Por Renato Müller
A Amazon se tornou, em 2025, a segunda maior varejista de alimentos dos Estados Unidos, movimentando mais de US$ 150 bilhões. A informação está na carta do CEO da Amazon, Andy Jassy, aos acionistas da empresa, divulgada nesta semana.
Para o executivo, esse marco reflete uma trajetória de 20 anos na venda de itens de supermercados. Em 2005, a empresa começou a vender itens não-perecíveis, como itens de beleza, mercearia seca e itens enlatados, mas a presença no setor só se consolidou em 2017, com a aquisição da rede Whole Foods Market.
De lá para cá, a empresa investiu em diversos formatos (Amazon Go, Amazon Fresh), incorporou a venda de alimentos ao programa de fidelidade Prime e criou lojas com sua marca complementando a venda dos produtos da Whole Foods. “Nem todos esses experimentos funcionaram, mas todos nos ensinaram algo importante”, disse Jassy.
Para o executivo, o grande aprendizado foi uma visão mais clara do que os clientes desejam. Hoje com mais de 550 lojas, a Whole Foods Market deverá ganhar outros 100 pontos de venda nos próximos anos, inclusive em um formato menor, o Daily Shop, para atender missões de compra rápidas e frequentes em bairros urbanos.
Um grande avanço foi a inclusão dos perecíveis no sistema de entrega no mesmo dia (same-day delivery), oferecendo mais conveniência aos consumidores. “Unir alimentos frescos a milhões de itens de uso diário em um único pedido rápido está repercutindo entre os clientes, pelo valor e pela praticidade”, afirma o executivo. Segundo Jassy, desde que os perecíveis entraram no same-day delivery, no início de 2025, as vendas de perecíveis cresceram mais de 40 vezes na Amazon. Hoje, a categoria tem nove dos 10 itens mais pedidos na entrega no mesmo dia nas mais de 2.300 cidades onde o serviço está disponível.