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quarta-feira, julho 8, 2026
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Varejo

“O Assaí Farma é só o começo de uma nova etapa da nossa história”, afirma Belmiro Gomes

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Assaí Atacadista está prestes a dar mais um passo em sua estratégia de diversificação dos negócios. A companhia inaugura, na próxima semana, a primeira unidade do Assaí Farma, instalada na loja Anhanguera, em São Paulo, marcando oficialmente sua entrada no segmento farmacêutico. O projeto faz parte do plano da varejista de ampliar suas frentes de crescimento e oferecer uma experiência de compra cada vez mais completa aos consumidores.

Em publicação nas redes sociais, o CEO do Assaí Atacadista, Belmiro Gomes, destacou que o novo negócio representa um marco na trajetória da empresa e reforçou a importância das parcerias construídas para viabilizar a iniciativa. “O Assaí Farma é só o começo de uma nova etapa da nossa história, construída com cuidado, parceria e pessoas — e a convicção de que evoluir continuamente é o que nos torna únicos”, afirmou o executivo.

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Antes da inauguração, a companhia apresentou o projeto a representantes da indústria farmacêutica, em um encontro voltado ao fortalecimento do relacionamento com fornecedores e parceiros estratégicos. Segundo Belmiro, o diálogo com o setor foi fundamental para demonstrar a seriedade da iniciativa e compartilhar a estrutura criada exclusivamente para conduzir a nova operação.

A diretoria responsável pelo Assaí Farma foi formada por profissionais especializados no segmento, que agora passam a liderar a implantação e a operação das novas unidades. Para o executivo, o diferencial do projeto está justamente na equipe reunida para conduzir essa nova fase da empresa.

A expansão para o mercado de saúde e bem-estar acompanha mudanças no comportamento do consumidor, cada vez mais atento aos cuidados pessoais e à conveniência de concentrar diferentes necessidades em um único local. Com isso, o Assaí busca fortalecer seu posicionamento como destino completo de compras, reunindo alimentos, itens de abastecimento e, agora, medicamentos e produtos farmacêuticos.

O plano prevê a abertura de 25 farmácias ao longo de 2026, todas instaladas em áreas segregadas dentro de lojas do estado de São Paulo, em conformidade com a legislação vigente. A expectativa é ampliar gradualmente a presença do novo formato, reforçando categorias de alta recorrência no dia a dia dos clientes.

Com o lançamento do Assaí Farma, a empresa amplia seu ecossistema de negócios e aposta na integração entre varejo alimentar e serviços de saúde como uma das principais avenidas de crescimento para os próximos anos.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Varejo

Grupo Machado inaugura o maior atacarejo de Sinop e do Norte de MT

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Grupo Machado inaugurou na quinta-feira (2 de julho) o maior atacarejo de Sinop e da região norte de Mato Grosso aberto pela companhia. A loja, que opera sob a bandeira Super Atacado Machado, tem 20 mil metros quadrados, seis mil metros quadrados só de área de vendas e está localizada em um terreno com 56 mil metros quadrados.

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Dimensão e importância do novo Super Atacado Machado

Esta é a quarta unidade de cash & carry do Machado e a nona da rede. O espaço, localizado entre os bairros de Sinop São Cristóvão e Alto da Glória, oferece mais de 20 mil itens nas prateleiras. A loja tem 350 funcionários, o que eleva o número de colaboradores do Grupo Machado para mais de 3.600 pessoas.

Segundo o diretor Gustavo Pepinelli Martins, a região já demandava um empreendimento como esse, e a empresa chega com uma proposta de preços competitivos.

Conheça a história do Grupo Machado em Mato Grosso

A história do Grupo Machado começou na década de 1970, quando os irmãos Irineu Martins, João Carlos Martins e Joaquim Martins Neto, que eram caminhoneiros na época, decidiram explorar o interior de Mato Grosso. O nome “Machado” foi uma homenagem à cidade de origem dos irmãos, Álvares Machado, em São Paulo, onde nasceram e aprenderam a arte do comércio no empório do patriarca.

No início, o objetivo dos irmãos Martins era atuar no atacado, fornecendo produtos aos comerciantes do norte do estado do Centro-Oeste. A entrada no varejo, porém, aconteceu de forma inesperada. Eles viajavam de caminhão levando mercadorias e fazendo entregas pelas cidades da região, tendo Colíder como ponto final do trajeto. Como a distância e as más condições das estradas tornavam o processo muito lento, muitas vezes o cliente já havia comprado o produto de outro vendedor ambulante quando o caminhão finalmente chegava. Com isso, sobravam mercadorias ao fim de cada linha, e os irmãos decidiram criar um espaço para guardá-las e vendê-las depois — dando origem, assim, à primeira loja da família.

Da Casa Machado ao Super Center em Sinop

Em 1975, foi inaugurada a primeira loja do grupo, a Casa Machado, na cidade de Colíder (MT). E, desde então, o negócio prosperou. Importante destacar que, em 2008, Sinop recebeu o Machado Super Center, um empreendimento de grande porte no interior de Mato Grosso, composto por um amplo supermercado e 18 lojas (de móveis, confecções, farmácia, choperia, cinema, agência bancária, entre outras). Localizado no bairro São Cristóvão, o Super Center gerou 400 empregos diretos, com uma área construída de 18 mil metros quadrados.

