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quinta-feira, julho 9, 2026
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Varejo

Muffato expande atuação no Paraná com aquisição de lojas do Superpão

De Redação SuperHiper 9 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Redação SuperHiper

O Grupo Muffato anuncia que celebrou acordo sobre parte das operações do Grupo Superpão, fundada e gerida por décadas pela família Hyczy. A aquisição corresponde a lojas em pontos tradicionais e estratégicos: cinco lojas em Guarapuava e uma em Palmas, ambas no Estado do Paraná.

O processo de transferência das aquisições depende agora da aprovação da Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa é de que seja concluída o mais breve possível.

A operação marca a chegada do Super Muffato (varejo) e Max Atacadista (atacarejo) nos municípios, ambos polos econômicos, e expande a atuação do Grupo Muffato nas regiões Centro-Sul e Sul do Paraná até a divisa com Santa Catarina.

Mas, para além da estratégia de expansão, este é um novo marco na trajetória, pois o seu fundador, José Carlos Muffato (Tito), nasceu em Cerro Verde, distrito rural de Guarapuava, assim como a família Muffato, o que fortalece a simbologia desta nova conquista.

O Grupo celebra este novo capítulo da história, reiterando seu compromisso social com o desenvolvimento do país por meio da geração de emprego e renda. Hoje o Grupo está presente em 54 municípios entre Paraná e São Paulo, com 123 lojas no segmento alimentar e cerca de 25 mil colaboradores diretos.

9 de julho de 2026 0 Comentários
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Tendências

Muito além do congelado: pizza vira plataforma de soluções no varejo alimentar

De Redação SuperHiper 9 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Giseli Cabrini

A pizza deixou de ser só um item de prateleira para o varejo alimentar. Ela virou uma frente de serviço e experiência dentro da loja — com pizzaria própria e espaço para aquecer e degustar as redondas nos pontos de venda —, somada à oportunidade de fidelização com versões de marca própria e, agora, também ao retail media como ferramenta para monetizar essa visibilidade.

Como as redes Condor e Verdemar posicionam a categoria em suas lojas

Essa revolução da categoria no Brasil ganhou força principalmente durante a pandemia, pela capacidade de aumentar o fluxo de loja ocupando pouco espaço. Entre as redes que já lançam mão da estratégia estão Condor, no Paraná, e Verdemar, em Minas Gerais.

“A categoria de pizzas reforça a estratégia da nossa marca própria Da Nonna de oferecer produtos que unem qualidade, praticidade e excelente custo-benefício. Ao agregar o serviço de preparo na hora, o Condor amplia a conveniência para o cliente, que pode escolher a pizza na área de congelados e levá-la para casa recém-assada, pronta para o consumo”, detalha a diretora de marketing da rede Condor, Jaqueline Cancela. Ela acrescenta que a iniciativa também valoriza a categoria ao integrar as áreas de congelados e padaria, transformando um produto tradicionalmente comercializado congelado em uma solução ainda mais prática para o dia a dia.

Atualmente, a linha de pizzas Da Nonna, disponível para o serviço de preparo na hora em lojas da varejista, é composta por sete sabores: Calabresa, Lombo, Milho, Mussarela, Presunto e Queijo, Provolone e Salame, nas versões de 150 g e 500 g.

“O cliente escolhe a pizza na área de congelados e solicita o preparo na padaria da loja. Em cerca de três minutos, o produto fica pronto para ser levado para casa, oferecendo uma alternativa prática para quem busca conveniência sem abrir mão da qualidade”, explica Jaqueline.

No momento, o serviço está disponível em apenas nove lojas da rede: Água Verde, Santa Cândida, JK, Nilo Peçanha, Champagnat, Torres e Mercês, em Curitiba; e em duas unidades em São José dos Pinhais (Avenida Joinville e Rui Barbosa).

Desde o início de suas operações, o Verdemar possui uma linha própria de pizzas, além das marcas de fornecedores. “A categoria é estratégica para nós por reunir conveniência, qualidade e variedade. Ela representa um diferencial competitivo para as lojas e restaurantes da rede, amplia o mix de produtos de marca própria, oferece praticidade aos clientes tanto durante as compras quanto para o consumo em casa e, ao mesmo tempo, apresenta excelente desempenho comercial e boa rentabilidade”, afirma o superintendente de Produção do Verdemar, Edward Soares.

A linha própria de pizzas é produzida pela rede em sua indústria centralizada, que abastece diariamente todas as lojas com versões das redondas congeladas e/ou resfriadas nos tamanhos mini, brotinho e grande. São 40 sabores no total, incluindo a opção vegetariana.

Além disso, os restaurantes e as pizzarias das unidades produzem e assam pizzas de massa fina e crocante em fornos de pedra, que podem ser consumidas no local, levadas para casa ou pedidas pelo e-commerce “Verdemar Até Você”. Nesse caso, são 38 sabores, com opções light, vegetariana, sem lactose, doces e com apelo gourmet — por exemplo, gorgonzola e mel e queijo camembert com geleia.

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Conceito ‘wood-fired’ e retail media impulsionam o mercado internacional

Fora do Brasil, o varejo alimentar tem apostado no conceito “wood-fired” para a expansão de suas marcas próprias com foco em um posicionamento premium. O conceito gastronômico é o de uma pizza assada em forno tradicional, aquecido por queima de lenha. Mas, no setor supermercadista, virou também um rótulo de posicionamento usado em pizzas congeladas ou resfriadas que buscam remeter à experiência artesanal de pizzaria, mesmo quando produzidas em escala industrial, em fornos elétricos ou a gás que simulam o efeito.

