Uma estratégia de portfólio que conecta embalagens menores e novas ocasiões de consumo tem gerado resultado positivo para o varejo alimentar. É o que revelam os resultados da Zinho, indústria pioneira no segmento de pães recheados, com sede em Ribeirão Preto (SP).
As vendas em janeiro deste ano foram 30% maiores que no mesmo período de 2025. A análise considera o desempenho do formato bolinha, que ganhou relevância no portfólio da empresa ao ampliar possibilidades e modos de consumo com a criação da linha Air Fryer, prestes a completar dois anos de mercado. Lançada em maio de 2024 em pacotes de 300 gramas (12 unidades) nos sabores pão de alho Tradicional, calabresa com queijo e Catupiry®, a linha ganhou versões menores em 2025, de 150 gramas (6 unidades).
Diferentemente do baguete, historicamente associado ao churrasco, o bolinha foi desenvolvido, de acordo com a empresa, para atender outros momentos de consumo com um preparo mais rápido e prático. O desempenho do formato ganhou impulso com um novo leiaute de embalagem, porções menores e o apelo para preparo na Airfryer. Mais relevante ainda é a mudança gradual na curva de vendas. A comparação entre os meses mostra que, graças às embalagens de 150 gramas, o desempenho da linha Air Fryer passa a se distribuir de forma mais equilibrada ao longo do ano, reduzindo a sazonalidade.
Após o pico de fim de ano, as vendas de alguns produtos chegam a cair até 50% em janeiro. No caso das embalagens menores, essa variação foi inferior a 5%. “O pão recheado sempre teve uma ligação muito forte com churrasco e momentos de celebração. Com o ‘Bolinha 150’, estamos conseguindo aproximar o produto da rotina das famílias e estimular compras mais frequentes ao longo do ano”, afirma a diretora de Gestão Corporativa da Zinho, Poliana Queiroz Pantuzi.
O formato acompanha a tendência crescente de demanda por porções reduzidas, especialmente em lares com menos moradores e famílias menores, somada à busca por soluções práticas e momentos de consumo fora das refeições principais. Do ponto de vista do varejo, a mudança contribui para ampliar a presença da categoria em diferentes seções das lojas e em novas missões de compra.
“Quando introduzimos embalagens menores, criamos novas oportunidades de exposição do produto no PDV e ampliamos o potencial de giro do produto, que deixa de aparecer apenas em momentos ligados ao churrasco e passa a dialogar com ocasiões de conveniência e consumo rápido”, avalia o gerente nacional de Vendas da Zinho, Fabrisio Gomes.
Segundo o executivo, a estratégia tende a gerar benefícios também para distribuidores e supermercadistas ao suavizar a sazonalidade das vendas e aumentar a previsibilidade de abastecimento durante o ano. “Na comparação de janeiro 2025 com janeiro 2026, nosso aumento de vendas do formato bolinha como um todo foi de 30%, o que comprova o impacto positivo do trabalho que vem sendo desenvolvido por nossas equipes de marketing e de vendas junto aos distribuidores e PDVs”, completa Gomes.