto padrão ao integrar o Mete Bala, projeto que marca a estreia da Maldito no Brasil. Reconhecida na memória afetiva de diferentes públicos, a bala reúne nostalgia, personalidade e forte apelo visual, atributos que ganham uma nova interpretação na criação de Francisco Terra, fundador e diretor criativo da Maldito.

No dia 24 de julho, em São Paulo, o Cine Copan recebe o desfile da Maldito com a apresentação integral da coleção Fantastic Fashion Fetish. A produção dá continuidade ao primeiro ato revelado durante a Semana de Alta-Costura de Paris e transforma um dos endereços mais emblemáticos do centro paulistano em cenário para o encontro entre moda, cultura e experiência.

A escolha da Icekiss para a collab também nasce da relação afetiva de Francisco Terra com a marca. As lembranças associadas ao produto passaram a integrar o repertório criativo do Mete Bala, aproximando uma referência popular brasileira da linguagem contemporânea desenvolvida pela grife.

“Mete Bala nasce como uma brincadeira com o Met Gala. Quando a palavra ‘bala’ entrou no nome, ficou claro que uma bala precisava fazer parte dessa história. A Icekiss surgiu de forma muito natural, porque faz parte da minha memória afetiva, da minha juventude, da imagem do beijo e daquele gosto bem gelado que ela tinha. Não foi exatamente a identidade visual da embalagem que influenciou a coleção, mas sim a cor. A mini cápsula rosa nasce do tom Tutti-Frutti desenvolvido junto com a Icekiss”, explica Terra.

Da passarela à pop-up com bala temática exclusiva

A partir de 25 de julho, o projeto continua na Galeria Pivô, também localizada no Copan. O espaço recebe uma exposição dedicada à coleção e uma pop-up store com peças, acessórios e colaborações especiais, ampliando o contato do público com o universo apresentado no desfile.

Entre as criações estará uma edição exclusiva da Icekiss no sabor Tutti-Frutti Geladinho, desenvolvida sob o olhar e o acompanhamento de Francisco Terra. Disponível apenas na pop-up, a novidade traduz em produto a relação entre a memória associada à bala e a leitura visual construída para o Mete Bala.

“A Icekiss tem uma força que poucas marcas conseguem construir. A marca atravessa gerações e faz parte do repertório afetivo do público. Essa identidade permite que ela seja reinterpretada pela moda e ocupe ambientes autorais sem perder as características que sustentam sua trajetória”, afirma diretor de marketing da Cory, Daniel Andreolli.

Além da Icekiss, Mete Bala traz para a pop-up as marcas Chilli Beans e Untitlab.

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Varejo

Amazon e Walmart avançam em entregas ultrarrápidas

De Redação SuperHiper 24 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Renato Müller

Os consumidores americanos estão batendo seguidos recordes de compras online de alimentos. De acordo com a nova edição do Grocery Shopper Survey, da Brick Meets Click, as vendas digitais de alimentos nos EUA bateram seis trimestres seguidos de expansão acima de 20% ao ano, entre o fim de 2024 e o primeiro trimestre de 2026. Com isso, os canais digitais saltaram de menos de 15% de participação nas vendas totais de alimentos para 19% no fim de março deste ano.

Segundo o relatório, a maior parte desse crescimento decorre de dois formatos de entrega que priorizam a velocidade de entrega: o delivery ultrarrápido (em questão de minutos) e os modelos de entrega de produtos frescos em até 24 horas. Ambas as opções têm roubado clientes das lojas físicas e de outros modelos de entrega online, crescendo 3 vezes mais rápido que o click and collect, por exemplo.

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Pedidos para entrega do mesmo dia representaram quase 80% de todas as transações de e-commerce de alimentos no primeiro trimestre do ano. Os pedidos entregues em menos de uma hora foram 18% desse total. Segundo a Brick Meets Click, a alta velocidade das entregas desafia varejistas tradicionais, especialmente redes de alcance regional. “Elas precisam acelerar o crescimento e manter sua relevância, ao mesmo tempo em que protegem as margens e entregam boas experiências de compra”, analisa David Bishop, sócio da empresa.