Em 2016, a rede Machado, acompanhando as tendências de consumo do brasileiro e buscando sempre a inserção e adaptação ao mercado, lançou seu primeiro e-commerce (comércio eletrônico).
Um ano depois, em 2017, o Grupo Machado diversificou suas operações, adquirindo as concessionárias Ascia Fiat e Ascia Mitsubishi, bem como outros empreendimentos, entre eles: o Cine Center, a franquia Giraffas e a MModa.

Fonte: GC Notícias e informações institucionais da rede

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Pessoas

Comper e Fort movimentam MS e RS com eventos e mutirão de emprego

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Grupo Pereira — dono das bandeiras Comper e Fort Atacadista — promove neste fim de semana ações em dois estados. No Mato Grosso do Sul, a rede realiza duas grandes iniciativas: uma com perfil social e outra voltada à categoria de vinhos. Nos dias 10 e 11 de julho, o Comper Itanhangá recebe o Primeiro Bazar Solidário Entre Amigos. Já no dia 11 de julho, será a vez da unidade do Fort Coronel Antonino sediar com exclusividade o Festival Mundo dos Vinhos, com entrada gratuita. No Rio Grande do Sul, o Fort Atacadista participa de um mutirão com 200 vagas de emprego em Viamão.

Como funcionar o Bazar Solidário

Promovido em parceria entre a varejista e o Instituto Hiltrudes Pereira (IHP), o evento de caráter social será sediado no estacionamento coberto da unidade Comper Itanhangá, no período das 8h às 17h. A ação mobiliza uma rede de cooperação mútua entre a iniciativa privada, a organização institucional e a sociedade civil.

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Durante o evento, será comercializada uma ampla gama de produtos, englobando mercadorias novas e usadas, artigos de artesanato confeccionados pelas próprias instituições e itens disponibilizados pela Receita Federal. O público consumidor poderá adquirir produtos eletroeletrônicos, brinquedos, vestuário, calçados e perfumes importados.

A totalidade dos recursos financeiros obtidos por meio das vendas, correspondente a 100% da arrecadação, será repassada de forma direta às instituições filantrópicas participantes, sem retenção de taxas ou custos operacionais. A iniciativa congrega 16 entidades atuantes em frentes distintas de vulnerabilidade social, saúde, reabilitação e acolhimento.

A gerente nacional de relacionamento do Grupo Pereira, Fernanda Bardauil, detalhou os fundamentos que justificam a realização da atividade no espaço comercial. “O desenvolvimento de eventos dessa natureza cumpre a função de viabilizar fontes alternativas de arrecadação de fundos para que as entidades parceiras consigam dar manutenção às suas atividades essenciais. Para nós, representa uma satisfação institucional consolidar as dependências do Comper como um espaço receptivo para causas de interesse público e de transformação social na comunidade”, afirmou.

Atividades culturais e desfile inclusivo marcam ação social

Além do bazar solidário, o cronograma do evento prevê a realização de atividades culturais e de inclusão. Estão programados desfiles para a exibição de peças de vestuário, acessórios e calçados disponíveis para venda. O corpo de modelos será composto por colaboradores do próprio Grupo Pereira, em uma ação planejada para representar a diversidade corporativa e social, reunindo jovens, profissionais com mais de 60 anos e pessoas com deficiência (PcD).

A programação matutina e vespertina nos dois dias de evento contará também com a apresentação de grupos musicais formados e mantidos pelas próprias instituições filantrópicas participantes.

A vice-presidente do IHP, Bruna Pereira, contextualizou a criação da entidade e o propósito que rege a execução do primeiro bazar solidário. “Inspirado pelo legado de amor, generosidade e cuidado com o próximo de Dona Trude [apelido de Dona Hiltrudes], o Instituto nasceu para ampliar e fortalecer o que o Grupo Pereira sempre acreditou: fazer a diferença na vida das pessoas. Ele tem como propósito criar oportunidades reais para quem mais precisa. É a nossa forma de honrar uma trajetória construída com dedicação e seguir participando ativamente na construção de uma realidade mais justa e solidária”, declarou.

O IHP foi criado pela família Pereira para manter vivo o legado de Dona Hiltrudes, empresária que dedicou sua vida ao desenvolvimento econômico e social das comunidades nas quais a varejista atua.

Festival Mundo dos Vinhos chega ao Fort Atacadista em Campo Grande

O festival já foi promovido em outras unidades da rede neste ano, como em Florianópolis (SC), São Bernardo do Campo (SP), Gravataí e Canoas (RS), Taguatinga (DF) e na unidade Três Barras em Campo Grande. Neste sábado, será a vez do Fort Atacadista Coronel Antonino, localizado na Rua São Borja, 586, Vila Célia.

O objetivo é apresentar a diversidade de rótulos disponíveis na Adega Fort, além de proporcionar momentos de integração cultural. A programação inclui degustações de vinhos, queijos, embutidos e massas, além de atividades artísticas, com apresentação musical de saxofone e apresentação de tango.

