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Raio-x do atacarejo

O cash & carry perde força em âmbito nacional, mas permanece aquecido regionalmente, com destaque no Nordeste e no Sul, segundo um estudo do Itaú BBA

De Redação SuperHiper
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Por Redação SuperHiper

O atacarejo, formato que ganhou força no Brasil, principalmente durante a pandemia, mostra ritmo de avanço distinto. Em âmbito nacional, ele tem perdido força, enquanto que regionalmente ele continua aquecido. É o que mostra um estudo elaborado por analistas do banco de investimento Itaú BBA.

Segundo o relatório, o cash & carry sofreu desaceleração de 31% no ritmo de abertura de lojas em 2025, quando foram inauguradas 114 unidades do segmento País afora. Um movimento já verificado em 2024 quando o formato registrou recuo de 15%.

“Isso representa uma clara redução em relação ao ritmo de cerca de 22 aberturas líquidas por mês observado entre 2021 e 2023 e reforça a mensagem de que o formato está definitivamente entrando em uma fase mais madura”, afirmou o Itaú BBA. “Nesse contexto, continuamos a ver o atacarejo como um mercado de baixo crescimento (os volumes devem ficar estáveis ao longo do tempo — crescimento populacional mais fraco e share of stomach [gasto com alimentação] estagnado —, com preços como principal motor).”

No entanto, de acordo com o banco, a redução do ritmo foi provocada pela cautela dos grupos de porte nacional, enquanto empresas regionais continuaram expandindo.

“A desaceleração foi em grande parte causada pelas bandeiras nacionais, que reduziram o ritmo à medida que prioridades de balanço e disciplina de capital passaram a prevalecer. Ao mesmo tempo, vários operadores regionais em reestruturação contribuíram com fechamentos e vendas de lojas. Em contraste, os principais operadores regionais mantiveram seu ritmo, continuando a consolidar liderança em seus principais estados, e regionais menores também permaneceram ativos”, explicou o BBA.

As regiões Nordeste e Sul concentraram a expansão, respondendo por 63% das aberturas líquidas de lojas em 2025. No Nordeste, a Bahia foi o epicentro, com 44% das aberturas da região.

Enquanto isso, São Paulo, mercado mais maduro, registrou o crescimento líquido mais modesto, “com forte aumento nos fechamentos (30 aberturas brutas versus 14 fechamentos), algo que chamou nossa atenção como possível sinal inicial de maior rotatividade (churn) e de consolidação mais rápida no futuro”, destacou o relatório.

Fonte: O Globo

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