Entre os exemplos internacionais está a Signature Reserve, linha composta por pizzas napolitanas estilo wood-fired, feitas na Itália com 24 horas de fermentação e assadas em pedra vulcânica, que é vendida nas duas bandeiras Albertsons e Safeway, pertencentes ao grupo Albertsons Companies.

No caso do Reino Unido, o modelo de negócio é diferente. A Crust & Crumb fornece pizzas premium wood-fired, tanto na versão congelada quanto na resfriada, para redes concorrentes entre si, como Tesco, Lidl e Co-op.

Uma prova de que o segmento está em expansão é o fato de a Nestlé ter entrado nele justamente para defender sua marca DiGiorno e continuar relevante nas prateleiras de redes como Kroger, Walmart e a própria Albertsons. A preços atrativos, a marca busca trazer a experiência de forno a lenha para o congelado — e, para isso, tem investido em retail media, comprando posições de destaque em algumas varejistas.

Pizza como ecossistema de conveniência dentro do PDV

“Hoje, a pizza vendida nos supermercados passa a competir não apenas com outras versões congeladas ou de marcas próprias, mas com restaurantes, aplicativos de delivery, refeições prontas e até com o hábito de cozinhar em casa. Isso amplia o papel da categoria dentro da loja”, explica a fundadora e CEO da Connect Shopper, Fatima Merlin.

Para ela, que é especialista em transformação orientada ao cliente, governança e Gerenciamento por Categoria (GC), alguns movimentos explicam essa evolução. “A pizza deixa de ser apenas um item do freezer e passa a integrar um ecossistema de conveniência, reunindo pizzarias próprias, estações de preparo e fornos para consumo imediato, bem como versões refrigeradas, congeladas e kits para preparo em casa. Isso porque o consumidor busca soluções variadas para diferentes ocasiões: um almoço rápido, um jantar em família, uma refeição individual ou um momento de indulgência no fim de semana. Assim, a loja passa a gerar margem não apenas na venda do produto, mas também por meio do serviço agregado, aumentando tíquete-médio, frequência e rentabilidade.”

Outra oportunidade que ela destaca recai sobre o uso de retail media. “A categoria oferece alta visibilidade e forte apelo visual, tornando-se um excelente espaço para monetização.”

As oportunidades incluem:

  • Destaque patrocinado nas ilhas de congelados
  • Comunicação digital próxima aos fornos e balcões
  • Promoções patrocinadas por fabricantes de queijos, refrigerantes, cervejas, vinhos e sobremesas
  • Personalização de ofertas nos aplicativos de fidelidade conforme o perfil do shopper

Ao mesmo tempo, Fatima destaca alguns desafios, entre eles o crescimento do uso dos medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. “Isso tem alterado o comportamento alimentar de milhões de consumidores. Estudos mostram redução do apetite, menor consumo por refeição e maior seletividade na escolha dos alimentos. Porém, não significa que a categoria perderá relevância, mas que precisará evoluir.”

Algumas tendências já começam a aparecer:

  • Crescimento de pizzas individuais e porções menores
  • Formulações com maior teor de proteína e melhor perfil nutricional
  • Massas integrais, de fermentação natural ou com ingredientes funcionais
  • Redução de sódio e gordura sem comprometer sabor
  • Comunicação mais transparente sobre ingredientes e valor nutricional
  • Segmentação clara entre indulgência e bem-estar

Na avaliação da especialista, a inteligência artificial (IA) terá um papel importante nessa adaptação. “Ela permitirá identificar shoppers potenciais, quais perfis continuam comprando pizzas tradicionais, quais deles migraram para opções mais leves e quais ocasiões de consumo permanecem relevantes. Com isso, será possível personalizar sortimento, promoções e comunicação por loja, região e perfil de cliente.”

Os principais desafios para a categoria serão:

  • Equilibrar indulgência e saudabilidade
  • Evitar excesso de SKUs em um mercado cada vez mais segmentado
  • Integrar operação de food service e varejo sem aumentar complexidade operacional
  • Ajustar espaço de exposição entre pizzas prontas, refrigeradas, congeladas e ingredientes para preparo
  • Medir a rentabilidade da categoria considerando produto, serviço e receitas provenientes de retail media

Portanto, no longo prazo, a categoria pizza tende a deixar de ser gerida apenas como “congelados”. Ela deverá ser administrada como uma plataforma de soluções para refeições, organizada por missões de compra e ocasiões de consumo. “Esse é exatamente o tipo de evolução que caracteriza o novo GC: menos foco no produto isolado e mais foco em resolver necessidades reais do shopper, utilizando dados, IA, serviços e experiências para gerar crescimento sustentável tanto para a indústria quanto para o varejo”, finaliza Fatima.

9 de julho de 2026 0 Comentários
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Varejo

“O Assaí Farma é só o começo de uma nova etapa da nossa história”, afirma Belmiro Gomes

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Assaí Atacadista está prestes a dar mais um passo em sua estratégia de diversificação dos negócios. A companhia inaugura, na próxima semana, a primeira unidade do Assaí Farma, instalada na loja Anhanguera, em São Paulo, marcando oficialmente sua entrada no segmento farmacêutico. O projeto faz parte do plano da varejista de ampliar suas frentes de crescimento e oferecer uma experiência de compra cada vez mais completa aos consumidores.

Em publicação nas redes sociais, o CEO do Assaí Atacadista, Belmiro Gomes, destacou que o novo negócio representa um marco na trajetória da empresa e reforçou a importância das parcerias construídas para viabilizar a iniciativa. “O Assaí Farma é só o começo de uma nova etapa da nossa história, construída com cuidado, parceria e pessoas — e a convicção de que evoluir continuamente é o que nos torna únicos”, afirmou o executivo.