O estudo aponta Amazon e Walmart como os grandes beneficiados pelo crescimento da conveniência e velocidade no ambiente online. O Walmart responde por cerca de 40% das vendas online de alimentos, com uma ampla rede de lojas físicas que funciona como hubs avançados de distribuição. Já a Amazon vem crescendo com a oferta de entrega em até 30 minutos em localidades específicas, bem como com a promessa de entrega generalizada de produtos no mesmo dia.

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ABRAS

Justiça cobra da União explicação para tratamento desigual a supermercados em feriados

De Redação SuperHiper 23 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

A Justiça Federal concedeu prazo de 72 horas para que a União explique por que os supermercados foram excluídos da autorização permanente para funcionar em feriados sem necessidade de negociação coletiva, apesar de a nova Portaria nº 1.316/2026, de 21/07, ter autorizado diversos outros segmentos do comércio que vendem alimentos. A medida afeta milhões de consumidores que dependem dos supermercados para o abastecimento em feriados, especialmente trabalhadores que utilizam essas datas para realizar suas compras.

A decisão foi tomada após ação civil pública ajuizada pela ABRAS em 22/07 para discutir os efeitos da nova regulamentação federal e também da Portaria MTE n° 3.665/2023. Ambas as portarias restringem a redação da Portaria MTP n° 671/2021, que havia autorizado diversas atividades comerciais, entre elas as do setor supermercadista, a funcionar em feriados sem a necessidade de autorização dos sindicatos.

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A ABRAS considera que a medida cria tratamento desigual entre setores concorrentes. A nova portaria autoriza estabelecimentos que comercializam alimentos, como padarias, bares e restaurantes, a funcionar livremente nos feriados, mas impõe essa restrição exclusivamente aos supermercados, sem apresentar justificativa técnica para essa diferenciação. A entidade destaca que não questiona direitos trabalhistas, mas a ausência de critérios técnicos para permitir que alguns segmentos funcionem livremente nessas datas, enquanto os supermercados ficam sujeitos a uma regra diferente.

A ação busca assegurar tratamento regulatório isonômico, preservar a livre concorrência, garantir segurança jurídica ao setor e proteger o abastecimento da população, temas que integram historicamente a atuação institucional da ABRAS.

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ESG

Grupo Pereira reduz desperdício de alimentos em 20% e projeta economia de R$ 5,6 mi em ação inédita

De Redação SuperHiper 23 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Em um país como o Brasil onde, segundo a ONU, o desperdício de alimentos pode chegar a 30%, com impactos econômicos, sociais e ambientais, o Grupo Pereira lança uma iniciativa pioneira de aproveitamento e gestão de resíduos de frutas, legumes e verduras (FLV), que promete transformar o setor. A companhia identificou lacunas e atualizou processos em suas lojas, envolvendo a área de ESG e setores operacionais comercial e prevenção de perdas.

O acompanhamento desses itens ocorre desde o recebimento às unidades, a venda e processo de aproveitamento, que pode acontecer tanto por refeitórios internos ou restaurantes do grupo, como do Trudy’s e da Nobratta Steakhouse, que ficam dentro das lojas do Fort Atacadista e Supermercados Comper, quanto por organizações que recebem doações de alimentos.

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  • “O grupo não para”, diz João Pereira ao acelerar expansão do Grupo Pereira

A atualização dos processos conta com dashboards de monitoramento em tempo real e protocolos padronizados para previsibilidade de perda e gestão eficiente do ciclo de vida desses produtos, permitindo ajustes mais rápidos na armazenagem, exposição e redistribuição, antes que os produtos percam qualidade. A inteligência operacional também contribui para decisões mais assertivas sobre volumes, sazonalidade e comportamento de consumo, reduzindo perdas financeiras e impactos ambientais. O Grupo já conta com uma redução de 20% no desperdício de FLV nas lojas que receberam a solução, e uma redução de 50% nos custos dos refeitórios.