Ao todo, serão exibidos rótulos de diferentes vinícolas, incluindo produções do Uruguai, Chile, África do Sul, Argentina, Portugal, Espanha, França e Itália, além de opções nacionais, ampliando a diversidade disponível durante o festival.

O evento tem entrada gratuita e reúne dezenas de parceiros, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer rótulos nacionais e importados, além de experiências de harmonização entre alimentos e vinhos. Para o sommelier do Grupo Pereira, Charles de Carvalho, “o evento é uma oportunidade para que o público conheça novos sabores, aprenda sobre o universo dos vinhos e aproveite momentos especiais com amigos e familiares”, afirmou.

Após a edição de sábado em Campo Grande, estão confirmadas as últimas etapas do Festival Mundo dos Vinhos em Cuiabá (MT), Chapecó (SC), Caxias do Sul (RS) e Itajaí (SC).

Fort Atacadista oferece 200 vagas de emprego sem experiência no RS

No Rio Grande do Sul, o Fort Atacadista participa do maior feirão de empregos de Viamão em 2026. A seleção será realizada em formato de mutirão, no próprio local do evento. Confira os detalhes para candidatura:

  • Vagas disponíveis: 200 postos de trabalho para diversas funções, incluindo operador de loja, auxiliar de perecíveis, auxiliar de padaria e auxiliar de cozinha.
  • Locais de atuação: as oportunidades contemplam as seis lojas do Fort Atacadista no estado (Canoas, Caxias do Sul, Gravataí, Novo Hamburgo, Santa Cruz do Sul e Viamão).
  • Requisitos: não é necessário ter experiência anterior na função. Os interessados devem comparecer portando documento de identidade e currículo impresso.
  • Data e horário: quinta-feira, 9 de julho, das 9h às 16h.
  • Endereço do mutirão: Centro de Eventos do Parque Saint Hilaire (Avenida Senador Salgado Filho, 2785, parada 38 – Viamão, RS).

Além da oportunidade de recolocação profissional, os contratados terão acesso a um pacote completo de benefícios corporativos, que inclui seguro de vida, alimentação na empresa (café da manhã, almoço ou jantar) e convênio com o Sesc e empresas parceiras nas áreas de lazer, educação e saúde.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Varejo

Market4u projeta faturar R$ 500 mi e alcançar 4 mil unidades em 2026

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O market4u projeta alcançar R$ 500 milhões em faturamento e chegar a 4.000 unidades em 2026, uma expectativa de crescimento de 72% sobre os R$ 336 milhões registrados em 2025.

O avanço ocorre em um ambiente favorável ao franchising brasileiro. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor faturou R$ 72,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a receita chegou a R$ 308,4 bilhões, com crescimento de 10,7%. Entre os segmentos com melhor desempenho, Alimentação — Comercialização e Distribuição, categoria que engloba os mercados autônomos, foi o grande destaque ao avançar 22% no período, impulsionado pelo fortalecimento de operações voltadas à conveniência e ao consumo imediato.

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  • Market4u apresenta totem com reconhecimento facial
  • Market4u aposta em conveniência e tecnologia para crescer mesmo em cenário de inflação

Acompanhando esse movimento, o market4u comercializou mais de 100 franquias nos últimos dois meses, sendo 53 novas operações em abril e outras 49 em maio, reforçando o avanço do modelo de varejo autônomo e de proximidade no franchising brasileiro.

Fundado em 2020, em Curitiba (PR), por Eduardo Córdova, o market4u soma mais de 2.700 unidades distribuídas em cerca de 185 cidades e reúne 750 franqueados. As lojas operam dentro de condomínios residenciais e comerciais, funcionam 24 horas por dia, sem atendentes, e contam com gestão totalmente remota, um modelo que favorece a expansão via multifranqueados.

Com investimento inicial a partir de R$ 80 mil, incluindo estrutura, tecnologia e taxa de franquia que permite a abertura de até cinco unidades, o negócio aposta em escala e simplicidade operacional para atrair novos empreendedores. O prazo de retorno estimado varia de 16 a 24 meses.

Para sustentar o ritmo de expansão, o market4u vem reforçando sua estrutura logística e tecnológica. A empresa inaugurou recentemente um centro de distribuição no Rio de Janeiro, com investimento superior a R$ 1 milhão, o quarto da operação, que já conta com unidades no Paraná e em São Paulo, com capacidade para abastecer cerca de 250 lojas por dia, consolidando a logística como uma alavanca de eficiência, margem e crescimento. Em paralelo, a rede amplia o uso de inteligência artificial em frentes como precificação dinâmica, gestão de estoque e análise de consumo.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Consumo nos Lares

Consumo das famílias cresce 3,93% em maio na comparação anual, aponta monitoramento da ABRAS

De Amanda Leiria 8 de julho de 2026
Escrito por Amanda Leiria

O Consumo nos Lares Brasileiros cresceu 3,93% em maio de 2026 na comparação com maio de 2025, segundo o monitoramento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em relação a abril, o indicador avançou 2,23%. No acumulado do ano, o consumo registra alta de 2,47%.

Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados.