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Antes da inauguração, a companhia apresentou o projeto a representantes da indústria farmacêutica, em um encontro voltado ao fortalecimento do relacionamento com fornecedores e parceiros estratégicos. Segundo Belmiro, o diálogo com o setor foi fundamental para demonstrar a seriedade da iniciativa e compartilhar a estrutura criada exclusivamente para conduzir a nova operação.

A diretoria responsável pelo Assaí Farma foi formada por profissionais especializados no segmento, que agora passam a liderar a implantação e a operação das novas unidades. Para o executivo, o diferencial do projeto está justamente na equipe reunida para conduzir essa nova fase da empresa.

A expansão para o mercado de saúde e bem-estar acompanha mudanças no comportamento do consumidor, cada vez mais atento aos cuidados pessoais e à conveniência de concentrar diferentes necessidades em um único local. Com isso, o Assaí busca fortalecer seu posicionamento como destino completo de compras, reunindo alimentos, itens de abastecimento e, agora, medicamentos e produtos farmacêuticos.

O plano prevê a abertura de 25 farmácias ao longo de 2026, todas instaladas em áreas segregadas dentro de lojas do estado de São Paulo, em conformidade com a legislação vigente. A expectativa é ampliar gradualmente a presença do novo formato, reforçando categorias de alta recorrência no dia a dia dos clientes.

Com o lançamento do Assaí Farma, a empresa amplia seu ecossistema de negócios e aposta na integração entre varejo alimentar e serviços de saúde como uma das principais avenidas de crescimento para os próximos anos.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Varejo

Grupo Machado inaugura o maior atacarejo de Sinop e do Norte de MT

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Grupo Machado inaugurou na quinta-feira (2 de julho) o maior atacarejo de Sinop e da região norte de Mato Grosso aberto pela companhia. A loja, que opera sob a bandeira Super Atacado Machado, tem 20 mil metros quadrados, seis mil metros quadrados só de área de vendas e está localizada em um terreno com 56 mil metros quadrados.

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Dimensão e importância do novo Super Atacado Machado

Esta é a quarta unidade de cash & carry do Machado e a nona da rede. O espaço, localizado entre os bairros de Sinop São Cristóvão e Alto da Glória, oferece mais de 20 mil itens nas prateleiras. A loja tem 350 funcionários, o que eleva o número de colaboradores do Grupo Machado para mais de 3.600 pessoas.

Segundo o diretor Gustavo Pepinelli Martins, a região já demandava um empreendimento como esse, e a empresa chega com uma proposta de preços competitivos.

Conheça a história do Grupo Machado em Mato Grosso

A história do Grupo Machado começou na década de 1970, quando os irmãos Irineu Martins, João Carlos Martins e Joaquim Martins Neto, que eram caminhoneiros na época, decidiram explorar o interior de Mato Grosso. O nome “Machado” foi uma homenagem à cidade de origem dos irmãos, Álvares Machado, em São Paulo, onde nasceram e aprenderam a arte do comércio no empório do patriarca.

No início, o objetivo dos irmãos Martins era atuar no atacado, fornecendo produtos aos comerciantes do norte do estado do Centro-Oeste. A entrada no varejo, porém, aconteceu de forma inesperada. Eles viajavam de caminhão levando mercadorias e fazendo entregas pelas cidades da região, tendo Colíder como ponto final do trajeto. Como a distância e as más condições das estradas tornavam o processo muito lento, muitas vezes o cliente já havia comprado o produto de outro vendedor ambulante quando o caminhão finalmente chegava. Com isso, sobravam mercadorias ao fim de cada linha, e os irmãos decidiram criar um espaço para guardá-las e vendê-las depois — dando origem, assim, à primeira loja da família.

Da Casa Machado ao Super Center em Sinop

Em 1975, foi inaugurada a primeira loja do grupo, a Casa Machado, na cidade de Colíder (MT). E, desde então, o negócio prosperou. Importante destacar que, em 2008, Sinop recebeu o Machado Super Center, um empreendimento de grande porte no interior de Mato Grosso, composto por um amplo supermercado e 18 lojas (de móveis, confecções, farmácia, choperia, cinema, agência bancária, entre outras). Localizado no bairro São Cristóvão, o Super Center gerou 400 empregos diretos, com uma área construída de 18 mil metros quadrados.

Em 2016, a rede Machado, acompanhando as tendências de consumo do brasileiro e buscando sempre a inserção e adaptação ao mercado, lançou seu primeiro e-commerce (comércio eletrônico).
Um ano depois, em 2017, o Grupo Machado diversificou suas operações, adquirindo as concessionárias Ascia Fiat e Ascia Mitsubishi, bem como outros empreendimentos, entre eles: o Cine Center, a franquia Giraffas e a MModa.

Fonte: GC Notícias e informações institucionais da rede

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Pessoas

Comper e Fort movimentam MS e RS com eventos e mutirão de emprego

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O Grupo Pereira — dono das bandeiras Comper e Fort Atacadista — promove neste fim de semana ações em dois estados. No Mato Grosso do Sul, a rede realiza duas grandes iniciativas: uma com perfil social e outra voltada à categoria de vinhos. Nos dias 10 e 11 de julho, o Comper Itanhangá recebe o Primeiro Bazar Solidário Entre Amigos. Já no dia 11 de julho, será a vez da unidade do Fort Coronel Antonino sediar com exclusividade o Festival Mundo dos Vinhos, com entrada gratuita. No Rio Grande do Sul, o Fort Atacadista participa de um mutirão com 200 vagas de emprego em Viamão.

Como funcionar o Bazar Solidário

Promovido em parceria entre a varejista e o Instituto Hiltrudes Pereira (IHP), o evento de caráter social será sediado no estacionamento coberto da unidade Comper Itanhangá, no período das 8h às 17h. A ação mobiliza uma rede de cooperação mútua entre a iniciativa privada, a organização institucional e a sociedade civil.

