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Páscoa 2026: colomba avança, mas não “voa” como panetone

Em paralelo, varejistas, como o Supernosso, reforçam oferta do item fruto de fabricação própria e com apelo artesanal

De Redação SuperHiper
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Por Redação SuperHiper

A Páscoa não é só chocolate. A celebração abre caminho para impulsionar outras categorias que fazem parte do dia a dia do varejo alimentar, por exemplo, azeites, vinhos e pescados, bem como sazonais, entre elas a colomba pascal. Embora o item ainda não tenha o protagonismo do “primo” italiano, o panetone, ele vem conquistando um espaço importante nas vendas e merece a atenção do varejo alimentar.

Considerada pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados (Abimapi) como uma alternativa saborosa e econômica para o consumo em família durante a festividade cristã, a categoria apresentou resultados expressivos nas vendas entre 2024 e 2025. De acordo com dados recentes da NielsenIQ, encomendados pela Abimapi, a colomba pascal registrou um crescimento de 3,8% em volume e de 9,2% em valor na comparação entre 2025 e 2024.

A pesquisa monitorou as vendas em autosserviço (supermercados de pequeno e grande porte e hipermercados) e atacarejo (cash & carry). Em volume, o ano de 2024 registrou 8,1 mil toneladas comercializadas e faturamento aproximado de R$ 110 milhões de reais. Já em 2025, o volume chegou a 8,4 mil toneladas e cerca de R$ 120 milhões de reais.

Os dados revelam que os principais motores para o saldo positivo foram o aumento da presença de itens nas lojas que mais vendem e a elevação do peso médio dos produtos.

Para a Abimapi, o crescimento expressivo do último ciclo eleva as expectativas para 2026. É esperado que o setor cresça de 3% a 5%, especialmente frente ao cenário de alta no preço dos chocolates, o investimento dos consumidores no produto como presente o lançamento de novos formatos, embalagens e sabores.

O presidente-executivo da Abimapi, Claudio Zanão destaca o papel da inovação aliada à memória afetiva para manter a categoria em alta. “A colomba pascal se estabeleceu como um doce querido pelos consumidores no Brasil e ampliou seu espaço. As indústrias inovam ano a ano, incluindo variações trufadas e recheadas com diversos doces, mantendo sua tradição ao mesmo tempo em que entregam novidades que agradam o consumidor.”

Originária da Itália, a colomba pascal chegou ao Brasil nos anos 1980 e como outros produtos ganhou “toques” locais. A cobertura açucarada passou a incluir castanhas de caju em vez de amêndoas. O recheio também evoluiu, muitas vezes, sendo anunciado como “uma espécie de panetone” com a adição de gotas de chocolate, um sabor já associado à Páscoa por aqui.

 

Supernosso

O Grupo Supernosso projeta crescimento de 20% nas vendas na temporada de Páscoa em 2026. A estratégia para alcançar esse resultado combina abastecimento antecipado de itens da indústria tradicional, com o fortalecimento da produção própria, com foco em um nicho que vem ganhando espaço nas gôndolas: o mercado artesanal.

A principal aposta deste ano está na confeitaria artesanal da rede. Segundo a varejista, a demanda por ovos de colher com sabores premium, como pistache, Ferrero Rocher e Kit Kat, reflete uma mudança no perfil de consumo, com clientes em busca de produtos de maior valor agregado para presentear. As tradicionais colombas trufadas também estão entre os itens de fabricação própria que fazem sucesso na sazonalidade.

“A fabricação própria é um diferencial importante que nasce de um princípio simples: estar perto do nosso cliente e entender o que ele busca. A confeitaria artesanal do Supernosso nos permite transformar essa escuta ativa em produtos exclusivos, com qualidade e sabores que geram uma experiência de compra mais satisfatória”, destaca a gerente de Marketing do grupo, Tatiana Geraldo.

As gôndolas também já estão abastecidas com dezenas de opções voltadas ao público infantil, segmento no qual as indústrias parceiras ampliaram investimentos em brindes e licenciamentos. Além disso, o mix inclui ovos importados.

O planejamento para o período também contempla as restrições alimentares comuns à Quaresma. Nas “pistas quentes”, o setor de pratos prontos foi adaptado com novas receitas à base de peixes, para atender o cliente que busca conveniência no formato “pronto para servir”, sem abrir mão da tradição religiosa.

A rede também reforçou o estoque de itens sazonais, com lombos, filés e bacalhau desfiado, em versões resfriadas e congeladas, além de conservas e azeites da marca própria.

E, para os consumidores que valorizam experiências de enogastronomia, a Páscoa de 2026 também será marcada por novidades em vinhos, com rótulos selecionados para harmonizar com peixes, sushis e bacalhau.

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