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  • Cesta de 35 produtos de largo consumo acumula alta de 6,82% no ano

Para o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan, o resultado de maio mostra que o consumo nos lares mantém resiliência, mesmo diante da desaceleração no ritmo de abertura de vagas formais. “O saldo do emprego formal em maio foi menor do que o observado no mesmo período do ano passado, mas permaneceu positivo. Além disso, o estoque de trabalhadores com carteira assinada segue em patamar elevado, o que contribui para dar previsibilidade ao orçamento das famílias e sustentação ao consumo nos lares. Em um cenário de juros elevados e consumidores mais atentos aos preços, essa previsibilidade de renda ajuda a preservar o abastecimento das famílias ao longo do mês”, analisa Milan.

De acordo com dados do Novo Caged, o Brasil gerou 72.960 empregos com carteira assinada em maio. No acumulado de janeiro a maio, foram criados 767.326 novos postos formais, alta de 1,6% no número de vínculos, elevando o estoque de empregos com carteira assinada para 47,8 milhões. Em 12 meses, o saldo chega a 973.285 novas vagas, crescimento de 2,1%.

Além do mercado de trabalho, a renda disponível das famílias contou com reforços adicionais ao longo de maio. Ao final do mês, a Receita Federal pagou cerca de R$ 16 bilhões a 8,7 milhões de contribuintes no primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Também seguiram em circulação recursos da antecipação do 13º salário de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS, estimada em R$ 78,2 bilhões, para cerca de 35,2 milhões de beneficiários (abril a junho).

Outros programas e pagamentos extraordinários também contribuíram para reforçar o orçamento das famílias. Em maio, o Bolsa Família transferiu R$ 12,9 bilhões para 19,09 milhões de beneficiários. Já o quarto lote do PIS/PASEP, destinado a 4,5 milhões de trabalhadores, injetou cerca de R$ 5,7 bilhões na economia. No mesmo período, houve ainda a liberação de R$ 3,3 bilhões para o pagamento de atrasados do INSS.

Em perspectiva anual, soma-se a esse conjunto de medidas o reajuste de 5,4% no piso salarial dos professores da educação básica pública, em vigor desde janeiro, com impacto estimado de R$ 6,4 bilhões na economia em 2026.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Consumo nos Lares

Cesta de 35 produtos de largo consumo acumula alta de 6,82% no ano

De Amanda Leiria 8 de julho de 2026
Escrito por Amanda Leiria

O Abrasmercado — indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo — registrou alta de 2,16% em maio. Com o resultado, o valor médio da cesta manteve a trajetória de elevação observada nos meses anteriores, passando de R$ 836,80 para R$ 854,91. No acumulado do ano, o avanço é de 6,82%.

Entre os produtos básicos, a principal pressão veio do feijão (+6,44%), seguido pelo arroz (+2,16%) e pelo leite longa vida (+0,77%). Em sentido oposto, registraram queda o café torrado e moído (-2,38%), o açúcar refinado (-0,99%), o óleo de soja (-0,87%), a farinha de mandioca (-0,67%), a massa sêmola de espaguete (-0,53%) e a farinha de trigo (-0,21%).

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  • Consumo das famílias cresce 3,93% em maio na comparação anual, aponta monitoramento da ABRAS

No acumulado do ano, as principais altas seguem concentradas no feijão (+41,09%) e no leite longa vida (+22,33%), itens que continuam exercendo pressão relevante sobre a cesta.

No grupo das proteínas, os preços apresentaram comportamento misto. Houve avanço na carne bovina – corte do traseiro (+1,90%) e corte do dianteiro (+1,71%) – e no frango congelado (+0,52%). Em sentido contrário, os ovos (-1,08%) e o pernil (-0,27%) registraram retração no mês.

Entre os vegetais frescos, o movimento de alta foi expressivo, com destaque para a batata (+44,69%), o tomate (+20,62%) e a cebola (+16,80%), refletindo a maior sensibilidade desses produtos às condições de oferta e à sazonalidade.

Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram em papel higiênico (+1,09%), xampu (+0,94%), creme dental (+0,85%) e sabonete (+0,85%).

Na limpeza doméstica, houve elevação em desinfetante (+0,98%), detergente líquido para louças (+0,89%), água sanitária (+0,74%) e sabão em pó (+0,11%).

Análise regional

Entre as regiões, o Nordeste registrou a maior variação de preços em maio, com avanço de 2,79%, elevando o valor médio da cesta de R$ 751,53 para R$ 772,51. Apesar da maior alta mensal, a região permaneceu com o menor custo médio entre as macrorregiões.

No Sul, a alta foi de 2,77%, levando o valor médio de R$ 907,28 para R$ 932,39, mantendo a região entre os maiores patamares nacionais.

No Centro-Oeste, a cesta subiu 2,60%, avançando de R$ 781,96 para R$ 802,33.

O Norte apresentou elevação de 1,88%, com a cesta passando de R$ 922,44 para R$ 939,79, mantendo a região com o maior custo médio do país. Já o Sudeste registrou alta de 1,86%, com o valor médio passando de R$ 858,72 para R$ 874,66.

Recorte: cesta de 12 produtos básicos sobe 0,81% em maio

No recorte da cesta de 12 produtos básicos, o preço médio nacional subiu 0,81% em maio. Com o resultado, o valor médio passou de R$ 354,22 para R$ 357,10.