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Durante o evento, será comercializada uma ampla gama de produtos, englobando mercadorias novas e usadas, artigos de artesanato confeccionados pelas próprias instituições e itens disponibilizados pela Receita Federal. O público consumidor poderá adquirir produtos eletroeletrônicos, brinquedos, vestuário, calçados e perfumes importados.

A totalidade dos recursos financeiros obtidos por meio das vendas, correspondente a 100% da arrecadação, será repassada de forma direta às instituições filantrópicas participantes, sem retenção de taxas ou custos operacionais. A iniciativa congrega 16 entidades atuantes em frentes distintas de vulnerabilidade social, saúde, reabilitação e acolhimento.

A gerente nacional de relacionamento do Grupo Pereira, Fernanda Bardauil, detalhou os fundamentos que justificam a realização da atividade no espaço comercial. “O desenvolvimento de eventos dessa natureza cumpre a função de viabilizar fontes alternativas de arrecadação de fundos para que as entidades parceiras consigam dar manutenção às suas atividades essenciais. Para nós, representa uma satisfação institucional consolidar as dependências do Comper como um espaço receptivo para causas de interesse público e de transformação social na comunidade”, afirmou.

Atividades culturais e desfile inclusivo marcam ação social

Além do bazar solidário, o cronograma do evento prevê a realização de atividades culturais e de inclusão. Estão programados desfiles para a exibição de peças de vestuário, acessórios e calçados disponíveis para venda. O corpo de modelos será composto por colaboradores do próprio Grupo Pereira, em uma ação planejada para representar a diversidade corporativa e social, reunindo jovens, profissionais com mais de 60 anos e pessoas com deficiência (PcD).

A programação matutina e vespertina nos dois dias de evento contará também com a apresentação de grupos musicais formados e mantidos pelas próprias instituições filantrópicas participantes.

A vice-presidente do IHP, Bruna Pereira, contextualizou a criação da entidade e o propósito que rege a execução do primeiro bazar solidário. “Inspirado pelo legado de amor, generosidade e cuidado com o próximo de Dona Trude [apelido de Dona Hiltrudes], o Instituto nasceu para ampliar e fortalecer o que o Grupo Pereira sempre acreditou: fazer a diferença na vida das pessoas. Ele tem como propósito criar oportunidades reais para quem mais precisa. É a nossa forma de honrar uma trajetória construída com dedicação e seguir participando ativamente na construção de uma realidade mais justa e solidária”, declarou.

O IHP foi criado pela família Pereira para manter vivo o legado de Dona Hiltrudes, empresária que dedicou sua vida ao desenvolvimento econômico e social das comunidades nas quais a varejista atua.

Festival Mundo dos Vinhos chega ao Fort Atacadista em Campo Grande

O festival já foi promovido em outras unidades da rede neste ano, como em Florianópolis (SC), São Bernardo do Campo (SP), Gravataí e Canoas (RS), Taguatinga (DF) e na unidade Três Barras em Campo Grande. Neste sábado, será a vez do Fort Atacadista Coronel Antonino, localizado na Rua São Borja, 586, Vila Célia.

O objetivo é apresentar a diversidade de rótulos disponíveis na Adega Fort, além de proporcionar momentos de integração cultural. A programação inclui degustações de vinhos, queijos, embutidos e massas, além de atividades artísticas, com apresentação musical de saxofone e apresentação de tango.

Ao todo, serão exibidos rótulos de diferentes vinícolas, incluindo produções do Uruguai, Chile, África do Sul, Argentina, Portugal, Espanha, França e Itália, além de opções nacionais, ampliando a diversidade disponível durante o festival.

O evento tem entrada gratuita e reúne dezenas de parceiros, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer rótulos nacionais e importados, além de experiências de harmonização entre alimentos e vinhos. Para o sommelier do Grupo Pereira, Charles de Carvalho, “o evento é uma oportunidade para que o público conheça novos sabores, aprenda sobre o universo dos vinhos e aproveite momentos especiais com amigos e familiares”, afirmou.

Após a edição de sábado em Campo Grande, estão confirmadas as últimas etapas do Festival Mundo dos Vinhos em Cuiabá (MT), Chapecó (SC), Caxias do Sul (RS) e Itajaí (SC).

Fort Atacadista oferece 200 vagas de emprego sem experiência no RS

No Rio Grande do Sul, o Fort Atacadista participa do maior feirão de empregos de Viamão em 2026. A seleção será realizada em formato de mutirão, no próprio local do evento. Confira os detalhes para candidatura:

  • Vagas disponíveis: 200 postos de trabalho para diversas funções, incluindo operador de loja, auxiliar de perecíveis, auxiliar de padaria e auxiliar de cozinha.
  • Locais de atuação: as oportunidades contemplam as seis lojas do Fort Atacadista no estado (Canoas, Caxias do Sul, Gravataí, Novo Hamburgo, Santa Cruz do Sul e Viamão).
  • Requisitos: não é necessário ter experiência anterior na função. Os interessados devem comparecer portando documento de identidade e currículo impresso.
  • Data e horário: quinta-feira, 9 de julho, das 9h às 16h.
  • Endereço do mutirão: Centro de Eventos do Parque Saint Hilaire (Avenida Senador Salgado Filho, 2785, parada 38 – Viamão, RS).

Além da oportunidade de recolocação profissional, os contratados terão acesso a um pacote completo de benefícios corporativos, que inclui seguro de vida, alimentação na empresa (café da manhã, almoço ou jantar) e convênio com o Sesc e empresas parceiras nas áreas de lazer, educação e saúde.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Varejo

Market4u projeta faturar R$ 500 mi e alcançar 4 mil unidades em 2026

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

O market4u projeta alcançar R$ 500 milhões em faturamento e chegar a 4.000 unidades em 2026, uma expectativa de crescimento de 72% sobre os R$ 336 milhões registrados em 2025.

