Por Renato Müller
Supermercados costumam aparecer com certa frequência em séries e filmes. Afinal de contas, o setor faz parte do dia a dia das pessoas – e nada mais natural do que também ser representado nas telas. Mas 2025 foi um ano particularmente notável na conexão entre a sétima arte e o varejo, com duas das maiores redes americanas e um CEO tendo participações importantes em produções de destaque.
Na comédia “Um Maluco no Golfe 2”, o personagem principal Happy Gilmore (interpretado por Adam Sandler) começa o filme trabalhando na rede Stop & Shop. Mas não por muito tempo: na cena filmada em uma loja da rede em Clifton, Nova Jersey, Gilmore discute com um cliente antes de jogá-lo em um tanque de lagostas. Um belo exemplo de como não deixar o consumidor satisfeito…
Na série de ficção científica “Pluribus”, a personagem principal Carol Sturka (a atriz Rhea Seehorn) vai a uma loja da rede Sprouts Farmers Market e encontra as prateleiras vazias. Na cena, filmada durante dois dias em uma loja da rede em Albuquerque, Novo México, Carol (uma das poucas terráqueas não afetadas por um vírus alienígena) liga para o serviço de atendimento e, ao ser informada que a logística está sendo modificada para aumentar a eficiência, diz que quer sua loja de volta.
O que se segue é uma sequência em que caminhões reabastecem o ponto de venda com uma precisão enorme. Um exemplo de como eliminar a ruptura nos supermercados com a ajuda de seres extraterrestres!
E teve mais. John Catsimatidis, o CEO do Red Apple Group, controladora da rede de supermercados Gristedes na região de Nova York, faz uma ponta em “Marty Supreme”, filme que estreia no Brasil nesta semana e pode dar o Oscar de melhor ator a Timothée Chalamet.
Uma das cenas de Catsimatidis (que foi dono de um imóvel onde o mesatenista Marty Reisman, que inspirou a história, tinha um clube de pingue pongue) aparece no final do trailer, quando ele e Marty discutem a ideia de uma bolinha personalizada.
Seja em situações absurdas, surreais ou em recriações de acontecimentos, o varejo supermercadista encontrou, no ano passado, formas de estar presente em algumas das produções que mais se destacaram. Porque a arte, às vezes, imita a vida.