Por Renato Müller
A rede americana de supermercados Albertsons definiu uma estratégia para diminuir o impacto da alta dos alimentos em suas lojas. Segundo a CEO Susan Morris, a primeira “linha de defesa” já tem sido aplicada: uma revisão geral dos custos para garantir que seus fornecedores só repassem aumentos relacionados às mudanças tarifárias.
Embora mais de 90% dos produtos vendidos na Albertsons venham de fornecedores domésticos, o impacto das matérias-primas importadas ao longo da cadeia (como cacau, café, pimenta e temperos) pode ser relevante. O aspecto positivo do atual momento é uma abordagem mais meticulosa sobre o processo de precificação, o que pode render dividendos para os consumidores (repasses menos radicais de preços) e para novos fornecedores (que consigam aliar qualidade e custos sob controle).
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“Vendemos muitos itens que são commodities e temos que ter muita agilidade em relação aos processos de precificação”, disse a CEO. Segundo a executiva, a alta dos custos será repassada aos consumidores somente quando não houver outra possibilidade. “Queremos nos manter competitivos, especialmente em itens essenciais, e para isso a revisão da nossa cadeia de suprimentos é muito importante”, acrescenta.
O potencial aumento dos custos das matérias-primas devido à guerra tarifária também vem levando a Albertsons a revisar seu sortimento de marcas próprias, que representaram quase 26% das vendas da rede no primeiro trimestre do ano. A empresa acredita que existem oportunidades de crescimento capazes de levar esse percentual a 30%. “Podemos chegar à conclusão de que uma expansão das nossas marcas próprias será uma grande alternativa para os clientes. É um ponto importante da avaliação de custos que estamos fazendo”, pondera a diretora financeira da rede, Sharon McCollam.