O avanço ocorre em um ambiente favorável ao franchising brasileiro. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor faturou R$ 72,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a receita chegou a R$ 308,4 bilhões, com crescimento de 10,7%. Entre os segmentos com melhor desempenho, Alimentação — Comercialização e Distribuição, categoria que engloba os mercados autônomos, foi o grande destaque ao avançar 22% no período, impulsionado pelo fortalecimento de operações voltadas à conveniência e ao consumo imediato.

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  • Market4u apresenta totem com reconhecimento facial
  • Market4u aposta em conveniência e tecnologia para crescer mesmo em cenário de inflação

Acompanhando esse movimento, o market4u comercializou mais de 100 franquias nos últimos dois meses, sendo 53 novas operações em abril e outras 49 em maio, reforçando o avanço do modelo de varejo autônomo e de proximidade no franchising brasileiro.

Fundado em 2020, em Curitiba (PR), por Eduardo Córdova, o market4u soma mais de 2.700 unidades distribuídas em cerca de 185 cidades e reúne 750 franqueados. As lojas operam dentro de condomínios residenciais e comerciais, funcionam 24 horas por dia, sem atendentes, e contam com gestão totalmente remota, um modelo que favorece a expansão via multifranqueados.

Com investimento inicial a partir de R$ 80 mil, incluindo estrutura, tecnologia e taxa de franquia que permite a abertura de até cinco unidades, o negócio aposta em escala e simplicidade operacional para atrair novos empreendedores. O prazo de retorno estimado varia de 16 a 24 meses.

Para sustentar o ritmo de expansão, o market4u vem reforçando sua estrutura logística e tecnológica. A empresa inaugurou recentemente um centro de distribuição no Rio de Janeiro, com investimento superior a R$ 1 milhão, o quarto da operação, que já conta com unidades no Paraná e em São Paulo, com capacidade para abastecer cerca de 250 lojas por dia, consolidando a logística como uma alavanca de eficiência, margem e crescimento. Em paralelo, a rede amplia o uso de inteligência artificial em frentes como precificação dinâmica, gestão de estoque e análise de consumo.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Consumo nos Lares

Consumo das famílias cresce 3,93% em maio na comparação anual, aponta monitoramento da ABRAS

De Amanda Leiria 8 de julho de 2026
Escrito por Amanda Leiria

O Consumo nos Lares Brasileiros cresceu 3,93% em maio de 2026 na comparação com maio de 2025, segundo o monitoramento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em relação a abril, o indicador avançou 2,23%. No acumulado do ano, o consumo registra alta de 2,47%.

Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados.

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  • Cesta de 35 produtos de largo consumo acumula alta de 6,82% no ano

Para o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan, o resultado de maio mostra que o consumo nos lares mantém resiliência, mesmo diante da desaceleração no ritmo de abertura de vagas formais. “O saldo do emprego formal em maio foi menor do que o observado no mesmo período do ano passado, mas permaneceu positivo. Além disso, o estoque de trabalhadores com carteira assinada segue em patamar elevado, o que contribui para dar previsibilidade ao orçamento das famílias e sustentação ao consumo nos lares. Em um cenário de juros elevados e consumidores mais atentos aos preços, essa previsibilidade de renda ajuda a preservar o abastecimento das famílias ao longo do mês”, analisa Milan.

De acordo com dados do Novo Caged, o Brasil gerou 72.960 empregos com carteira assinada em maio. No acumulado de janeiro a maio, foram criados 767.326 novos postos formais, alta de 1,6% no número de vínculos, elevando o estoque de empregos com carteira assinada para 47,8 milhões. Em 12 meses, o saldo chega a 973.285 novas vagas, crescimento de 2,1%.

Além do mercado de trabalho, a renda disponível das famílias contou com reforços adicionais ao longo de maio. Ao final do mês, a Receita Federal pagou cerca de R$ 16 bilhões a 8,7 milhões de contribuintes no primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Também seguiram em circulação recursos da antecipação do 13º salário de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS, estimada em R$ 78,2 bilhões, para cerca de 35,2 milhões de beneficiários (abril a junho).

Outros programas e pagamentos extraordinários também contribuíram para reforçar o orçamento das famílias. Em maio, o Bolsa Família transferiu R$ 12,9 bilhões para 19,09 milhões de beneficiários. Já o quarto lote do PIS/PASEP, destinado a 4,5 milhões de trabalhadores, injetou cerca de R$ 5,7 bilhões na economia. No mesmo período, houve ainda a liberação de R$ 3,3 bilhões para o pagamento de atrasados do INSS.

Em perspectiva anual, soma-se a esse conjunto de medidas o reajuste de 5,4% no piso salarial dos professores da educação básica pública, em vigor desde janeiro, com impacto estimado de R$ 6,4 bilhões na economia em 2026.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Consumo nos Lares

Cesta de 35 produtos de largo consumo acumula alta de 6,82% no ano

De Amanda Leiria 8 de julho de 2026
Escrito por Amanda Leiria

O Abrasmercado — indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo — registrou alta de 2,16% em maio. Com o resultado, o valor médio da cesta manteve a trajetória de elevação observada nos meses anteriores, passando de R$ 836,80 para R$ 854,91. No acumulado do ano, o avanço é de 6,82%.