As principais pressões de alta vieram do feijão (+6,44%), seguido pelo arroz (+2,16%), pela carne bovina – corte do dianteiro (+1,71%), pelo queijo muçarela (+1,56%), pelo leite longa vida (+0,77%) e pela margarina cremosa (+0,36%).

No sentido oposto, as quedas mais relevantes foram registradas em café torrado e moído (-2,38%), açúcar refinado (-0,99%), óleo de soja (-0,87%), farinha de mandioca (-0,67%), massa sêmola de espaguete (-0,53%) e farinha de trigo (-0,21%).

Regionalmente, o Norte liderou a variação em maio, com alta de 2,11% e custo médio de R$ 447,54. O resultado foi influenciado principalmente pelas altas do arroz (+4,42%), da carne bovina – corte do dianteiro (+4,29%) e do leite longa vida (+3,50%), todas superiores à média nacional. Também contribuíram para o avanço regional o óleo de soja (+2,23%) e a massa sêmola de espaguete (+1,84%), que registraram alta na região e retração na média nacional.

O Centro-Oeste registrou a segunda maior alta, de 1,62%, levando a cesta ao valor médio de R$ 350,08.

No Nordeste, a elevação foi de 1,28%, com valor médio de R$ 315,65, mantendo a região com a cesta de menor valor entre as cinco macrorregiões.

O Sul apresentou alta de 0,95%, elevando o custo médio da cesta para R$ 381,88. O Sudeste registrou a menor variação regional, de 0,53%, com preço médio de R$ 371,94.

Capitais e regiões metropolitanas

Entre as capitais e regiões metropolitanas, os menores valores médios da cesta de 12 produtos permanecem concentrados no Nordeste. Em maio, Salvador registrou R$ 314,35, Recife R$ 314,61, Fortaleza R$ 315,77, Aracaju R$ 316,43 e São Luís R$ 317,08.

No Centro-Oeste, os preços permaneceram em faixa intermediária, com Goiânia (R$ 349,14), Brasília (R$ 349,56) e Campo Grande (R$ 351,54).

No Sudeste, a cesta apresentou patamar superior ao observado no Nordeste e no Centro-Oeste, com Rio de Janeiro (R$ 369,66), Belo Horizonte (R$ 370,33), São Paulo (R$ 371,60) e Grande Vitória (R$ 376,16).

Já no Sul, Curitiba registrou R$ 377,39 e Porto Alegre R$ 386,37, mantendo a região entre os maiores valores médios do país, atrás apenas do Norte.

O Norte segue concentrando os preços médios mais elevados da cesta, com Belém (R$ 446,20) e Rio Branco (R$ 448,88), mantendo a região no topo do ranking nacional de custo médio.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Tendências

O que a China me ensinou sobre construir o futuro antes que ele chegue

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Artigo por Ariane Bete

Recentemente participei de uma imersão na China ao lado de executivos brasileiros interessados em compreender algumas das transformações que estão redefinindo o varejo, os meios de pagamento e a relação entre tecnologia e consumo.

Antes de embarcar, e acho que como muitas pessoas, eu associava a China principalmente à sua capacidade industrial, ao avanço tecnológico e à velocidade de inovação, mas voltei com uma visão e percepção ampliada.

O que mais me impressionou não foram os prédios, a infraestrutura ou a tecnologia; foi a clareza de direção que eu testemunhei durante os dias de aprendizado.

A China parece ter uma compreensão muito objetiva sobre onde quer chegar nas próximas décadas. Esse propósito se materializa em investimentos, educação, infraestrutura, desenvolvimento tecnológico e planejamento econômico. Mais do que um conjunto de iniciativas isoladas, existe uma percepção de alinhamento entre diferentes atores da sociedade em torno de prioridades comuns.

Independentemente das diferenças culturais, políticas e sociais que distinguem a realidade chinesa da brasileira, existe uma lição importante para qualquer liderança empresarial: grandes transformações exigem horizonte de longo prazo. Mais do que tecnologia ou inteligência artificial, a principal lição da China está na capacidade de alinhar visão, estratégia e execução em torno de objetivos de longo prazo.

Durante a visita, ficou evidente que muitas das soluções que hoje impressionam o mundo não nasceram da noite para o dia. Elas são resultado de anos — e em alguns casos décadas — de construção contínua de capacidades, investimentos consistentes e aprimoramento permanente. Essa talvez seja uma das reflexões mais relevantes para o ambiente corporativo atual.

Vivemos em um período em que as organizações são pressionadas diariamente por metas trimestrais, indicadores mensais e desafios imediatos. Naturalmente, resultados de curto prazo são importantes. Mas existe um risco quando toda a energia da gestão é consumida pelas urgências do presente.

Ao viver dias intensos numa cultura e organização como a da China, fico com algumas inquietações instigantes para nossa realidade, como: quanto tempo dedicamos para discutir o futuro? Estamos construindo as competências que serão necessárias daqui a cinco ou dez anos ou formando as parcerias que sustentarão o crescimento dos próximos ciclos? Vamos investir em tecnologia apenas para resolver problemas atuais ou para criar vantagens competitivas duradouras?

