O Grupo Pão de Açúcar (GPA) encerrou o quarto trimestre de 2025 com avanços nos indicadores financeiros e operacionais, em linha com a estratégia de negócio, maior disciplina na alocação de capital e foco em eficiência operacional.
A companhia alcançou margem EBITDA Ajustado de 10%, com resultado impulsionado, principalmente, pela expansão da margem bruta, que atingiu 27,7%, apoiada por negociações comerciais, redução de quebras e crescimento da receita de retail media. O prejuízo líquido foi reduzido em 65,8% em relação ao ano anterior, acompanhado por uma melhora na geração de caixa livre operacional, que atingiu R$ 669 milhões, valor 2,6 vezes superior ao registrado em 2024.
Em um cenário macroeconômico ainda desafiador, a companhia registrou crescimento de vendas em mesmas lojas (SSS) de 2,7%, com avanço de 4,0% no Extra Mercado e de 3,2% nos formatos de proximidade. No digital, a companhia manteve a posição de liderança no e-commerce alimentar e segue avançando na priorização da rentabilidade do canal. No trimestre, as vendas de e-commerce cresceram 6,6%, alcançando R$ 667 milhões e representando 12,6% das vendas totais.
A gestão de custos contribuiu para a redução das despesas gerais e administrativas e para a diminuição do Capex no trimestre. Em linha com o plano de eficiência anunciado no final de 2025, o Capex ajustado totalizou R$ 115 milhões, R$ 62 milhões abaixo do mesmo período do ano anterior, refletindo maior seletividade na alocação de capital e a descontinuidade do plano de expansão de lojas. Para 2026, a companhia projeta um Capex entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões.
“O quarto trimestre apresentou melhora em indicadores operacionais, com margem EBITDA ajustado de 10%, redução do prejuízo líquido e avanço na geração de caixa operacional. Esses resultados refletem os primeiros impactos da agenda de eficiência implementada no final do ano e reforçam o potencial da performance da companhia ao longo de 2026”, afirmou o CEO do GPA, Alexandre Santoro.
Segundo o executivo, a prioridade da gestão segue sendo o endereçamento da estrutura de capital. A companhia conduz negociações para a rolagem dos vencimentos de 2026 e avança na redução de passivos fiscais relacionados a operações descontinuadas. Paralelamente, segue a execução do plano de eficiência, com racionalização do Capex, simplificação da estrutura organizacional e maior disciplina na alocação de recursos.
“Nossa atuação está concentrada em três frentes claras: geração de caixa operacional, disciplina financeira e aprimoramento da experiência do cliente. Nessa agenda, mantemos uma atuação próxima e construtiva com nossos fornecedores, parceiros fundamentais para a entrega da nossa proposta de valor. Estamos simplificando estrutura e processos, com redução de despesas e ganhos de agilidade, para tornar a companhia mais eficiente e competitiva”, concluiu.
Movimentação de lojas
No quarto trimestre de 2025, a empresa inaugurou apenas uma loja pontual do Pão de Açúcar, com área de venda de 416 metros quadrados, portanto abaixo da média de 1,4 mil metros quadrados da bandeira.
No mesmo período, foram encerradas operações de quatro lojas — duas da bandeira Extra Mercado, uma do Pão de Açúcar e uma do Minuto Pão de Açúcar. Todos os fechamentos ocorreram em função de baixa performance, como parte do processo contínuo de revisão e otimização do parque de unidades.
Cabe ressaltar que não há novas aberturas previstas para os próximos trimestres.
Dessa forma, o GPA encerrou o quarto trimestre do ano passado com 728 lojas, com destaque para o formato de proximidade: sendo 221 do Minuto e 155 do Mini Extra. As demais unidades referem-se às bandeiras Pão de Açúcar (187) e Extra Mercado (164). Além disso, foi reportada que uma loja se encontrava em processo de conversão/ análise.
Desempenho por bandeira e canal
No Pão de Açúcar, as vendas em mesmas lojas cresceram 1,8%, com destaque para a melhora do volume de perecíveis em relação ao trimestre anterior, apesar da menor evolução do preço médio nessa categoria. Ao longo de 2025, houve avanço no market share do segmento premium e manutenção de crescimento consistente no share of wallet dos clientes fiéis, evidenciando a consistência, a resiliência e a solidez da proposta de valor da bandeira — baseada em sortimento premium, qualidade superior de perecíveis e excelência no atendimento.
No Extra Mercado, o crescimento de vendas em mesmas lojas atingiu 4,0%, mantendo a trajetória de evolução após o projeto de revisão de sortimento e gestão de categorias, iniciado no segundo semestre de 2024 — que incluiu o reposicionamento dos perfis de loja e a revisão do papel das principais categorias. Assim como no Pão de Açúcar, o destaque do trimestre foi a categoria de perecíveis, com avanço do crescimento de volume em relação aos trimestres anteriores.
No formato de proximidade, as vendas em mesmas lojas avançaram 3,2%, enquanto as vendas totais cresceram 11,5%, com destaque para a maior contribuição das lojas inauguradas a partir de 2023, que ainda estão em fase de ramp-up. A efetividade do modelo se reflete no aumento do número de tíquetes nas lojas e no ganho recorrente de market share em relação aos supermercados de pequeno porte.
Conforme já mencionado, o e-commerce segue aumentando a sua relevância, com aumento da participação nas vendas totais. Os avanços foram mais expressivos na bandeira Extra Mercado e no formato de proximidade, cujas penetrações cresceram 2,2 p.p. e 1,4 p.p., respectivamente.
Esse desempenho foi impulsionado pela ampliação da base de lojas do Extra Mercado e segmento de proximidade elegíveis ao e-commerce, além dos ganhos de eficiência na operação.
No eixo de melhoria da experiência do cliente e da produtividade, foi concluída a implementação do multipicking em toda a operação, atingindo o patamar de três pedidos simultâneos por picker, e realizamos a reforma da área de digital em 12 lojas.
Assim, a companhia manteve a liderança na venda de alimentos via e-commerce, tanto em canais próprios quanto nas principais plataformas parceiras. Com diferenciação de sortimento e excelência no atendimento, o GPA segue com um elevado mix de perecíveis, que representaram 33,3% das vendas totais do e-commerce no trimestre.
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