Entre os produtos básicos, a principal pressão veio do feijão (+6,44%), seguido pelo arroz (+2,16%) e pelo leite longa vida (+0,77%). Em sentido oposto, registraram queda o café torrado e moído (-2,38%), o açúcar refinado (-0,99%), o óleo de soja (-0,87%), a farinha de mandioca (-0,67%), a massa sêmola de espaguete (-0,53%) e a farinha de trigo (-0,21%).

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  • Consumo das famílias cresce 3,93% em maio na comparação anual, aponta monitoramento da ABRAS

No acumulado do ano, as principais altas seguem concentradas no feijão (+41,09%) e no leite longa vida (+22,33%), itens que continuam exercendo pressão relevante sobre a cesta.

No grupo das proteínas, os preços apresentaram comportamento misto. Houve avanço na carne bovina – corte do traseiro (+1,90%) e corte do dianteiro (+1,71%) – e no frango congelado (+0,52%). Em sentido contrário, os ovos (-1,08%) e o pernil (-0,27%) registraram retração no mês.

Entre os vegetais frescos, o movimento de alta foi expressivo, com destaque para a batata (+44,69%), o tomate (+20,62%) e a cebola (+16,80%), refletindo a maior sensibilidade desses produtos às condições de oferta e à sazonalidade.

Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram em papel higiênico (+1,09%), xampu (+0,94%), creme dental (+0,85%) e sabonete (+0,85%).

Na limpeza doméstica, houve elevação em desinfetante (+0,98%), detergente líquido para louças (+0,89%), água sanitária (+0,74%) e sabão em pó (+0,11%).

Análise regional

Entre as regiões, o Nordeste registrou a maior variação de preços em maio, com avanço de 2,79%, elevando o valor médio da cesta de R$ 751,53 para R$ 772,51. Apesar da maior alta mensal, a região permaneceu com o menor custo médio entre as macrorregiões.

No Sul, a alta foi de 2,77%, levando o valor médio de R$ 907,28 para R$ 932,39, mantendo a região entre os maiores patamares nacionais.

No Centro-Oeste, a cesta subiu 2,60%, avançando de R$ 781,96 para R$ 802,33.

O Norte apresentou elevação de 1,88%, com a cesta passando de R$ 922,44 para R$ 939,79, mantendo a região com o maior custo médio do país. Já o Sudeste registrou alta de 1,86%, com o valor médio passando de R$ 858,72 para R$ 874,66.

Recorte: cesta de 12 produtos básicos sobe 0,81% em maio

No recorte da cesta de 12 produtos básicos, o preço médio nacional subiu 0,81% em maio. Com o resultado, o valor médio passou de R$ 354,22 para R$ 357,10.

As principais pressões de alta vieram do feijão (+6,44%), seguido pelo arroz (+2,16%), pela carne bovina – corte do dianteiro (+1,71%), pelo queijo muçarela (+1,56%), pelo leite longa vida (+0,77%) e pela margarina cremosa (+0,36%).

No sentido oposto, as quedas mais relevantes foram registradas em café torrado e moído (-2,38%), açúcar refinado (-0,99%), óleo de soja (-0,87%), farinha de mandioca (-0,67%), massa sêmola de espaguete (-0,53%) e farinha de trigo (-0,21%).

Regionalmente, o Norte liderou a variação em maio, com alta de 2,11% e custo médio de R$ 447,54. O resultado foi influenciado principalmente pelas altas do arroz (+4,42%), da carne bovina – corte do dianteiro (+4,29%) e do leite longa vida (+3,50%), todas superiores à média nacional. Também contribuíram para o avanço regional o óleo de soja (+2,23%) e a massa sêmola de espaguete (+1,84%), que registraram alta na região e retração na média nacional.

O Centro-Oeste registrou a segunda maior alta, de 1,62%, levando a cesta ao valor médio de R$ 350,08.

No Nordeste, a elevação foi de 1,28%, com valor médio de R$ 315,65, mantendo a região com a cesta de menor valor entre as cinco macrorregiões.

O Sul apresentou alta de 0,95%, elevando o custo médio da cesta para R$ 381,88. O Sudeste registrou a menor variação regional, de 0,53%, com preço médio de R$ 371,94.

Capitais e regiões metropolitanas

Entre as capitais e regiões metropolitanas, os menores valores médios da cesta de 12 produtos permanecem concentrados no Nordeste. Em maio, Salvador registrou R$ 314,35, Recife R$ 314,61, Fortaleza R$ 315,77, Aracaju R$ 316,43 e São Luís R$ 317,08.

No Centro-Oeste, os preços permaneceram em faixa intermediária, com Goiânia (R$ 349,14), Brasília (R$ 349,56) e Campo Grande (R$ 351,54).

No Sudeste, a cesta apresentou patamar superior ao observado no Nordeste e no Centro-Oeste, com Rio de Janeiro (R$ 369,66), Belo Horizonte (R$ 370,33), São Paulo (R$ 371,60) e Grande Vitória (R$ 376,16).

Já no Sul, Curitiba registrou R$ 377,39 e Porto Alegre R$ 386,37, mantendo a região entre os maiores valores médios do país, atrás apenas do Norte.

O Norte segue concentrando os preços médios mais elevados da cesta, com Belém (R$ 446,20) e Rio Branco (R$ 448,88), mantendo a região no topo do ranking nacional de custo médio.

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Tendências

O que a China me ensinou sobre construir o futuro antes que ele chegue

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Artigo por Ariane Bete

Recentemente participei de uma imersão na China ao lado de executivos brasileiros interessados em compreender algumas das transformações que estão redefinindo o varejo, os meios de pagamento e a relação entre tecnologia e consumo.

Antes de embarcar, e acho que como muitas pessoas, eu associava a China principalmente à sua capacidade industrial, ao avanço tecnológico e à velocidade de inovação, mas voltei com uma visão e percepção ampliada.