O projeto já registrou 371 toneladas de alimentos que deixaram de ser descartadas, sendo aproveitadas pelos refeitórios das unidades, por um restaurante do Grupo ou destinados a projetos sociais, como o Mesa Brasil e Sobrou.app. Tendo os resultados como parâmetro, a economia prevista apenas na bandeira Forte do Grupo Pereira, tanto com descarte de resíduos, quanto com a alimentação dos colaboradores, chega a R$ 5,6 milhões em 2026, representando 8.357 toneladas de FLV.

“O modelo é completo, pois endereça uma das principais dores sociais do Brasil, ao mesmo tempo que gera benefícios econômicos para quem aplica e ambientais para toda a sociedade”, comenta Fernanda Pereira, executiva responsável pela iniciativa no Grupo Pereira. “Fico muito honrada em ajudar a endereçar essa que é, e sempre foi, uma profunda preocupação da minha família”, completa.

Ficha de identificação

Um dos destaques do modelo é o Guia Visual de Aproveitamento, uma ficha simplificada de identificação de aspectos sensoriais dos produtos FLV, que ajuda os operadores de loja na identificação de processos de amadurecimento e danos comuns, entendendo se eles poderão ser vendidos ou se serão encaminhados para o aproveitamento ou doação, ao invés de direcioná-los ao descarte. Desenvolvida pelo GP especialmente para o projeto, o guia foi inspirado em fichas técnicas de controle de qualidade tradicionalmente usadas no varejo supermercadista. A diferença é que a ficha tradicional aponta apenas as características que devem ser consideradas no recebimento, venda e descarte. O guia de aproveitamento, no entanto, traz novos passos entre um e outro, como quando direcionar o produto aos refeitórios e restaurantes da rede, incluindo link para receitas de aproveitamento para facilitar o aproveitamento pelas equipes das cozinhas internas.

Como funciona na prática

Graças ao processo padronizado, que agiliza triagem ainda na área de venda, as mercadorias que não são consideradas aptas para venda, mas que ainda estão próprias para o consumo, seguem para as “Lojinhas de Aproveitamento FLV” do Grupo Pereira. São nelas que as nutricionistas buscam frutas, legumes e verduras para o preparo da refeição dos mais de 24 mil colaboradores da companhia.

Os refeitórios são os grandes beneficiados, à medida que passam a receber alimentos que normalmente não estariam liberados para compra na loja, devido ao seu custo mais elevado. Isso envolve FLVs premium como a pitaya, pera asiática, e alho-póro e, que de forma geral, garantem mais variedade e sabor no prato do colaborador. Frutas, legumes e verduras excedentes às necessidades diárias de produção das unidades são então encaminhadas para a doação, sendo 155 toneladas de alimentos enviados para instituições parceiras como o Mesa Brasil e Sobrou.app neste ano.

Por fim, somente os produtos de FLV reconhecidos como impróprios para consumo durante a fase da triagem devem ser direcionados para o descarte, direcionando-os para compostagem sempre que possível. A economia no descarte nas unidades participantes do projeto de aproveitamento já começa a ficar evidente: Na regional de Florianópolis, por exemplo, que conta com 11 lojas da bandeira Fort e com Lojinhas de aproveitamento presente em todas as lojas, a economia no descarte em relação ao mesmo período no ano passado foi de 13%.

Expansão e escalabilidade

O projeto de aproveitamento e gestão de resíduos de FLV já alcançou cerca de 40 lojas do grupo, com previsão de implementação em todas as 113 unidades das bandeiras Fort e Comper até o final deste ano. Além disso, toda nova loja do Grupo Pereira a ser inaugurada já vai iniciar suas atividades com o modelo implementado.

A possibilidade de escalabilidade para além das lojas do Grupo Pereira está entre os tópicos que mais anima a responsável pelo projeto. “Estamos felizes em poder compartilhar com nossos pares o conhecimento desenvolvido e o modelo das nossas fichas de aproveitamento de FLV para que todos possam transformar seus processos em busca do objetivo comum: a redução do desperdício de alimentos no varejo alimentar”, ressalta Fernanda. Entre as iniciativas previstas estão a amplificação em eventos e por meio de associações.

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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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