No setor financeiro, por exemplo, observamos uma aceleração sem precedentes da digitalização, da inteligência artificial e da integração entre diferentes plataformas. No varejo, a experiência do consumidor se torna cada vez mais conectada, personalizada e instantânea.

Diante desse cenário, a capacidade de antecipar movimentos passa a ser tão importante quanto a capacidade de executar. A principal lição que trouxe da China é que o futuro não acontece por acaso. Ele é resultado de decisões tomadas diariamente, muitas vezes sem efeitos imediatos, mas que se acumulam ao longo do tempo.

É evidente que visão sem execução é apenas intenção. Mas execução sem visão também pode levar empresas a correrem muito sem necessariamente avançarem na direção certa. Talvez o maior diferencial das organizações que liderarão os próximos anos não esteja apenas na adoção de novas tecnologias, mas na capacidade de combinar clareza estratégica, disciplina operacional e uma visão que ultrapasse o próximo trimestre.

As grandes transformações não dependem apenas de velocidade. Elas nascem da clareza sobre o destino que se quer alcançar e da disciplina para construir esse caminho, dia após dia.
Ariane Bete, Diretora Comercial da DM, empresa de serviços financeiros que é referência em gestão de crédito para o varejo.

Ariane Bete, Diretora Comercial da DM, empresa de serviços financeiros que é referência em gestão de crédito para o varejo.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Varejo

H&B nos supermercados: da compra por reposição à jornada de autocuidado e dados

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Giseli Cabrini

Como transformar uma compra de abastecimento e reposição em uma jornada de fidelização e autocuidado? Essa parece ser a virada de chave para maximizar os ganhos da seção de higiene e beleza (H&B) diante dos novos hábitos de compra do consumidor. O canal farma segue forte, as lojas especializadas ganham espaço e o e-commerce avança sobre categorias que antes eram território garantido do varejo alimentar.

O modelo híbrido: equilíbrio entre a reposição e o impulso

Na prática, a maioria das redes supermercadistas trata a seção de H&B como uma área híbrida: o corredor principal resolve reabastecimento — alta previsibilidade, foco em giro e disponibilidade, uma vez que envolve produtos de uso contínuo e alta frequência de compra —, enquanto pontos extras, pontas de gôndola e áreas de destaque exploram indulgência e impulso. É exatamente aí que entram as estratégias de planogramação, ancoragem de preço e cross-merchandising.

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Mas o próximo passo já está em curso: o cruzamento de dados de comportamento, histórico de compra e perfil do shopper. Essas informações são valiosas porque permitem não só antever o ciclo de reposição de cada item e refinar a escolha do sortimento — competindo não apenas por preço, mas por conveniência, disponibilidade e confiança —, como também transformar a experiência de compra ao impactar o cliente com ofertas personalizadas.

Ao fazer parte da rotina de compra dos consumidores, os supermercados têm vantagem frente aos demais canais físicos e ao e-commerce. Ainda assim, existem oportunidades a explorar capazes de transformar a seção de H&B em um destino de recompensa, desejo e fidelização.

Estratégia de gôndola: elevando a categoria por meio da curadoria

Um passo nessa direção é apostar em curadoria e passar a trabalhar os itens dessa seção como categorias estratégicas dentro da jornada de compra.

“Isso envolve aprimorar a exposição, organizar melhor as gôndolas, destacar as subcategorias de maior valor agregado e criar pontos de contato que ajudem o consumidor a lembrar dessas necessidades durante a compra. Produtos de higiene, beleza e bem-estar precisam estar bem sinalizados, com comunicação clara e, sempre que possível, próximos de categorias complementares”, destaca o gerente nacional de Trade Marketing da Cottonbaby, Alex Rebelo.

Ele acrescenta que, ao enxergar essas categorias por ocasião de uso — e não apenas por função básica —, os supermercados conseguem explorar melhor seu potencial de giro.

As categorias ligadas à praticidade e ao autocuidado tendem a ganhar cada vez mais espaço. O consumidor busca soluções que facilitem a rotina, tenham qualidade e estejam disponíveis no momento da compra principal. Entre as subcategorias com potencial, destacam-se lenços umedecidos, algodão, hastes flexíveis, curativos, itens de cuidado feminino, higiene íntima, produtos baby e infantis, além de linhas ligadas a skincare, body care e perfumação.

“Ainda que alguns desses produtos — o algodão, por exemplo — costumem ser vistos como básicos, eles têm alta recorrência, grande presença no dia a dia e forte conexão com outras categorias de maior valor agregado”, detalha Rebelo.

Portanto, indústria e varejo alimentar podem unir esforços para que o ponto de venda físico deixe de ser apenas um fornecedor de itens e se consolide como um canal de experiência, ampliando a chance de conversão. Para isso, comunicação clara e objetiva é fundamental: a gôndola precisa orientar a escolha, não apenas expor o produto.

Curadoria e saúde: segurança como diferencial competitivo

Organizar melhor a categoria não é só uma questão estética ou de conversão — segundo especialistas da área da saúde, também é uma questão de segurança para o consumidor.

