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Indústria inicia ano com “pé no freio”

Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial registrou queda de 12,3% em janeiro na série dessazonalizada em relação a dezembro de 2025

De Redação SuperHiper
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Em janeiro de 2026, o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial registrou queda de 12,3% na série dessazonalizada em relação a dezembro de 2025, indicando desaceleração da atividade no início do ano. Na comparação com igual mês do ano passado, houve retração de 34,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice apresentou queda de 16,0% e, no acumulado do ano, o recuo foi de 34,9%.

Na semana passada durante entrevista coletiva sobre o comportamento do índice em 2025, a gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da GS1 Brasil, Marina Pereira, já havia sinalizado que este ano deverá ser de cautela quanto a lançamentos por parte da indústria, mesmo diante de eleições e o Mundial de Futebol. Isso reflete um comportamento que se intensificou no segundo semestre do ano passado muito influenciado por um cenário de juros altos. Em 2026, outras questões como novas regras tributárias e acordos internacionais, por exemplo entre o Mercosul e a União Europeia UE, prometem também influenciar as decisões da indústria.

“Os resultados do índice de janeiro de 2026 mostram que o setor industrial iniciou o ano em um ritmo mais comedido, confirmando o comportamento visualizado no fim de 2025. Esse movimento indica uma postura mais conservadora neste início de ciclo, típico de períodos de planejamento e ajustes estratégico”, avaliou a CEO da GS1 Brasil, Virginia Vaamonde.

Resultado em 2025

Apurado pela Associação Brasileira de Automação – GS1 Brasil, o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial encerrou 2025 com queda de 13,8% no acumulado do ano, resultado que se repete no indicador dos últimos 12 meses. O desempenho confirma um movimento de desaceleração da atividade industrial ao longo de todo o período.

Na comparação anual, dezembro de 2025 registrou retração de 12,6% em relação a dezembro de 2024, reforçando um fechamento do ano marcado por menor dinamismo nos lançamentos de produtos da indústria brasileira, base de cálculo do índice. No curto prazo, o indicador também mostrou perda de ritmo, com queda de 32,1% em dezembro na comparação com novembro.

Contudo, na análise regional, destaque para a performance da região Norte do País: crescimento expressivo de 22,8% na intenção de lançamentos, impulsionado por investimentos ligados à COP30 e a presença da Zona Franca de Manaus.

O índice acompanha a movimentação dos pedidos de registro de novos produtos feitos pelas empresas junto à GS1 Brasil, etapa necessária para a entrada de mercadorias no mercado formal, é um termômetro da disposição da indústria em lançar novidades.

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