O que mais me impressionou não foram os prédios, a infraestrutura ou a tecnologia; foi a clareza de direção que eu testemunhei durante os dias de aprendizado.

A China parece ter uma compreensão muito objetiva sobre onde quer chegar nas próximas décadas. Esse propósito se materializa em investimentos, educação, infraestrutura, desenvolvimento tecnológico e planejamento econômico. Mais do que um conjunto de iniciativas isoladas, existe uma percepção de alinhamento entre diferentes atores da sociedade em torno de prioridades comuns.

Independentemente das diferenças culturais, políticas e sociais que distinguem a realidade chinesa da brasileira, existe uma lição importante para qualquer liderança empresarial: grandes transformações exigem horizonte de longo prazo. Mais do que tecnologia ou inteligência artificial, a principal lição da China está na capacidade de alinhar visão, estratégia e execução em torno de objetivos de longo prazo.

Durante a visita, ficou evidente que muitas das soluções que hoje impressionam o mundo não nasceram da noite para o dia. Elas são resultado de anos — e em alguns casos décadas — de construção contínua de capacidades, investimentos consistentes e aprimoramento permanente. Essa talvez seja uma das reflexões mais relevantes para o ambiente corporativo atual.

Vivemos em um período em que as organizações são pressionadas diariamente por metas trimestrais, indicadores mensais e desafios imediatos. Naturalmente, resultados de curto prazo são importantes. Mas existe um risco quando toda a energia da gestão é consumida pelas urgências do presente.

Ao viver dias intensos numa cultura e organização como a da China, fico com algumas inquietações instigantes para nossa realidade, como: quanto tempo dedicamos para discutir o futuro? Estamos construindo as competências que serão necessárias daqui a cinco ou dez anos ou formando as parcerias que sustentarão o crescimento dos próximos ciclos? Vamos investir em tecnologia apenas para resolver problemas atuais ou para criar vantagens competitivas duradouras?

No setor financeiro, por exemplo, observamos uma aceleração sem precedentes da digitalização, da inteligência artificial e da integração entre diferentes plataformas. No varejo, a experiência do consumidor se torna cada vez mais conectada, personalizada e instantânea.

Diante desse cenário, a capacidade de antecipar movimentos passa a ser tão importante quanto a capacidade de executar. A principal lição que trouxe da China é que o futuro não acontece por acaso. Ele é resultado de decisões tomadas diariamente, muitas vezes sem efeitos imediatos, mas que se acumulam ao longo do tempo.

É evidente que visão sem execução é apenas intenção. Mas execução sem visão também pode levar empresas a correrem muito sem necessariamente avançarem na direção certa. Talvez o maior diferencial das organizações que liderarão os próximos anos não esteja apenas na adoção de novas tecnologias, mas na capacidade de combinar clareza estratégica, disciplina operacional e uma visão que ultrapasse o próximo trimestre.

As grandes transformações não dependem apenas de velocidade. Elas nascem da clareza sobre o destino que se quer alcançar e da disciplina para construir esse caminho, dia após dia.
Ariane Bete, Diretora Comercial da DM, empresa de serviços financeiros que é referência em gestão de crédito para o varejo.

Ariane Bete, Diretora Comercial da DM, empresa de serviços financeiros que é referência em gestão de crédito para o varejo.

8 de julho de 2026 0 Comentários
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Varejo

H&B nos supermercados: da compra por reposição à jornada de autocuidado e dados

De Redação SuperHiper 8 de julho de 2026
Escrito por Redação SuperHiper

Por Giseli Cabrini

Como transformar uma compra de abastecimento e reposição em uma jornada de fidelização e autocuidado? Essa parece ser a virada de chave para maximizar os ganhos da seção de higiene e beleza (H&B) diante dos novos hábitos de compra do consumidor. O canal farma segue forte, as lojas especializadas ganham espaço e o e-commerce avança sobre categorias que antes eram território garantido do varejo alimentar.

O modelo híbrido: equilíbrio entre a reposição e o impulso

Na prática, a maioria das redes supermercadistas trata a seção de H&B como uma área híbrida: o corredor principal resolve reabastecimento — alta previsibilidade, foco em giro e disponibilidade, uma vez que envolve produtos de uso contínuo e alta frequência de compra —, enquanto pontos extras, pontas de gôndola e áreas de destaque exploram indulgência e impulso. É exatamente aí que entram as estratégias de planogramação, ancoragem de preço e cross-merchandising.

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Mas o próximo passo já está em curso: o cruzamento de dados de comportamento, histórico de compra e perfil do shopper. Essas informações são valiosas porque permitem não só antever o ciclo de reposição de cada item e refinar a escolha do sortimento — competindo não apenas por preço, mas por conveniência, disponibilidade e confiança —, como também transformar a experiência de compra ao impactar o cliente com ofertas personalizadas.

Ao fazer parte da rotina de compra dos consumidores, os supermercados têm vantagem frente aos demais canais físicos e ao e-commerce. Ainda assim, existem oportunidades a explorar capazes de transformar a seção de H&B em um destino de recompensa, desejo e fidelização.

Estratégia de gôndola: elevando a categoria por meio da curadoria

Um passo nessa direção é apostar em curadoria e passar a trabalhar os itens dessa seção como categorias estratégicas dentro da jornada de compra.

“Isso envolve aprimorar a exposição, organizar melhor as gôndolas, destacar as subcategorias de maior valor agregado e criar pontos de contato que ajudem o consumidor a lembrar dessas necessidades durante a compra. Produtos de higiene, beleza e bem-estar precisam estar bem sinalizados, com comunicação clara e, sempre que possível, próximos de categorias complementares”, destaca o gerente nacional de Trade Marketing da Cottonbaby, Alex Rebelo.

