O Grupo Mateus, por meio de comunicado ao mercado divulgado no dia 5 de fevereiro, informou que sua cofundadora optou por doar em sua totalidade sua participação acionária na companhia, cerca de 248 milhões de papéis. Apesar do alto volume de ações envolvidas, a empresa deixou claro que não haverá mudanças no controle nem na gestão do negócio ou estratégia.
A movimentação envolveu a transferência gratuita das ações de Maria Barros Pinheiro para seus dois filhos, sendo 124 milhões para Ilson Mateus Rodrigues Junior, e os outros 124 milhões para Denilson Pinheiro Rodrigues. Com isso e somando as ações que já possuíam anteriormente, Ilson passa a deter cerca de 17,66% do capital total da companhia. Já Denilson passa a concentrar aproximadamente 18,84% das ações da empresa. Parte desses papéis, no entanto, permanece com usufruto vinculado à cofundadora, o que preserva sua influência sobre decisões estratégicas.
A transferência das ações ocorreu de duas formas diferentes. Em uma primeira parte, Maria Barros Pinheiro doou ações de maneira definitiva, ou seja, os filhos passam a ser donos plenos desses papéis, com direito a voto e a eventuais dividendos.
Na segunda parte da operação, a doação foi realizada com uma condição específica: a chamada reserva de usufruto. Na prática, isso significa que, embora as ações passem a estar no nome dos filhos, a mãe mantém, enquanto viver, os direitos de voto e o direito de receber os benefícios econômicos dessas ações, como dividendos.
Importante destacar que os envolvidos informaram que não possuem outros valores mobiliários do Grupo Mateus além das ações já declaradas e que seguem vinculados apenas ao acordo de acionistas firmado em 2020, documento que estabelece regras entre os principais sócios.
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Fonte: com informações do portal Times Brasil