De olho num mercado de mais de R$ 8 milhões e que cresce a dois dígitos, o Assaí inicia uma ação estratégica de saudabilidade: a integração estruturada de suplementos e produtos proteicos ao fluxo principal de compra em 93 lojas piloto nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
Estratégia
A lógica não é criar um “espaço fitness”, mas tornar a suplementação parte do dia a dia do consumidor. Ou seja, testar como a proximidade com categorias já consolidadas na cesta influencia a experimentação e recorrência de compra. A companhia avaliará os resultados do projeto-piloto nos próximos meses para definir ajustes de sortimento, exposição e possível expansão para novas regiões.
Mais do que ampliar o sortimento, a iniciativa marca um reposicionamento estratégico. Whey protein, creatina, barras e bebidas proteicas serão incorporados à jornada natural da loja, próximos a categorias como leite, achocolatados, frutas secas e cereais.
Historicamente concentrada em lojas especializadas e no canal digital, a ação coloca a suplementação em evidência no varejo alimentar, posicionando o atacarejo como um novo competidor relevante, sustentado por três pilares: escala nacional, política de preço competitiva e capilaridade regional.
Ao assumir protagonismo na democratização da suplementação, o Assaí reforça seu posicionamento como plataforma de consumo em evolução, conectada às transformações no comportamento alimentar do brasileiro e às novas demandas por energia, conveniência e equilíbrio.
Potencial do mercado
O crescimento acelerado da categoria, especialmente bebidas proteicas prontas (+50% no último ano, segundo Mordor Intelligence/Euromonitor 2024), reforça o potencial da estratégia. Hoje, o consumo de produtos proteicos deixou de ser restrito ao público esportista: clientes buscam mais energia e equilíbrio nutricional na rotina.
O mercado brasileiro de suplementação movimentou R$ 8,3 bilhões em 2024, com crescimento superior a 20% em relação ao ano anterior, segundo dados de Mordor/Euromonitor. A integração desses produtos ao fluxo natural de compra oferece escala, preço competitivo e maior recorrência de consumo.
Lojas como laboratório
A escolha das lojas-piloto foi baseada em dados de mercado e maturidade regional da categoria. O objetivo é avaliar não apenas a performance de vendas, mas também o comportamento do consumidor diante da nova disposição dos produtos.
Além da definição estratégica do sortimento, a rede estruturou novos modelos de exposição:
- Inserção de whey, creatina e bebidas proteicas no primeiro módulo das gôndolas de leite e achocolatados
- Integração de itens de “energia diária” próximos ao setor de FLV e frutas secas
- Uso de espaços de alto fluxo, em vez de corredores especializados de baixo giro.