Ele acrescenta que, ao enxergar essas categorias por ocasião de uso — e não apenas por função básica —, os supermercados conseguem explorar melhor seu potencial de giro.

As categorias ligadas à praticidade e ao autocuidado tendem a ganhar cada vez mais espaço. O consumidor busca soluções que facilitem a rotina, tenham qualidade e estejam disponíveis no momento da compra principal. Entre as subcategorias com potencial, destacam-se lenços umedecidos, algodão, hastes flexíveis, curativos, itens de cuidado feminino, higiene íntima, produtos baby e infantis, além de linhas ligadas a skincare, body care e perfumação.

“Ainda que alguns desses produtos — o algodão, por exemplo — costumem ser vistos como básicos, eles têm alta recorrência, grande presença no dia a dia e forte conexão com outras categorias de maior valor agregado”, detalha Rebelo.

Portanto, indústria e varejo alimentar podem unir esforços para que o ponto de venda físico deixe de ser apenas um fornecedor de itens e se consolide como um canal de experiência, ampliando a chance de conversão. Para isso, comunicação clara e objetiva é fundamental: a gôndola precisa orientar a escolha, não apenas expor o produto.

Curadoria e saúde: segurança como diferencial competitivo

Organizar melhor a categoria não é só uma questão estética ou de conversão — segundo especialistas da área da saúde, também é uma questão de segurança para o consumidor.

“Uma curadoria mais cuidadosa pode transformar a categoria de higiene, beleza e cuidado pessoal em uma área de orientação, e não apenas de reposição. O consumidor já compra esses itens no supermercado, mas muitas vezes faz isso no automático, por preço, promoção ou hábito. Quando o varejo organiza melhor a categoria e facilita a escolha, ajuda o cliente a comprar com mais segurança. Essa estratégia também pode evitar que o consumidor escolha apenas pelo menor preço ou pela embalagem mais atrativa. Preço é importante, mas, em saúde da pele, o produto errado pode sair caro se causar irritação, alergia ou piora de uma condição dermatológica”, explica a dermatologista Paula Sian.

Inteligência de dados e CRM: o motor da personalização no H&B

Na avaliação da Mededeling, agência de marketing direto e digital especializada em programas de fidelidade (loyalty), relacionamento com o consumidor e endomarketing, o uso de dados estruturados para mapear hábitos e jornadas de consumo permite ao varejo alimentar segmentar e disparar campanhas mais assertivas, estruturando réguas de comunicação baseadas no ciclo de vida do produto.

“É muito importante nunca tratar toda a base do CRM da mesma forma. Disparar ofertas genéricas, sem considerar o perfil, o comportamento de compra ou o ciclo de reposição, reduz a relevância da comunicação, compromete a rentabilidade e pode enfraquecer o relacionamento com o cliente. Criar muitas barreiras para o resgate de benefícios também pode desestimular o shopper. Esse processo precisa ser fluido e personalizado de forma nativa no check-out”, adverte a CEO da empresa, Andrea Silva.

10 insights práticos para aplicar

Confira os principais insights destacados pela executiva para aplicar no ponto de venda:

1. Loyalty cruzado: vincular a cesta de compras diárias a mecânicas de fidelidade que liberam créditos para a compra de cosméticos, transformando a seção em um destino de recompensa e desejo.

2. Gôndola phygital: implementar QR Codes nas gôndolas para oferecer roteiros virtuais de autocuidado e diagnósticos de pele personalizados no momento da escolha do produto.

3. Notificação na entrada da loja: integrar a jornada phygital por meio de notificações digitais personalizadas no aplicativo assim que o cliente é identificado na entrada do supermercado.

4. Sortimento orientado por propensão: otimizar o abastecimento das gôndolas priorizando produtos de maior propensão de conversão, com base no histórico transacional dos grupos de clientes.

5. Estoque por dados de pagamento: ajustar o mix com marcas de alto giro, usando inteligência de dados de meios de pagamento para mapear o real perfil de consumo do público local.

6. Rotinas como categoria: agrupar produtos por rotinas (como “cuidados de beleza”) e associar a compra ao ganho de créditos cruzados para uso em outros canais.

7. Cross-merchandising nutrição x skincare: consumidores de alimentos ricos em antioxidantes, orgânicos e integrais tendem a ter propensão natural a produtos de skincare com formulações naturais. Campanhas ligando o hortifrúti à área de cosméticos naturais podem gerar novos fluxos de conversão.

8. Impulso digital de última hora: aproveitar a rota já estabelecida das compras on-line para incluir “mimos” de autocuidado por meio de compras por impulso digitais antes da finalização do carrinho.

9. Marca própria dermocosmética: investir em linhas com ativos reconhecidos (Ácido Hialurônico, Vitamina C e Niacinamida), com bom custo-benefício e margem elevada.

10. Clusterização por persona: segmentar a base de CRM em três perfis de consumo e personalizar ofertas e jornadas para cada um:

  • Prática do Dia a Dia: foco em higiene básica, alto volume e promoções
  • Amante de Skincare: busca dermocosméticos, inovação e qualidade acima do preço
  • Pais de Família: direcionada a linhas infantis, bebês e cuidado familiar

Exemplo prático: quando a persona “Amante de Skincare” se aproxima da loja, recebe um “push” personalizado com cupom de desconto para produtos de autocuidado na gôndola especial.

O futuro do H&B: conveniência, confiança e desejo

A seção de H&B deixa de ser apenas um corredor de reposição para se tornar um espaço estratégico de relacionamento, no qual curadoria, dados e comunicação clara se somam. Para o varejo alimentar, o desafio agora é sair do “piloto automático” do shopper e construir, com dados e sinalização inteligente, uma jornada que combine conveniência, confiança e desejo.

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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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