“Uma curadoria mais cuidadosa pode transformar a categoria de higiene, beleza e cuidado pessoal em uma área de orientação, e não apenas de reposição. O consumidor já compra esses itens no supermercado, mas muitas vezes faz isso no automático, por preço, promoção ou hábito. Quando o varejo organiza melhor a categoria e facilita a escolha, ajuda o cliente a comprar com mais segurança. Essa estratégia também pode evitar que o consumidor escolha apenas pelo menor preço ou pela embalagem mais atrativa. Preço é importante, mas, em saúde da pele, o produto errado pode sair caro se causar irritação, alergia ou piora de uma condição dermatológica”, explica a dermatologista Paula Sian.

Inteligência de dados e CRM: o motor da personalização no H&B

Na avaliação da Mededeling, agência de marketing direto e digital especializada em programas de fidelidade (loyalty), relacionamento com o consumidor e endomarketing, o uso de dados estruturados para mapear hábitos e jornadas de consumo permite ao varejo alimentar segmentar e disparar campanhas mais assertivas, estruturando réguas de comunicação baseadas no ciclo de vida do produto.

“É muito importante nunca tratar toda a base do CRM da mesma forma. Disparar ofertas genéricas, sem considerar o perfil, o comportamento de compra ou o ciclo de reposição, reduz a relevância da comunicação, compromete a rentabilidade e pode enfraquecer o relacionamento com o cliente. Criar muitas barreiras para o resgate de benefícios também pode desestimular o shopper. Esse processo precisa ser fluido e personalizado de forma nativa no check-out”, adverte a CEO da empresa, Andrea Silva.

10 insights práticos para aplicar

Confira os principais insights destacados pela executiva para aplicar no ponto de venda:

1. Loyalty cruzado: vincular a cesta de compras diárias a mecânicas de fidelidade que liberam créditos para a compra de cosméticos, transformando a seção em um destino de recompensa e desejo.

2. Gôndola phygital: implementar QR Codes nas gôndolas para oferecer roteiros virtuais de autocuidado e diagnósticos de pele personalizados no momento da escolha do produto.

3. Notificação na entrada da loja: integrar a jornada phygital por meio de notificações digitais personalizadas no aplicativo assim que o cliente é identificado na entrada do supermercado.

4. Sortimento orientado por propensão: otimizar o abastecimento das gôndolas priorizando produtos de maior propensão de conversão, com base no histórico transacional dos grupos de clientes.

5. Estoque por dados de pagamento: ajustar o mix com marcas de alto giro, usando inteligência de dados de meios de pagamento para mapear o real perfil de consumo do público local.

6. Rotinas como categoria: agrupar produtos por rotinas (como “cuidados de beleza”) e associar a compra ao ganho de créditos cruzados para uso em outros canais.

7. Cross-merchandising nutrição x skincare: consumidores de alimentos ricos em antioxidantes, orgânicos e integrais tendem a ter propensão natural a produtos de skincare com formulações naturais. Campanhas ligando o hortifrúti à área de cosméticos naturais podem gerar novos fluxos de conversão.

8. Impulso digital de última hora: aproveitar a rota já estabelecida das compras on-line para incluir “mimos” de autocuidado por meio de compras por impulso digitais antes da finalização do carrinho.

9. Marca própria dermocosmética: investir em linhas com ativos reconhecidos (Ácido Hialurônico, Vitamina C e Niacinamida), com bom custo-benefício e margem elevada.

10. Clusterização por persona: segmentar a base de CRM em três perfis de consumo e personalizar ofertas e jornadas para cada um:

  • Prática do Dia a Dia: foco em higiene básica, alto volume e promoções
  • Amante de Skincare: busca dermocosméticos, inovação e qualidade acima do preço
  • Pais de Família: direcionada a linhas infantis, bebês e cuidado familiar

Exemplo prático: quando a persona “Amante de Skincare” se aproxima da loja, recebe um “push” personalizado com cupom de desconto para produtos de autocuidado na gôndola especial.

O futuro do H&B: conveniência, confiança e desejo

A seção de H&B deixa de ser apenas um corredor de reposição para se tornar um espaço estratégico de relacionamento, no qual curadoria, dados e comunicação clara se somam. Para o varejo alimentar, o desafio agora é sair do “piloto automático” do shopper e construir, com dados e sinalização inteligente, uma jornada que combine conveniência, confiança e desejo.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Varejo

Emoções moldam o consumo nos supermercados

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Renato Müller

O setor de supermercados depara-se com transformações profundas no comportamento do consumidor. Dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) revelam que o consumo nos lares cresceu 3,68% no acumulado de 2025, impulsionado pelo mercado de trabalho mais aquecido, o que levou o faturamento total do varejo alimentar ao recorde histórico de R$ 1,14 trilhão. Ao mesmo tempo, a FGV aponta que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) estacionou na faixa dos 88,7 pontos nos últimos meses. As famílias mantêm uma postura de cautela e incerteza em relação ao futuro de suas finanças.

O desafio para os líderes do segmento não está em acompanhar índices ou competir por descontos – está em entender quais são os fatores emocionais que levam os consumidores a ter segurança para fechar as compras.

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Segundo o estudo “Why We Buy”, desenvolvido pelo Retail Doctor Group na Austrália, as decisões de compra são guiadas pela emoção em uma proporção de 6 para 1 em relação à lógica. Além disso, cerca de 95% do processo de decisão ocorre no nível subconsciente. Mesmo com parte da população cortando ativamente gastos supérfluos, 37% dos australianos se identificam como “consumidores cautelosos”, dispostos a investir naquilo que realmente consideram relevante.

