Os mercados de bairro seguem como protagonistas na rotina de compras dos brasileiros. Levantamento da NielsenIQ Brasil, empresa global de inteligência de mercado, aponta que consumidores visitam pequenos mercados, em média, 74 vezes por ano, enquanto grandes redes registram cerca de 16 visitas anuais.
A preferência está associada, principalmente, à praticidade, ao acesso rápido a produtos essenciais e à relação de proximidade construída com os comerciantes locais.
É o caso de Fátima Divina Almeida, agente de organização escolar e moradora do bairro Cajuru, em Sorocaba (SP). Para ela, a escolha vai além do preço. “A proximidade com a diretoria da loja e a forma respeitosa como somos tratados fazem diferença. Existe confiança no caráter e na maneira como atendem o cliente”, afirma.
Segundo ela, fatores como organização dos produtos e clareza na exposição dos preços também contribuem para uma experiência de compra mais segura. “Quando os produtos são bem identificados e a comunicação da loja facilita encontrar o que precisamos, ajuda muito”, diz. Fátima destaca, ainda, que o atendimento é um diferencial, especialmente no cuidado com sua mãe idosa durante as compras.
Para Marcio Une, vice-presidente e diretor financeiro da Rede Bom Lugar, que atua há 26 anos em Sorocaba e região, a relação com os clientes é construída ao longo do tempo e atravessa gerações. “Nossas lojas estão estabelecidas há anos nos bairros. Atendemos avós, pais, filhos e netos da mesma família. São relações baseadas em valores familiares e respeito”, afirma.
Em um cenário de mudanças constantes no varejo, manter preços competitivos e qualidade no atendimento segue como desafio. “Nossas campanhas são pautadas pela credibilidade. O cliente precisa ter segurança de que encontrará exatamente o que foi comunicado. Dificuldades sempre existirão, independentemente do cenário econômico, mas trabalhamos diariamente para entregar qualidade com equilíbrio nos preços”, conclui.