Para o varejo alimentar, o relatório aponta que o valor não é medido apenas pelo menor preço, mas sim pelo impacto que o produto tem na vida cotidiana do cliente. Embora a busca por uma melhor relação entre qualidade e preço esteja muito presente nas expectativas (52%), a qualidade (57%) e a confiança na marca (53%) são fatores ainda mais importantes. O principal fator de confiança para o consumidor atual é o preço justo pela qualidade (64%), o que indica que os clientes não se perguntam apenas se estão fazendo um bom negócio, mas sim se vão se arrepender da escolha.

O estudo propõe uma ruptura com a segmentação puramente demográfica. Olhar para os clientes apenas por idade ou renda pode levar a estratégias de comunicação e sortimento erradas. O modelo RDG Limbic Insights, que baseia o estudo, divide a população em seis grandes perfis emocionais, dos quais dois dominam o mercado e têm impacto direto na dinâmica dos supermercados.

O primeiro são os Family Followers. Representando 28% da população, é o maior grupo identificado. Eles são movidos por harmonia, lar, confiança e cuidado, precisando sentir que a compra é sensata, segura e benéfica para toda a casa. Eles valorizam marcas que apoiam de forma prática a rotina e o bem-estar da família.

O segundo grupo é o dos Logical Loyalists, que compõem 21% da população australiana. Focados em tradição, segurança e confiabilidade, buscam estabilidade e provas de que o produto não vai decepcioná-los. São avessos ao risco e procuram consistência para proteger suas rotinas diárias.

Outros dois perfis importantes no estudo são os Open Minded (15% do total), formado consumidores que buscam frescor, novidade e ideias na hora de abastecer a despensa; e os Data Dynamos (13%), que exigem que a sua jornada de compra seja estritamente lógica, útil e eficiente.

O estudo do Retail Doctor Group conclui que o crescimento sustentável no setor de supermercados não virá de promoções agressivas que diminuem as margens de lucro, mas sim da capacidade de alinhar a marca com aquilo que os consumidores já tentam proteger.

Para o relatório, os supermercados mais bem sucedidos são aqueles que utilizam esses gatilhos emocionais para desenhar experiências de loja mais fluidas, rever suas estratégias de marcas próprias com base na confiança e criar programas de fidelidade que tragam valor emocional real, mais que apenas recompensas transacionais.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Pessoas

Dia do Panificador reforça papel estratégico da padaria no supermercado

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Enquanto boa parte dos brasileiros ainda está dormindo, milhares de profissionais já estão de avental, preparando um dos alimentos mais tradicionais da mesa nacional. Celebrado em 8 de julho, o Dia do Panificador homenageia quem transforma farinha, água e fermento em um dos principais motores de fidelização de clientes no varejo alimentar.

Nos supermercados, o trabalho do panificador vai muito além da produção do pão francês. A padaria tornou-se um setor estratégico para as redes, reunindo fabricação própria, confeitaria, rotisserie, produtos sazonais e itens de conveniência que aumentam o fluxo de consumidores e elevam o valor médio das compras.

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Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), o Brasil possui mais de 70 mil padarias. A entidade também estima que cerca de 41 milhões de brasileiros frequentem padarias diariamente. A cadeia emprega aproximadamente 2,5 milhões de trabalhadores, sendo 920 mil empregos diretos e 1,6 milhão indiretos.

No ambiente supermercadista, esses números ajudam a explicar por que a padaria é considerada uma das áreas mais importantes da operação. Além de atender a uma necessidade de consumo diário, o setor fortalece a imagem de qualidade da loja e funciona como um diferencial competitivo em um mercado cada vez mais disputado.

Para o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria (Sindipan), a atividade evoluiu significativamente nas últimas décadas. O segmento deixou de ser exclusivamente voltado à produção de pães para incorporar alimentos prontos, produtos premium e soluções de conveniência, acompanhando as mudanças nos hábitos de consumo e ampliando seu papel dentro do varejo alimentar.

A relevância da categoria também é reconhecida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que destaca que a padaria está entre os setores mais visitados das lojas e exerce papel fundamental na experiência de compra. O aroma do pão recém-saído do forno, a produção ao longo do dia e a oferta de produtos frescos ajudam a aumentar a permanência dos consumidores na loja e estimulam compras por impulso.

Além da produção artesanal, a profissão passou a exigir conhecimentos técnicos sobre fermentação, segurança dos alimentos, inovação e desenvolvimento de novos produtos. A valorização desses profissionais tem sido acompanhada por investimentos das redes supermercadistas em equipamentos, capacitação e ampliação do mix de produtos.

Neste Dia do Panificador, a data representa não apenas uma homenagem aos profissionais que garantem diariamente o pão fresco nas gôndolas, mas também o reconhecimento de uma atividade essencial para o desempenho do setor supermercadista. Em um mercado onde experiência, conveniência e qualidade são fatores decisivos para conquistar o consumidor, o panificador permanece como um dos protagonistas da operação e da rentabilidade das lojas.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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